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Jogo do Araguaia dá prejuízo; renda seria usada para salário do elenco

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O Araguaia se esforçou e conseguiu regularizar os laudos do estádio Zeca Costa a tempo de receber a estreia na Série D. Neste domingo, o Galo da Serra perdeu para a Aparecidense-GO por 1 a 0, em casa, mas a torcida não compareceu em bom número para apoiar assim como vinha fazendo no Campeonato Mato-Grossense. A força da torcida foi um dos trunfos do clube, inclusive, para fechar com os jogadores: parte do salário irá sair da renda das partidas.

Apenas 439 ingressos foram vendidos para o duelo, com renda bruta de R$ 7.570. Com as despesas do jogo em torno de R$ 11 mil, principalmente em gastos com a arbitragem, o Araguaia ainda teve déficit de R$ 3 mil.

VEJA A TABELA DA SÉRIE D

No estadual, o time teve média de mil pagantes, mas a indefinição quanto ao local da partida foi um dos problemas encontrados pelo clube. A oficialização de que seria disputado no Zeca Costa e com portões abertos veio apenas na quinta-feira, três dias antes da partida. Os ingressos só começaram a ser vendidos no sábado.

Agora, a diretoria trabalha para aumentar o número no próximo compromisso em casa pela competição nacional. No dia 26 de junho, o Araguaia recebe o Ceilândia-DF. Antes, a equipe joga neste sábado, contra o Comercial-MS, em Campo Grande.

Fonte: GE

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Membros da FMFS participam de cursos on-line sobre atualização do futsal

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Atualização no cadastro de atletas, revalidação, transferência interestadual e internacional foram alguns dos temas abordados

Foto: Assessoria

A bola não está rolando pelas quadras de todo o país, mas nem por isso que o futsal está totalmente parado. Nesta semana, a membros da Federação Mato-grossense de Futsal (FMFS) participaram de um aperfeiçoamento on-line disponibilizado pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).O treinamento tem como objetivo inteirar responsáveis das entidades estaduais sobre o sistema que integra atletas e clubes cadastrados. A ferramenta garante mais veracidade e transparência nas informações durante as competições nacionais e internacionais. Essa tecnologia deve beneficiar jogadores, comissão técnica e profissionais ligados à modalidade.

Representantes da FMFS, Pedro Verão e Suellen Ferreira presidente e coordenadora do departamento técnico da entidade, respectivamente participaram do treinamento.

“Essa capacitação tem uma importância muito grande, porque ela aborda desde a inscrição inicial como tem que ser feita, até as transferências nacionais, internacionais, e esse parte técnica envolvendo atletas é a parte que mais tem sido difícil para as federações no desenrolar das competições”, disse Verão.

Sobre o retorno do futsal em todo o país, a CBFS segue com cautela e, portanto, não definiu uma data. A FMFS monitora o avanço do novo coronavírus no estado e tem seguido as orientações dos órgãos de saúde, que estabelece os cuidados necessários e que se evite eventos com aglomeração de pessoas.

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Opinião: Momento requer pulso firme e decisão, mas FMF não age sobre o presente e não prepara o futuro do futebol

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Marcio Alencar- Foto: Assessoria

Médico anestesista e Conselheiro do Mixto, Márcio Alencar, cita omissão da entidade máxima do futebol estadual em lidar com os estragos causados pela pandemia

Em um cenário de pandemia, e em pleno crescimento no número de infectados pelo coronavírus, que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) parece querer jogar com a sorte. Inerte e sem sequer mobilizar-se na busca de uma solução plausível, espera o improvável. Qual o interesse por trás de uma demora em enxergar a realidade atual dos fatos e tomar a decisão que o futebol estadual necessita?

O coronavírus possui uma família ampla de vírus com esse nome. Atualmente são sete cepas que infectam humanos. A Covid-19 é a mais letal delas.

Basicamente a transmissão ocorre pelo contato da mão contaminada com as mucosas nasal, oral e oftálmica, podendo ainda acontecer através de gotículas lançadas pela tosse, espirros ou mesmo pela fala. É uma doença de alta transmissibilidade, pouco conhecida e sem tratamento eficaz ainda.

Estima-se que a taxa de mortalidade dessa doença gire em torno de 3% a 5%. Em Mato Grosso já são mais de 4 mil casos confirmados da doença e mais de 120 mortes. Com dados assim não deveríamos estar tranquilos. Um estudo divulgado por pesquisadores da UFMT, apontou que as maiores taxas de incidência estão na baixada cuiabana e que o pico da Covid-19 será em setembro. É preciso acreditar na ciência e ter responsabilidade para não pôr em risco a vida.

Está claro que o Campeonato Mato-grossense deve ser anulado. Isso é bom? Claro que não é. Com essa decisão Mixto e Araguaia serão beneficiados com o não rebaixamento. Porém, isso ocorrerá por pura e irrestrita condição causada pela pandemia.

A FMF deveria estar preocupada em buscar soluções para o futebol. Olhando para frente e não ficar estática aguardando posicionamento da CBF ou de autoridades sanitárias.

Em que pese possa haver favorecimento de um não rebaixamento para Mixto e Araguaia por conta da pandemia, entendo que a situação requer a anulação da competição, uma vez que não temos garantia sobre a segurança em saúde de toda a cadeia produtiva envolvida no futebol em um eventual retorno. Principalmente a saúde dos atletas. Tirando o Cuiabá e talvez o União, as demais equipes provavelmente não têm condições financeiras para arcar com novos contratos e muito menos com as despesas caso haja atletas e funcionários infectados.

Sendo assim quem será responsabilizado caso aconteçam infecções em atletas e funcionários? A Federação? Os clubes que aceitarem retornar? A CBF? Ou todos envolvidos?

Precisamos, por hora, preservar a saúde de todos e discutir novos modelos para a sustentabilidade do futebol no estado, buscando aumentar o interesse do público e de investidores.

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