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Para estar em Tóquio, dois caratecas brasileiros treinam juntos em SC

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O caratê será uma das cinco modalidades estreantes no programa olímpico em Tóquio. Para fazer parte da equipe brasileira nesse momento histórico, dois dos maiores nomes do Brasil no esporte treinam juntos em Florianópolis.

Bicampeão mundial em 2010 e 2014 na categoria até 60 kg, o gaúcho Douglas Brose, que reside na ilha catarinense, convidou Vinícius Figueira, vice-campeão mundial em 2018 e bronze no Pan de Lima em 2019, para um período de treinos em Santa Catarina.

“Tínhamos criado um grupo para fazer os trabalhos on-line. Mas, depois de duas semanas, acabou ficando meio chato. Eu sabia que ele estava sozinho em Londrina (PR) e o chamei para vir até aqui. É bom trabalhar com outro atleta de alto nível. Os dois crescem juntos nos quesitos de força e técnica”, destaca Brose à Agência Brasil.

“Sou companheiro do Douglas desde que eu entrei na Seleção Sênior em 2013. Venho para cá desde 2014. Já conheço a cidade, o Douglas e a Lucélia (Lucélia Ribeiro, esposa e técnica do Douglas Brose). Nunca competimos um contra o outro, são categorias diferentes. Mas o treino é muito bom para nós dois. Pode fazer a diferença quando tudo voltar ao normal”, acrescenta o paranaense Vinícius.

Sobre os trabalhos, Douglas afirma “estamos treinando, mas ainda não no ritmo normal. Os trabalhos estão ocorrendo uma vez por dia, mas ainda longe da frequência do período de competições. É um trabalho forte, mas de manutenção”

A quarentena forçada pela pandemia da covid-19 afetou bastante a rotina do atleta no sul do Brasil. “Inicialmente, pelo calendário de competições. E, depois pelas academias que ficaram mais de dois meses fechadas aqui na cidade. Agora, aos poucos, elas estão reabrindo. Mas a quarentena mexeu bastante com a nossa preparação. O próprio adiamento dos Jogos para o ano que vem foi ruim para a modalidade”, afirma o atleta

“O caratê está entrando no programa olímpico agora e ter ocorrido toda essa questão da pandemia, justamente nesse momento, foi muito ruim. Mas temos aproximadamente um ano para se preparar da melhor maneira possível para que a nossa modalidade possa estrear bem e, se possível, se manter no programa para 2024 em Paris”, completa o bicampeão mundial Douglas Brose.

Vaga em Tóquio

Douglas normalmente participa das competições na categoria até 60 quilos. Mas, como esse peso não faz parte das disputas olímpicas, ele até tentou ser o representante nacional na “até 67 quilos”, justamente a categoria de Vinícius Figueira.

“Mas essa briga não existe mais. Ele ficou bem acima. Então, entrei na seletiva nacional para o Pré-olímpico em fevereiro desse ano já na categoria até 75 quilos. E consegui a única vaga brasileira nesse peso para o classificatório mundial”, lembra o atleta.

O torneio estava previsto para ocorrer em maio deste ano em Paris, mas por causa da covid-19, foi adiado e não tem nova data para ocorrer. “Em princípio, o Pré-Olímpico Mundial deve ocorrer em junho de 2021. Sigo sempre em contato com o pessoal da Federação Mundial de Caratê (WKF). Mas, por enquanto, não tem nada oficial. Existe uma chance de ocorrerem alguns torneios antes do Pré-Olímpico. Seria muito bom para mim, já que é uma categoria nova e ainda não tive muitas chances de me testar contra atletas desse peso”, diz Douglas.

Já Vinícius Figueira, que chegou a ser confirmado em Tóquio via ranking mundial na categoria até 67 quilos em março pela Federação Internacional da modalidade (WKF), perdeu a vaga em maio, devido a alterações no cronograma oficial da própria entidade.

Em entrevista à Agência Brasil, o lutador comentou que a situação segue sem alteração. “Em princípio a situação segue a mesma. Vamos ver como tudo isso vai ficar”, diz o lutador. Se a classificação não tiver outras modificações, o brasileiro terá que disputar a vaga com o egípcio Ali Elsawy pelo ranking na etapa de Marrocos da Liga Mundial que havia sido cancelada e agora deverá ser disputada em uma data a ser definida pela WKF.

Edição: Lílian Beraldo

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Coluna – Mundial de League of Legends começa nesta sexta na China

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O Mundial de League of Legends (LoL) começa nesta sexta-feira (25), em Xangai (China). Apesar da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Riot Games decidiu apostar em um campeonato presencial, ainda que os novos tempos tenham provocado mudanças e alguns desafios ao formato do torneio.

