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Basquete

Histórias de bastidores: o mano a mano entre Kobe Bryant e Isaiah Rider

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Um dos maiores craques que os fãs da NBA já viram jogar, dará adeus às quadras nesta quarta-feira, às 21h30, no Staples Center, em Los Angeles, diante do Utah Jazz

Aos 37 anos, Kobe Bryant, um dos maiores craques que os fãs da NBA já viram jogar, dará adeus às quadras nesta quarta-feira. Às 21h30, no Staples Center, o ídolo do Los Angeles Lakers disputará pela última vez uma partida oficial pela liga americana de basquete diante do Utah Jazz. Foi nesse clima de despedidas, que na última segunda-feira, o site “The Players Tribune” – o mesmo que publicou a carta de despedida de Kobe -, pediu para companheiros do ala responderem à seguinte pergunta: como você vai se lembrar de Kobe Bryant?

Os depoimentos exaltaram a competitividade de Kobe e resultaram em um resumo de histórias sensacionais contadas por quem convivia com o craque no dia-a-dia. O “Planeta SporTV” selecionou um desses fantásticos relatos de três grandes personagens do basquete, Brian Shaw, Horace Grant e Ron Harper. Tudo começou no ano de 2000, quando um atleta chegou no Los Angeles Lakers e quis desfiou o reinado de Kobe Bryant.

 

– Se você fizesse uma cesta em cima do Kobe em um treino, ou mesmo se fizesse uma jogada boa com ele te marcando, o Kobe não ia te deixar sair do ginásio até você jogar uma partida de um contra um com ele. E quem quer enfrentar o Kobe no mano a mano? Ninguém. Mas ele ia te encher o saco até você aceitar. Aí esse cara, o Isaiah Rider Junior, chegou ao time no ano 2000, e as coisas ficaram realmente interessantes – começou contando Brian.

– O J.R. ficava sempre provocando o Kobe. Todo treino, era Kobe isso, Kobe aquilo. Ele falava assim pra ele:  Ei, volta lá pra defesa – Horace Grace.

– Aí, num certo dia, o J.R falou pro Kobe: ‘Não me leve a mal. Eu sou uma estrela também e até já deixei você fazer algumas cestas’.O Kobe respondeu: ‘Cara, você realmente acha que pode comigo? Ok, então depois do treino, sou eu e você. Um contra um. O J.R disse: ‘Ok, não sou nenhum covarde. Bora lá’ – Brian Shaw.

– O nosso técnico Phil Jackson amava essas coisas. Ele nem esperou o final do treino. Já gritou: ‘Beleza, vocês querem mesmo isso? Todo mundo pra fora da quadra’ – Ron Harper.

– Eles jogaram umas dez vezes. O Kobe simplesmente massacrou o cara – Brian Shaw.

– Ele destruiu o cara – Ron Harper.

– A gente ficou na lateral só colocando mais pilha. A galera gritava, dava risada. E era enterrada, drible, bandeja.. – Brian Shaw.

– Os caras começaram até a chacoalhar toalhas brancas, do tiipo: ‘Para com essa surra, por favor! Para!’ – Ron Harper

– O J.R. queria sair batendo em todo mundo no ginásio. Chegou num ponto em que o cara tava basicamente assim: ‘Chega, chega’. E o J.R. teve que enfiar o rabo entre as pernas pela primeira vez na vida – Horace Grace.

– Eu só me lembro de pensar assim: ‘Meu Deus, esse garoto tá num outro nível’ – Ron Rarper.

Kobe e J.R. foram campeões da NBA em 2001. J.R foi o melhor reserva do time naquela temporada.

 

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Basquete

Raulzinho confessa estar inseguro com possível retorno da NBA

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O armador Raulzinho, que defende o Philadelphia 76ers na NBA, afirmou, em uma live transmitida pelo Youtube, que está inseguro com o possível retorno dos jogos da liga profissional de basquete dos Estados Unidos, que está parada desde o dia 11 de março

“Para falar a verdade estou com medo, será que vou voltar fora de forma? Não tenho direção, não sei o que o armador que vai disputar posição comigo está fazendo. O cara pode estar treinando em algum lugar e me matar no treino. Ou então, estou fora de forma e já tive lesões no passado (…). Desde os 16 anos, nunca fiquei mais de duas semanas sem pegar em uma bola de basquete e já estou há dois meses praticamente sem treino. Fica essa dúvida na nossa cabeça”, disse o jogador durante conversa com Magic Paula, Marcelinho e Anderson Varejão mediada pelo jornalista Everaldo Marques.

Cumprindo o isolamento social em Utah, ele ainda contou que está realizando atividades individualmente em uma igreja mórmon próxima de sua casa. Segundo Raulzinho, como o local está fechado, consegue acesso através do tio de sua namorada, que é bispo. O armador, que disputou duas edições do Jogos Olímpicos (Londres 2012 e Rio 2016), revelou também como vem sendo o acompanhamento da sua atual equipe e a incerteza sobre a continuidade da competição americana: “Acho que eles estão dando todo o suporte possível neste momento. Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer. Tive uma conversa com o Elton Brands, manager do nosso time, e ele disse que nosso centro de treinamento pode abrir daqui a uma semana ou uma semana e meia. Mas que não há obrigação alguma por parte dos jogadores que não estão na cidade de irem treinar, pois eles estão preocupados com a saúde dos atletas, dos familiares e torcedores. Não tem nada certo de que a liga vai voltar e que vamos terminar a temporada”.

