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Dudu Cuiabano embarca para Copa Guga de Tênis em Santa Catarina

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“Têm crianças que ficam o dia inteiro sentadas no sofá só mexendo no celular e isso não é bom para a saúde delas”, diz tenista de 9 anos

Foto: Assessoria

Livas Eduardo Damazio, o ‘Dudu Cuiabano’, de 9 anos de idade, embarca nesta terça-feira (08) para disputará a Copa Guga, um torneio do Circuito Nacional da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), que ocorrerá de 09 a 13 de outubro, no Clube 12 de Agosto e no Jurere Sport Center, em Florianópolis, no estado de Santa Catarina. E, segundo o pequenino, que já acumula a conquista de sete troféus nacionais neste ano, será sua 3ª tentativa de pegar pódio na Copa Guga.

“Será minha terceira vez na categoria 9 anos da Copa Guga. Na primeira vez eu tinha sete anos e perdi na primeira rodada. Na segunda vez eu tinha oito anos e venci três partidas e perdi uma nas quartas de final. Agora vou pela terceira vez para competir na Simples e nas Duplas e com a intenção de ser campeão”, conta o garotinho, Livas Eduardo Damazio, de 9 anos, nascido em Cuiabá, morador do bairro Flor do Ipê e estudante da Escola Presbiteriana Shalom.

Dudu Cuiabano teve o futebol como seu primeiro esporte, foi dar suas primeiras raquetadas aos seis anos, migrou gradualmente do futebol para o tênis e, desde essa época, não parou mais de praticá-lo. Atualmente se inspira em ídolos mundiais do tênis e sonha em ser um tenista profissional. Segundo ele, além do esporte fazer bem para a saúde das crianças, daqui dez anos se imagina numa disputa de final de algum torneio internacional em terras estrangeiras.

“Tem crianças que ficam o dia inteiro sentadas no sofá só mexendo no celular e isso não é bom para a saúde delas. Tem vários esportes que elas podem gostar e eu recomendo que procurem algum deles. Eu escolhi o tênis por ser divertido, pois dá para jogar com os amigos, correr na quadra e pegar as bolas. Tenho o sonho de ser tenista e quero fazer isso para o resto da vida. Dá para viajar para os torneios, fazer novas amizades e melhorar o jogo”, pensa o bambino, Dudu.

Apesar da pouca idade, Dudu Cuiabano já tem um pouco de noção do tamanho da responsabilidade de se perseguir um sonho e de que o caminho será longo e que serão necessários sacrifícios para sedimentá-lo. E, orgulhoso das próprias decisões, conta que tem feito sacrifícios para alcançar seus objetivos. Como, por exemplo, da vez que recusou o convite de um amiguinho para ir num passeio divertido no Shopping. Afinal, ele tinha que treinar para aprimorar suas técnicas.

De acordo com o treinador e pai do pequeno tenista, Livas Tarcílio Damazio, da academia Tennis Company, o filho está na fase de desenvolver as habilidades de coordenação motora, na qual são aperfeiçoados o equilíbrio, a agilidade, a velocidade, o tempo de reação e a aceleração e desaceleração, entre outros. E, segundo ele, nessa primeira fase tudo é feito com muito carinho e realizado com atividades que permitam aos pequenos tenistas se desenvolverem brincando.

“Será o último torneio dele no ano e daí retornará aos treinos. Queremos ter uma boa pré-temporada, então começaremos a nos preparar para a temporada que iniciará em janeiro. Ele está numa fase de idade onde é importante se divertir ao jogar tênis e por isso aplicamos atividades que pareçam brincadeiras. Neste momento não existem cobranças por resultados. Isso só se dará daqui alguns anos quando iniciarmos a fase de rendimento”, conta o treinador, Livas Tarcílio.

Custo para competir

Para o técnico do pequeno tenista, Livas Tarcílio Damazio, na comparação do Dudu Cuiabano com os demais tenistas do cenário nacional da idade dele, o cuiabaninho é um ponto fora da curva e leva inúmeras vantagens, como, por exemplo, porte físico proeminente e exímio domínio da coordenação motora. Porém, apesar das aptidões naturais, há um grande obstáculo para mantê-lo nos trilhos para ser um grande campeão, os custos com as viagens para os torneios.

