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SÉRIE C: Luverdense perde para o Paysandu e está rebaixado para a Série D

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Não deu mesmo para o Luverdense evitar a sua queda à Série D do Campeonato Brasileiro. Nesta noite de quinta-feira, no estádio Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde (MT), o time do Mato Grosso perdeu para o Paysandu por 3 a 1, na abertura da 17ª rodada da Série C, a penúltima da fase de classificação.

Com apenas uma vitória em 17 jogos, o Luverdense ficou em penúltimo lugar no Grupo B, com 13 pontos, e fará companhia ao já rebaixado Atlético-AC na quarta divisão nacional em 2020. Só uma vitória manteria o time da casa vivo na luta para se manter na Série C para o próximo ano. Do outro lado, o Paysandu deu um passo importante rumo às quartas de final, chegando aos 27 pontos e assumindo a segunda colocação do Grupo B.

O líder é o Juventude, também com 27 pontos, porém, com um jogo a menos. Completam o G4 (zona de classificação) dois clubes gaúchos, Ypiranga e São José-RS, com 25 pontos. Ainda estão na briga por vagas o Volta Redonda, quinto, com 24, e o Remo, sexto, com 23.

O Paysandu abriu 2 a 0 com gols de Caíque Oliveira e Tiago Bastos, este último em cobrança de falta. Tozin diminuiu para o Luverdense, que sofreu o terceiro gol depois com Nicolas, de cabeça.

Os dois times voltam a campo no próximo domingo, quando será disputada de forma completa a 18ª e última rodada da primeira fase da Série C, com todos os jogos às 18 horas. Fora de casa, o Luverdense encara o Atlético-AC, na Arena da Floresta, no duelo dos rebaixados. Já o Paysandu recebe o Remo, no Mangueirão, no clássico paraense.

Confira os jogos da 17.ª rodada da Série C:

Quinta-feira

Luverdense-MT 1 x 3 Paysandu

Sexta-feira

20h – Remo-PA x São José-RS

Sábado

16h – Tombense-MG x Atlético-AC

17h – Botafogo-PB x Náutico-PE

19h – Imperatriz-MA x Ferroviário-CE

19h15 – ABC-RN x Sampaio Corrêa

Domingo

15h30 – Ypiranga-RS x Boa-MG

16h – Confiança-SE x Treze-PB

18h – Santa Cruz x Globo-RN

Segunda-feira

20h – Volta Redonda x Juventude

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Estadual

Membros da FMFS participam de cursos on-line sobre atualização do futsal

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Atualização no cadastro de atletas, revalidação, transferência interestadual e internacional foram alguns dos temas abordados

Foto: Assessoria

A bola não está rolando pelas quadras de todo o país, mas nem por isso que o futsal está totalmente parado. Nesta semana, a membros da Federação Mato-grossense de Futsal (FMFS) participaram de um aperfeiçoamento on-line disponibilizado pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).O treinamento tem como objetivo inteirar responsáveis das entidades estaduais sobre o sistema que integra atletas e clubes cadastrados. A ferramenta garante mais veracidade e transparência nas informações durante as competições nacionais e internacionais. Essa tecnologia deve beneficiar jogadores, comissão técnica e profissionais ligados à modalidade.

Representantes da FMFS, Pedro Verão e Suellen Ferreira presidente e coordenadora do departamento técnico da entidade, respectivamente participaram do treinamento.

“Essa capacitação tem uma importância muito grande, porque ela aborda desde a inscrição inicial como tem que ser feita, até as transferências nacionais, internacionais, e esse parte técnica envolvendo atletas é a parte que mais tem sido difícil para as federações no desenrolar das competições”, disse Verão.

Sobre o retorno do futsal em todo o país, a CBFS segue com cautela e, portanto, não definiu uma data. A FMFS monitora o avanço do novo coronavírus no estado e tem seguido as orientações dos órgãos de saúde, que estabelece os cuidados necessários e que se evite eventos com aglomeração de pessoas.

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Opinião: Momento requer pulso firme e decisão, mas FMF não age sobre o presente e não prepara o futuro do futebol

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Marcio Alencar- Foto: Assessoria

Médico anestesista e Conselheiro do Mixto, Márcio Alencar, cita omissão da entidade máxima do futebol estadual em lidar com os estragos causados pela pandemia

Em um cenário de pandemia, e em pleno crescimento no número de infectados pelo coronavírus, que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) parece querer jogar com a sorte. Inerte e sem sequer mobilizar-se na busca de uma solução plausível, espera o improvável. Qual o interesse por trás de uma demora em enxergar a realidade atual dos fatos e tomar a decisão que o futebol estadual necessita?

O coronavírus possui uma família ampla de vírus com esse nome. Atualmente são sete cepas que infectam humanos. A Covid-19 é a mais letal delas.

Basicamente a transmissão ocorre pelo contato da mão contaminada com as mucosas nasal, oral e oftálmica, podendo ainda acontecer através de gotículas lançadas pela tosse, espirros ou mesmo pela fala. É uma doença de alta transmissibilidade, pouco conhecida e sem tratamento eficaz ainda.

Estima-se que a taxa de mortalidade dessa doença gire em torno de 3% a 5%. Em Mato Grosso já são mais de 4 mil casos confirmados da doença e mais de 120 mortes. Com dados assim não deveríamos estar tranquilos. Um estudo divulgado por pesquisadores da UFMT, apontou que as maiores taxas de incidência estão na baixada cuiabana e que o pico da Covid-19 será em setembro. É preciso acreditar na ciência e ter responsabilidade para não pôr em risco a vida.

Está claro que o Campeonato Mato-grossense deve ser anulado. Isso é bom? Claro que não é. Com essa decisão Mixto e Araguaia serão beneficiados com o não rebaixamento. Porém, isso ocorrerá por pura e irrestrita condição causada pela pandemia.

A FMF deveria estar preocupada em buscar soluções para o futebol. Olhando para frente e não ficar estática aguardando posicionamento da CBF ou de autoridades sanitárias.

Em que pese possa haver favorecimento de um não rebaixamento para Mixto e Araguaia por conta da pandemia, entendo que a situação requer a anulação da competição, uma vez que não temos garantia sobre a segurança em saúde de toda a cadeia produtiva envolvida no futebol em um eventual retorno. Principalmente a saúde dos atletas. Tirando o Cuiabá e talvez o União, as demais equipes provavelmente não têm condições financeiras para arcar com novos contratos e muito menos com as despesas caso haja atletas e funcionários infectados.

Sendo assim quem será responsabilizado caso aconteçam infecções em atletas e funcionários? A Federação? Os clubes que aceitarem retornar? A CBF? Ou todos envolvidos?

Precisamos, por hora, preservar a saúde de todos e discutir novos modelos para a sustentabilidade do futebol no estado, buscando aumentar o interesse do público e de investidores.

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