Impasse sobre retomada da NBA

Raulzinho também disse que entre os atletas há muitas opiniões divergentes quando o assunto é terminar a temporada 2019/2020: “Há muitas opiniões diferentes, há atletas que dizem que não querem voltar a jogar, porque acham muito arriscado e que vão colocar em risco as famílias e muita gente. Há jogadores que já falaram publicamente que querem voltar a jogar, o LeBron, o Chris Paul disseram que querem de alguma maneira voltar e terminar esta temporada. É uma mistura de opiniões. Por mais que a temporada acabe e tenha redução de 25% dos salários de todos, a maioria não está preocupada com isso e não se sente confortável de voltar agora, sem vacina ou remédio. O meu pensamento é esse também”.

Para o ex-ala da seleção brasileira Marcelinho a parte econômica deve ser levada em consideração, mas a saúde é o mais importante: “Acho muito difícil a temporada da NBA voltar, não tem um tempo justo para isso, mas acredito muito na intenção. O esporte hoje é um negócio e movimenta muito dinheiro e emprega muita gente. Então, se a NBA, que sempre tem posturas positivas com relação a tudo, se ela resolver voltar dentro de uma condição melhor, com segurança, acho válido. Não pode ser o negócio à frente de tudo. Este momento está provando que o que mais importa na vida é a saúde”.

Já Magic Paula, campeã mundial em 1994 (Austrália) e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, é contrária ao retorno da competição: “Basquete é um esporte de contato, não é como tênis, onde fica um lá e outro aqui. Acho que é momento de pensar na vida das pessoas que estão ali. Nós, que estamos dentro do esporte, achamos que todos gostam e assistem esporte, mas não está acima do bem e do mal. Agora é momento de recuar, vamos ver a NBA no ano que vem”.

Conhecendo de perto a NBA, Anderson Varejão, que vestiu a camisa do Cleveland Cavaliers por mais de uma década, acredita no bom senso dos dirigentes: “Acho que a NBA não voltou ainda porque eles não querem colocar ninguém em risco. A NBA está levando do jeito está porque é uma liga muito forte, tem muito dinheiro. Eles podem se dar ao luxo de continuar esperando e trabalhando nos bastidores, fazendo a coisa certa. Caso apareça uma vacina ou alguma coisa que dê a certeza para eles de que nada vai acontecer, eles vão voltar”.

Edição: Fábio Lisboa

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Basquete

Basquete de luto: morre ex-técnico Brito Cunha, ouro nos Jogos de 1964

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O ex-técnico da seleção brasileira  masculina de basquete Renato Brito Cunha – medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão) em 1964 –  faleceu nesta terça-feira (5), aos 94 anos, em São Paulo (SP). A causa da morte não foi divulgada.

Brito Cunha também foi presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) entre 1989 e 1997. No período a frente da entidade, o basquete brasileiro feminino ganhou relevância internacional. Em 1994, a equipe verde e amarela conquistou o título Mundial e dois anos depois foi medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (Estados Unidos). Pelas redes sociais – Twitter e Facebook – a entidade postou uma mensagem lamentando o ocorrido.

“Com pesar, a CBB informa o falecimento de Renato Brito Cunha, ex-presidente da Confederação Brasileira de Basketball entre 1989 e 1997 e também técnico da Seleção Brasileira. Brito nos deixou aos 94 anos. Descanse em paz. Como treinador do Brasil, Renato dirigiu o time que conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio 1964. E também conquistou o ouro com as meninas no Pan de Winnipeg 1967, além de outros títulos nas Américas.”

O ex-presidente do CBB também ainda teve passagens como treinador em clubes como o Flamengo e Fluminense.

Duas perdas em menos de uma semana

O basquete nacional já havia ficado de luto na última quarta-feira (29), quando o ex-jogador Gérson Victalino, de 60 anos, que disputou três  Olimpíadas pelo país (Los Angeles-1984, Seul-1988 e Barcelona-1992), faleceu em decorrência de complicações causadas pela esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa contra a qual lutava desde novembro do ano passado.

O basquete brasileiro perdeu um gigante nesta quarta-feira, 29 de abril. Gerson Victalino O basquete brasileiro perdeu um gigante nesta quarta-feira, 29 de abril. Gerson Victalino

O ex-pivô Gerson integrou a seleção brasileira, ouro no Pan de Indianápolis, em 1997, após derrotar o favorito time norte-americano.  – Arquivo/CBB

Além da experiência em Jogos olímpicos, o ex-pivô entrou para história ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Ele fez parte da equipe que venceu a final contra favorita seleção dos Estados Unidos por 120 a 115, em Indianápolis, na casa adversária.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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