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Esporte e Saúde

Dores no quadril? Lesão de estrutura cartilaginosa pode ser uma das causas

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Por Raquel CastanharoJundiaí, SP

Lesão no quadril euatleta (Foto: Getty Images)

Lesão do lábio do acetábulo é uma das causas para as temidas dores no quadril (Foto: Getty Images)

Uma das razões para dores no quadril é a lesão em uma estrutura chamada lábio (ou labrum) do acetábulo. Essa patologia leva a queixas principalmente na região da virilha e músculos adutores, e muitas vezes limita o atleta em suas atividades. É uma estrutura cartilaginosa que funciona como uma capa para o quadril.

Ele é responsável por promover um melhor encaixe entre os ossos que compõe essa articulação (cabeça do fêmur e acetábulo) e é fundamental para o seu movimento saudável. Sem o lábio, ou quando ele está muito danificado, o estresse entre os ossos do quadril aumenta consideravelmente, com dados mostrando uma piora na sobrecarga em até 92%.

Tal estresse pode, a longo prazo, provocar um desgaste mais grave na articulação. A lesão no lábio do acetábulo ocorre por duas razões principais: o próprio formato do quadril e a instabilidade da articulação. No primeiro caso, o quadril apresenta variações anatômicas que predispõe o impacto entre os ossos e o lábio, o que vai gerando a lesão. No caso de instabilidade, os ligamentos e músculos do quadril não conseguem manter a articulação estável, ou seja, ele não tem a biomecânica adequada durante os movimentos, o que também leva a impacto e lesão no lábio.

As estatísticas mostram que 95% das pessoas que sofreram lesão no lábio do acetábulo conseguem retornar às suas atividades esportivas após o tratamento adequado. Por isso, procure um médico e fisioterapeuta, pois quanto antes os cuidados se iniciam melhor é o prognóstico.

Essas duas situações podem ocorrer concomitantemente, o que é inclusive algo comum e esperado. O tratamento para essa lesão começa com um diagnóstico médico, onde será decidido se há necessidade de uma cirurgia para reparar o lábio lesionado. Em casos não cirúrgicos e após a cirurgia quando ela foi necessária, o tratamento de fisioterapia é muito importante para melhorar o movimento do quadril, estabilizar a articulação, diminuir o stress na região e permitir o retorno do paciente ao esporte.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

EuAtleta Raquel Castanharo Fisioterapia Especialista (Foto: EuAtleta)

RAQUEL CASTANHARO
Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br

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Homem é detido por tentativa de furto de fiação elétrica no Mini Estádio Monte Líbano

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Mini estádio Monte Líbano- Foto: Ilcimar Aranhas/ Cidade Nos Esportes

Policiais militares de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá) prenderam na madrugada desta terça-feira (31.03), um homem por tentativa de furto, no bairro Monte Líbano.

Conforme o boletim de ocorrência, a denúncia via 190 relatava que um homem estaria tentando furtar a fiação elétrica do estádio.

No local, os policiais encontraram o homem escondido entre as arquibancadas. Ele alegou que estava no estádio para dormir, porém, os policiais perceberam que o suspeito carregava uma alavanca de ferro.

Na vistoria, os agentes encontraram as caixas de eletricidade dos postes dos refletores danificadas e os fios de energia e a tela de proteção cortadas.

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Britânico passa por reconstrução facial após confundir tumor na pele com espinha

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Britânico Colin Davies passou por reconstrução facial após  câncer de pele
Reprodução/Daily Mail

Britânico Colin Davies passou por reconstrução facial após câncer de pele

Um homem foi submetido a uma reconstrução facial após confundir um tumor cancerígeno com uma simples espinha em sua cabeça. De acordo com o Daily Mail
, Colin Davies, de 66 anos, procurou ajuda médica após perceber que o caroço em sua testa estava crescendo com o passar do tempo, descobrindo, assim, que tinha câncer de pele
já em estágio avançado.

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Davies relatou que, no início, não se preocupou com a pequena ‘bolinha’ vermelha que se alojou em sua testa, e que só procurou por um especialista ao notar um crescimento fora do comum no caroço, que ficou do tamanho de uma uva. Em pouco tempo, o câncer de Colin tomou conta de seu corpo, espalhando-se pelo pescoço, mandíbula, orelha e ombro direito, fazendo com que realizasse um procedimento de reconstrução facial
que durou 13 horas em uma clínica de Hartlepool, na Inglaterra

Reconstrução facial e o período de recuperação de Colin

O britânico explicou que, devido ao avanço do câncer de pele, teve grande parte de seu rosto removido. Ele também sofreu a perda do couro cabeludo, que foi substituído por uma placa de acrílico e um enxerto de pele retirado da perna, passando ainda por dois meses de radioterapia intensiva para erradicar o câncer.

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Depois de lutar contra 21 tumores durante 25 anos, o idoso decidiu compartilhar sua experiência a fim de motivar e encorajar pessoas que estão passando pela mesma situação que viveu. Atualmente, livre do câncer, Colin se descreveu otimista e muito animado para o futuro.


Colin, de 66 anos, retirou 21 tumores de seu corpo
Reprodução/Daily Mail

Colin, de 66 anos, retirou 21 tumores de seu corpo

“Se o caroço não tivesse crescido, talvez passasse despercebido. Eu poderia ter morrido aos 41 anos se não fosse um bom observador. Lutei contra o câncer de pele por mais de 25 anos, passei por muitos momentos complicados, e finalmente posso afirmar que estou livre disso. Agora, quero contar a minha história para que as pessoas se cuidem e tenham em mente que não são invencíveis”, disse.

Davies alegou que apesar de ter conseguido reverter o quadro de câncer de pele, continuará com os cuidados e evitará ao máximo a exposição ao sol
, já que isso pode fazer os tumores retornarem.  

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“Meu médico suspeita que meus anos de juventude, quando pescava abaixo do sol forte, podem ter influenciado na propagação da doença. Demorei dois anos para ser diagnosticado de fato, só sentia meu rosto dolorido e coçando. Depois desse período, perdi grande parte dele, e por isso tive que passar por uma reconstrução facial
e por implantes de próteses do meu canal auditivo. No momento, estou bem, e quero conscientizar as pessoas sobre os riscos e os cuidados que devemos ter com o câncer de pele”, concluiu.

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