“Se formos bastante econômicos e enxugarmos bastante, sai por cerca de dois mil e duzentos reais para participar de cada torneio nacional. São gastos com passagens aéreas, hospedagens, transporte na cidade-sede e refeições. Isso é uma média do que gastamos nos torneios do Circuito Nacional no eixo Sudeste-Sul. E, em função disso, neste ano nós jogamos poucos torneios devido à dificuldade financeira”, esclarece o professor de tênis, Livas Tarcílio. 

Duas empresas já se interessaram em auxiliar um pai a realizar o sonho de seu filho e assinaram contratos de patrocínio, a On Line Engenharia de Sistemas, uma empresa especializada na informatização de serviços notariais e registrais com mais de 27 anos de mercado, e a Unimed Cuiabá, um sistema cooperativista na área da saúde com a maior rede de assistência médica do país. E, por conta delas, o sonho do menino Dudu Cuiabano se tornou mais possível.

“A On Line Engenharia de Sistemas e a Unimed Cuiabá nos apoiam. Sem elas seria muito difícil realizar o sonho dele de ser tenista profissional e representar Cuiabá e Mato Grosso mundo afora. Nós também fazemos torneios internos na academia Tennis Company com renda voltada para as competições dele. Mas o cálculo ainda não fechou e precisamos de mais apoiadores. Temos procurado empresários e acreditamos que algum se sensibilizará”, diz o pai, Livas Tarcílio.

Últimas conquistas

Em 2019, Livas Eduardo, o Dudu Cuiabano, 9 anos, conquistou o total de sete troféus no Circuito Nacional de Tênis da Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Foi três vezes campeão e uma vez vice-campeão na categoria de 9 anos Simples e duas vezes campeão e uma vez vice-campeão na categoria de 9 anos Duplas. E, além disso, conquistou troféus no Circuito Estadual de Tênis da Federação Mato-grossense de Tênis (FMTT). Segue lista dos troféus nacionais:

1)    Campeão de Simples na 2ª etapa do Circuito Sul-Brasileiro de Tênis 2019, de 09 a 13 de janeiro, no Londrina Country Clube, em Londrina (PR);

2)    Campeão de duplas no 49° Banana Bowl, de 14 a 16 de fevereiro, na Sociedade Recreativa Mampituba, em Criciúma (SC); 

3)    Vice-campeão de Simples no Brasil Juniors Cup (Copa Gerdau), de 21 a 24 de fevereiro, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre (RS);

4)    Campeão de Duplas no Brasil Juniors Cup (Copa Gerdau), de 21 a 24 de fevereiro, na Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre (RS);

5)    Campeão de Simples no Campeonato Brasileiro de Tênis 2019 – Brasileirão, de 15 a 28 de julho, no Praia Clube, em Uberlândia (MG);

6)    Vice-campeão de Duplas no Campeonato Brasileiro de Tênis 2019 – Brasileirão, de 15 a 28 de julho, no Praia Clube, em Uberlândia (MG);

7)    Campeão de Simples no Circuito Nacional CBT – Etapa Goiânia, de 30 de agosto até 08 de setembro, em Aparecida de Goiânia (GO).

Serviço

Os interessados em patrocinar o Dudu Cuiabano devem entrar em contato com o pai e professor de tênis da academia Tennis Company, Livas Tarcílio Damazio, pelo telefone: (65)98472-1442 (celular e Whatsapp). Ou podem procurá-los na Tennis Company, localizada na rua Rui Barbosa, n° 515, no bairro Goiabeiras, próximo da esquina da Rui Barbosa com avenida Dom Bosco, em Cuiabá.