Inicialmente, a competição ocorreria em mais uma, ou duas cidades da China. Mas, por precaução, os organizadores decidiram focar apenas em Xangai, a maior cidade do país. Além disso, devido a restrições de viagens, a Team Flash e a GAM Esports, representantes do Vietnã, ficaram fora do torneio, reduzindo o total de equipes de 24 para 22. Todas as partidas serão realizadas sem a presença de público, embora a Riot Games ainda estude a possibilidade de permitir a entrada limitada de torcedores na final, programada para o dia 31 de outubro.

Com dois times a menos, o formato do torneio também precisou sofrer algumas mudanças. A vaga do Vietnã na fase principal do evento, antes reservada ao campeão vietnamita, foi para a Coreia do Sul. Por isso, a Gen.G, que ficou com a terceira e última vaga do país asiático, não vai precisar passar antes pela fase de entrada.

Fase de entrada

Esta fase inicial, em que se encontra a INTZ, ficou dividida em dois grupos de 5 equipes cada. Apenas o primeiro colocado de cada chave garante a classificação direta para a fase de grupos. As outras duas vagas (uma de cada grupo) serão disputadas em uma espécie de repescagem, onde o terceiro e quarto colocados lutam entre si. O vencedor deste duelo terá pela frente o segundo colocado do grupo oposto, em partida que vale uma vaga na fase principal, prevista para 3 de outubro, com 16 times divididos em quatro grupos.

Vamos conferir um pouco da história de cada time participante desta etapa do Mundial de LoL 2020.

Grupo A

INTZ

Esta é a segunda participação da equipe brasileira no Mundial. A estreia dos intrépidos foi em 2016, quando amargaram o último lugar do Grupo C e foram eliminados. Apenas um nome daquele elenco está na equipe deste ano, o atirador micaO. Maior campeã do CBLoL, com cinco títulos, a INTZ chega na edição deste ano com a missão de fazer a melhor campanha brasileira em um Mundial, conquistada ainda em 2015 pela paiN Gaming e nunca superada. Na ocasião, os brasileiros conquistaram duas vitórias, mas não conseguiram vaga nos playoffs.

MAD Lions

Franca-favorita à classificação no grupo A, a antiga Splyce será a primeira rival da INTZ na competição. A equipe de MADRI (daí a sigla MAD no nome) se classificou para o Mundial ao garantir o quarto lugar na liga europeia de League of Legends. No ano passado, ainda com o nome Splyce, o time espanhol alcançou o seu melhor resultado ao chegar às quartas-de-final, quando foi eliminado pela SK Telecom. Em sua outra participação no torneio internacional, em 2016, a Splyce não conseguiu sair da fase de grupos.

Legacy Esports

Segunda rival da INTZ no torneio, a australiana Legacy Esports é a única representante da liga da Oceania. A equipe vem em boa fase, tendo conquistado as duas etapas da região em 2020, depois de colecionar vice-campeonatos em anos anteriores – uma campanha que lembra um pouco o Flamengo do ano passado.. Apesar de estreante no Mundial, a Legacy tem no elenco nomes experientes no torneio, como o coreano Topoon e o australiano Babib, que ano passado defendiam a rival MAMMOTH. 

Team Liquid

A equipe dos Estados Unidos chega ao Mundial pela terceira vez e é outro nome a ser temido pela INTZ. Nas outras duas participações, a Liquid estreou direto na fase principal do torneio, como campeã da liga norte-americana. Dessa vez, no entanto, ela terá que passar pela fase de entrada, após terminar a liga regional na terceira posição.  A equipe norte-americana tem no currículo um vice-campeonato no MSI 2019 (campeonato internacional de LoL que só perde em importância para o próprio mundial). No MSI 2018, o time terminou em quinto lugar. Nas edições de 2018 e 2019, não conseguiram sequer sair da fase de grupos.

Papara SuperMassive

Experiente em torneios internacionais, esta é a segunda participação da SuperMassive no Mundial. Na estreia, em 2018, a equipe caiu ainda no segundo round da primeira fase do evento. Agora, retorna mais uma vez como campeã da Turquia, região que de longa data vem eliminando diversos times brasileiros. A própria SuperMassive foi algoz da KaBuM! no MSI 2018, e da Red Canids, no MSI 2017. A INTZ, por sua vez, teve que suar contra os turcos da Dark Passage no International Wild Card (IWCQ), para garantir uma vaga no Mundial 2016. No ano anterior, a SuperMassive perdeu a chance de ir para o MSI, ao ser eliminada do torneio qualificatório IWC, com uma derrota para os compatriotas do Besikitas. No Mundial do ano passado, vale lembrar, o Flamengo sofreu diante da Royal Youth da Turquia, e voltou para casa depois de perder a partida de desempate da primeira fase. 

