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Etapas regionais dos Jogos Escolares estão canceladas em Mato Grosso

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Em virtude das medidas para conter o avanço da pandemia causada pelo novo coronavírus, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) informa o cancelamento das etapas regionais dos Jogos Escolares da Juventude em Mato Grosso.

A deliberação acompanha a decisão do Comitê Olimpico Brasileiro (COB) de cancelar as fases regionais em que os estados, divididos em três regiões brasileiras, disputariam as vagas para a fase final brasileira dos esportes coletivos.  Mais recentemente, a instituição olímpica também alterou o formato da maior competição esportiva estudantil do Brasil em 2020. Caso ocorra, a etapa nacional contará apenas com modalidades individuais e xcepcionalmente, os esportes  coletivos (futsal, voleibol, basquete e handebol) não serão realizados.

Além disso, o cancelamento das fases regionais mato-grossenses leva em conta a manutenção da suspensão das atividades escolares presenciais e as medidas de restrição para a prevenção dos riscos de disseminação do coronavírus em todo o território de Mato Grosso.

“A necessidade de que as escolas permaneçam fechadas, a falta de treino dos atletas, o cancelamento e as mudanças nas fases nacionais realizadas pelo COB e todas as medidas que o Estado e municípios tiveram que seguir para combater a Covid-19, tudo isso fez com que não tivéssemos outra saída a não ser cancelar as fases regionais”, lamenta o secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

Para classificar as equipes nas competições nacionais, a Secel havia definido o calendário dos Jogos Escolares em Mato Grosso para o período de maio a setembro, com a realização de 10  etapas regionais e outras três fases estaduais.

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Neste ano, Cuiabá era candidata à sede da Regional Verde, que envolve os sete estados da região Norte, Mato Grosso e Distrito Federal, e estava prevista para ocorrer em setembro. Uma comitiva do COB chegou a visitar a cidade na primeira quinzena de março, realizando inspeção nos locais de competição e reuniões com a equipe da Secel, além do setor hoteleiro. Essa etapa da competição nacional também foi cancelada pelo COB.

“Já informamos o cancelamento aos gestores dos municípios-sede e também dos demais municípios. Esperamos contar a compreensão de todos e que tudo isso passe logo para que possamos celebrar em breve novas parcerias”, finaliza Jefferson.

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Membros da FMFS participam de cursos on-line sobre atualização do futsal

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Atualização no cadastro de atletas, revalidação, transferência interestadual e internacional foram alguns dos temas abordados

Foto: Assessoria

A bola não está rolando pelas quadras de todo o país, mas nem por isso que o futsal está totalmente parado. Nesta semana, a membros da Federação Mato-grossense de Futsal (FMFS) participaram de um aperfeiçoamento on-line disponibilizado pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).O treinamento tem como objetivo inteirar responsáveis das entidades estaduais sobre o sistema que integra atletas e clubes cadastrados. A ferramenta garante mais veracidade e transparência nas informações durante as competições nacionais e internacionais. Essa tecnologia deve beneficiar jogadores, comissão técnica e profissionais ligados à modalidade.

Representantes da FMFS, Pedro Verão e Suellen Ferreira presidente e coordenadora do departamento técnico da entidade, respectivamente participaram do treinamento.

“Essa capacitação tem uma importância muito grande, porque ela aborda desde a inscrição inicial como tem que ser feita, até as transferências nacionais, internacionais, e esse parte técnica envolvendo atletas é a parte que mais tem sido difícil para as federações no desenrolar das competições”, disse Verão.

Sobre o retorno do futsal em todo o país, a CBFS segue com cautela e, portanto, não definiu uma data. A FMFS monitora o avanço do novo coronavírus no estado e tem seguido as orientações dos órgãos de saúde, que estabelece os cuidados necessários e que se evite eventos com aglomeração de pessoas.

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Opinião: Momento requer pulso firme e decisão, mas FMF não age sobre o presente e não prepara o futuro do futebol

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Marcio Alencar- Foto: Assessoria

Médico anestesista e Conselheiro do Mixto, Márcio Alencar, cita omissão da entidade máxima do futebol estadual em lidar com os estragos causados pela pandemia

Em um cenário de pandemia, e em pleno crescimento no número de infectados pelo coronavírus, que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) parece querer jogar com a sorte. Inerte e sem sequer mobilizar-se na busca de uma solução plausível, espera o improvável. Qual o interesse por trás de uma demora em enxergar a realidade atual dos fatos e tomar a decisão que o futebol estadual necessita?

O coronavírus possui uma família ampla de vírus com esse nome. Atualmente são sete cepas que infectam humanos. A Covid-19 é a mais letal delas.

Basicamente a transmissão ocorre pelo contato da mão contaminada com as mucosas nasal, oral e oftálmica, podendo ainda acontecer através de gotículas lançadas pela tosse, espirros ou mesmo pela fala. É uma doença de alta transmissibilidade, pouco conhecida e sem tratamento eficaz ainda.

Estima-se que a taxa de mortalidade dessa doença gire em torno de 3% a 5%. Em Mato Grosso já são mais de 4 mil casos confirmados da doença e mais de 120 mortes. Com dados assim não deveríamos estar tranquilos. Um estudo divulgado por pesquisadores da UFMT, apontou que as maiores taxas de incidência estão na baixada cuiabana e que o pico da Covid-19 será em setembro. É preciso acreditar na ciência e ter responsabilidade para não pôr em risco a vida.

Está claro que o Campeonato Mato-grossense deve ser anulado. Isso é bom? Claro que não é. Com essa decisão Mixto e Araguaia serão beneficiados com o não rebaixamento. Porém, isso ocorrerá por pura e irrestrita condição causada pela pandemia.

A FMF deveria estar preocupada em buscar soluções para o futebol. Olhando para frente e não ficar estática aguardando posicionamento da CBF ou de autoridades sanitárias.

Em que pese possa haver favorecimento de um não rebaixamento para Mixto e Araguaia por conta da pandemia, entendo que a situação requer a anulação da competição, uma vez que não temos garantia sobre a segurança em saúde de toda a cadeia produtiva envolvida no futebol em um eventual retorno. Principalmente a saúde dos atletas. Tirando o Cuiabá e talvez o União, as demais equipes provavelmente não têm condições financeiras para arcar com novos contratos e muito menos com as despesas caso haja atletas e funcionários infectados.

Sendo assim quem será responsabilizado caso aconteçam infecções em atletas e funcionários? A Federação? Os clubes que aceitarem retornar? A CBF? Ou todos envolvidos?

Precisamos, por hora, preservar a saúde de todos e discutir novos modelos para a sustentabilidade do futebol no estado, buscando aumentar o interesse do público e de investidores.

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