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Membros da FMFS participam de cursos on-line sobre atualização do futsal

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Atualização no cadastro de atletas, revalidação, transferência interestadual e internacional foram alguns dos temas abordados

Foto: Assessoria

A bola não está rolando pelas quadras de todo o país, mas nem por isso que o futsal está totalmente parado. Nesta semana, a membros da Federação Mato-grossense de Futsal (FMFS) participaram de um aperfeiçoamento on-line disponibilizado pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).O treinamento tem como objetivo inteirar responsáveis das entidades estaduais sobre o sistema que integra atletas e clubes cadastrados. A ferramenta garante mais veracidade e transparência nas informações durante as competições nacionais e internacionais. Essa tecnologia deve beneficiar jogadores, comissão técnica e profissionais ligados à modalidade.

Representantes da FMFS, Pedro Verão e Suellen Ferreira presidente e coordenadora do departamento técnico da entidade, respectivamente participaram do treinamento.

“Essa capacitação tem uma importância muito grande, porque ela aborda desde a inscrição inicial como tem que ser feita, até as transferências nacionais, internacionais, e esse parte técnica envolvendo atletas é a parte que mais tem sido difícil para as federações no desenrolar das competições”, disse Verão.

Sobre o retorno do futsal em todo o país, a CBFS segue com cautela e, portanto, não definiu uma data. A FMFS monitora o avanço do novo coronavírus no estado e tem seguido as orientações dos órgãos de saúde, que estabelece os cuidados necessários e que se evite eventos com aglomeração de pessoas.

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Opinião: Momento requer pulso firme e decisão, mas FMF não age sobre o presente e não prepara o futuro do futebol

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Marcio Alencar- Foto: Assessoria

Médico anestesista e Conselheiro do Mixto, Márcio Alencar, cita omissão da entidade máxima do futebol estadual em lidar com os estragos causados pela pandemia

Em um cenário de pandemia, e em pleno crescimento no número de infectados pelo coronavírus, que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) parece querer jogar com a sorte. Inerte e sem sequer mobilizar-se na busca de uma solução plausível, espera o improvável. Qual o interesse por trás de uma demora em enxergar a realidade atual dos fatos e tomar a decisão que o futebol estadual necessita?

O coronavírus possui uma família ampla de vírus com esse nome. Atualmente são sete cepas que infectam humanos. A Covid-19 é a mais letal delas.

Basicamente a transmissão ocorre pelo contato da mão contaminada com as mucosas nasal, oral e oftálmica, podendo ainda acontecer através de gotículas lançadas pela tosse, espirros ou mesmo pela fala. É uma doença de alta transmissibilidade, pouco conhecida e sem tratamento eficaz ainda.

Estima-se que a taxa de mortalidade dessa doença gire em torno de 3% a 5%. Em Mato Grosso já são mais de 4 mil casos confirmados da doença e mais de 120 mortes. Com dados assim não deveríamos estar tranquilos. Um estudo divulgado por pesquisadores da UFMT, apontou que as maiores taxas de incidência estão na baixada cuiabana e que o pico da Covid-19 será em setembro. É preciso acreditar na ciência e ter responsabilidade para não pôr em risco a vida.

Está claro que o Campeonato Mato-grossense deve ser anulado. Isso é bom? Claro que não é. Com essa decisão Mixto e Araguaia serão beneficiados com o não rebaixamento. Porém, isso ocorrerá por pura e irrestrita condição causada pela pandemia.

A FMF deveria estar preocupada em buscar soluções para o futebol. Olhando para frente e não ficar estática aguardando posicionamento da CBF ou de autoridades sanitárias.

Em que pese possa haver favorecimento de um não rebaixamento para Mixto e Araguaia por conta da pandemia, entendo que a situação requer a anulação da competição, uma vez que não temos garantia sobre a segurança em saúde de toda a cadeia produtiva envolvida no futebol em um eventual retorno. Principalmente a saúde dos atletas. Tirando o Cuiabá e talvez o União, as demais equipes provavelmente não têm condições financeiras para arcar com novos contratos e muito menos com as despesas caso haja atletas e funcionários infectados.

Sendo assim quem será responsabilizado caso aconteçam infecções em atletas e funcionários? A Federação? Os clubes que aceitarem retornar? A CBF? Ou todos envolvidos?

Precisamos, por hora, preservar a saúde de todos e discutir novos modelos para a sustentabilidade do futebol no estado, buscando aumentar o interesse do público e de investidores.

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