Grupo B

LGD Gaming

A LGD Gaming é vice-campeã da liga da China, região que vem desbancando os antes incontestáveis sul-coreanos no Mundial. Apesar disso, a equipe retorna ao torneio internacional depois de ficar ausente por quatro anos seguidos. Em 2015, quando chegou como campeã chinesa, a LGD decepcionou ao ser eliminada ainda na fase de grupos. O elenco deste ano, no entanto, conta com nomes de peso, como Peanut, vice-campeão pela SK Telecom em 2017, e o chinês Xiye, que na mesma edição avançou até a semifinal com a Team WE.

PSG Talon

Vice-campeã da liga do Pacífico (PCS), que reúne times do sudeste asiático, a equipe de Hong Kong é fruto de uma parceria entre a Talon e o clube francês de futebol Paris Saint-Germain, iniciada em junho. Foi um ano movimentado para a novata, fundada no fim de 2019. Já no primeiro split de 2020, a Talon se consagrou campeã da primeira edição da PCS, torneio que é resultado da fusão entre as antigas ligas de Taiwan, Hong Kong e Macau (LMS) e a liga do Sudeste Asiático (LST). No segundo split, já vestindo a camisa do PSG, a equipe amargou a segunda colocação do torneio regional e, com isso, perdeu a vaga direta para a fase principal do Mundial. Embora seja estreante no torneio, a Talon PSG conta com vários nomes experientes na competição, ainda que nenhum deles tenha conquistado uma campanha muito relevante.

Rainbow7

A equipe mexicana chega ao Mundial pela primeira vez na condição de campeã da liga latino-americana. Apesar de sediada no México, conta no elenco com três jogadores argentinos e um chileno, além de dois mexicanos. Todos também são estreantes em torneios internacionais, embora a Rainbow7 já tenha participado do MSI 2018 com um elenco completamente diferente.

Unicorns of Love

Representando a Rússia, a Unicorns of Love volta ao Mundial um ano depois de sua estreia na competição. Três nomes daquele time continuam na Unicorns: o topo BOSS, o selva AHaHaCiK e o meio Nomanz. Na campanha do ano passado não conseguiram avançar para o segundo round da fase de entrada. Apesar disso, a equipe formada em 2019 já acumula três títulos consecutivos na liga russa (LCL).

V3 Esports

Mais uma estreante no Mundial, a japonesa V3 Esports chegou ao Mundial com a conquista inédita do título da liga do Japão. Assim como a Rainbow7, traz uma equipe inteiramente formada por novatos em competições internacionais.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Sport mantém embalo no Brasileirão e complica vida do Corinthians

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Na estreia do meia Thiago Neves pelo Sport, quem decidiu foi Iago Maidana. Eficiente na defesa, o zagueiro cobrou o pênalti que decidiu a vitória do Sport sobre o Corinthians, por 1 a 0, na partida antecipada que inaugurou a 12ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. O resultado desta quarta-feira (23), na Ilha do Retiro, levou o Leão pernambucano a 17 pontos, na sétima posição. Foi a quarta vitória da equipe rubro-negra, dirigida por Jair Ventura, nos últimos seis jogos.

O Timão, com 12 pontos, é apenas o 13º colocado, mas pode até cair para a zona de rebaixamento no complemento da rodada, se Atlético-GO, Athletico-PR (ou Botafogo, adversário do Furacão no fim de semana), Coritiba ou Red Bull Bragantino vencerem seus compromissos. Foi a terceira derrota de Dyego Coelho em quatro partidas no comando do Alvinegro. Ele assumiu o cargo, de forma interina, após a demissão de Tiago Nunes.

Apesar de o Corinthians ter acertado a trave com o atacante Everaldo, o primeiro tempo teve domínio do Sport. A bola, porém, só balançou as redes em uma cobrança de pênalti. Aos 36 minutos, o chute do meia Jonathan Gomez pegou na mão de Everaldo, dentro da área. Iago Maidana deslocou o goleiro Cássio na batida e colocou o Rubro-Negro na frente.

Na etapa final, o Timão reclamou de penalidade não marcada após a bola cabeceada pelo meia Luan desviar no braço do lateral Sander. O Sport assustou a equipe paulista em chutes de Gomez, de fora da área, e Thiago Neves, que parou nos pés de Cássio. O Corinthians, com dificuldade para trabalhar a bola no campo rubro-negro, insistiu em bolas alçadas na área. Nos acréscimos, os alvinegros contestaram mais um suposto pênalti não assinalado (um toque da bola no braço de Iago Maidana após escorada de cabeça do zagueiro Gil). O time da casa segurou a pressão e comemorou a vitória.

O Sport só volta a jogar no próximo dia 4 de outubro, um domingo, às 18h15 (horário de Brasília), contra o Bahia, em Salvador. Já o Corinthians enfrenta o Atlético-GO na próxima quarta-feira (30), às 21h30, em partida que foi adiada da primeira rodada do Brasileiro devido ao Timão estar envolvido com a decisão do Campeonato Paulista.

Veja a classificação atualizada do Brasileiro da Série A.

Edição: Fábio Lisboa

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