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Esporte e Saúde

“Coração de atleta” pode aparecer em quem treina em ritmo muito elevado

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Por Nabil GhorayebSão Paulo

Para exames e treinos seguros, exija a presença de médicos e treinadores 

Depois de mais de 40 anos examinando esportistas e atletas de todas as idades, aprendemos que nunca devemos dar um voto final em medicina. O maior problema tem sido definir se as alterações são cardiopatias silenciosas ou adaptações extremas e fisiológicas. Muitas alterações, que alguns médicos consideraram como um diagnóstico fechado de cardiopatia, após períodos variáveis de descondicionamento físico ou mesmo novos tratamentos, tiveram a análise modificada para encerramento de carreira.

Coração de atleta euatleta (Foto: IStock Getty Images)Coração de atleta pode atingir quem treina em ritmo intenso; médico do esporte fala sobre o tema (Foto: Getty Images)

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São poucos os casos no Brasil que encerraram a carreira! Muitas doenças cardíacas tiveram modificados seu prognóstico porque temos que ter muito cuidado ao sugerir o fim de uma profissão esportiva sem certeza absoluta. Evidente que a medicina não é matemática nos resultados, mas mesmo baseados na experiência e nos modernos exames atuais, como da ressonância magnética do coração, e nos iniciais estudos do genoma humano não atingimos a certeza absoluta nem do risco zero.

Que atividade posso praticar? 

Recentes casos de futebolistas mostraram isso. Alguns médicos ao afastarem definitivamente um jogador da sua profissão, se esquecem exatamente disso, da falta de certeza diagnóstica e cortam uma carreira profissional. A nossa visão depois de tantos anos e atletas examinados nos mostra que nunca se tem certeza absoluta do diagnóstico e prognóstico. O médico não é o dono da verdade absoluta.

Um exemplo marcante, a temida cardiomiopatia hipertrófica no seu estado inicial ou moderado, pode ser totalmente sem sinais e sintomas de complicações naquele momento, sendo seu risco menor de 2% ao ano. Em 2008, o jogador de basquete Cuttino Mobley, da NBA, teve esse diagnóstico e foi afastado da profissão. Anos depois, ele entrou com processo de indenização de milhões de dólares contra o médico que o afastou, porque o jogador perdeu a profissão rentável e nunca teve uma complicação ou deterioração cardíaca até aquele momento.

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Conclusão: o coração de atleta, que pode aparecer em quem treina em ritmo elevado, tem alterações do eletrocardiograma e como característica a volta ao padrão de coração normal após período de “destreinamento” entre 90 a 180 dias. Porém, caso seja considerado cardiopata, devemos aguardar meses para se encerrar sua carreira. Anos atrás, acompanhei um conhecido jogador do Palmeiras, que tinha tido miocardiopatia, e outros médicos o afastaram em definitivo. Nós, porém, decidimos destreiná-lo e o acompanhamos até a cura total em 24 meses. Agora joga na principal equipe do México e disputou o mundial interclubes em dezembro do ano passado.

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*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

EuAtleta Nabil Ghorayeb Cardiologia Especialista (Foto: EuAtleta)

NABIL GHORAYEB
Formado em medicina pela FM de Sorocaba PUC-SP, Doutor em Cardiologia pela FMUSP , Chefe da Seção CardioEsporte do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia, Especialista por concurso em Cardiologia e Medicina do Esporte, Médico Sênior do Grupo Fleury Medicina e Saúde, Coordenador da Clínica CardioEsporte do HCor, CRM SP 15715 , Prêmio Jabuti de Literatura Ciência e Saúde. www.cardioesporte.com.br    

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Homem é detido por tentativa de furto de fiação elétrica no Mini Estádio Monte Líbano

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Mini estádio Monte Líbano- Foto: Ilcimar Aranhas/ Cidade Nos Esportes

Policiais militares de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá) prenderam na madrugada desta terça-feira (31.03), um homem por tentativa de furto, no bairro Monte Líbano.

Conforme o boletim de ocorrência, a denúncia via 190 relatava que um homem estaria tentando furtar a fiação elétrica do estádio.

No local, os policiais encontraram o homem escondido entre as arquibancadas. Ele alegou que estava no estádio para dormir, porém, os policiais perceberam que o suspeito carregava uma alavanca de ferro.

Na vistoria, os agentes encontraram as caixas de eletricidade dos postes dos refletores danificadas e os fios de energia e a tela de proteção cortadas.

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Britânico passa por reconstrução facial após confundir tumor na pele com espinha

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Britânico Colin Davies passou por reconstrução facial após  câncer de pele
Reprodução/Daily Mail

Britânico Colin Davies passou por reconstrução facial após câncer de pele

Um homem foi submetido a uma reconstrução facial após confundir um tumor cancerígeno com uma simples espinha em sua cabeça. De acordo com o Daily Mail
, Colin Davies, de 66 anos, procurou ajuda médica após perceber que o caroço em sua testa estava crescendo com o passar do tempo, descobrindo, assim, que tinha câncer de pele
já em estágio avançado.

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Davies relatou que, no início, não se preocupou com a pequena ‘bolinha’ vermelha que se alojou em sua testa, e que só procurou por um especialista ao notar um crescimento fora do comum no caroço, que ficou do tamanho de uma uva. Em pouco tempo, o câncer de Colin tomou conta de seu corpo, espalhando-se pelo pescoço, mandíbula, orelha e ombro direito, fazendo com que realizasse um procedimento de reconstrução facial
que durou 13 horas em uma clínica de Hartlepool, na Inglaterra

Reconstrução facial e o período de recuperação de Colin

O britânico explicou que, devido ao avanço do câncer de pele, teve grande parte de seu rosto removido. Ele também sofreu a perda do couro cabeludo, que foi substituído por uma placa de acrílico e um enxerto de pele retirado da perna, passando ainda por dois meses de radioterapia intensiva para erradicar o câncer.

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Depois de lutar contra 21 tumores durante 25 anos, o idoso decidiu compartilhar sua experiência a fim de motivar e encorajar pessoas que estão passando pela mesma situação que viveu. Atualmente, livre do câncer, Colin se descreveu otimista e muito animado para o futuro.


Colin, de 66 anos, retirou 21 tumores de seu corpo
Reprodução/Daily Mail

Colin, de 66 anos, retirou 21 tumores de seu corpo

“Se o caroço não tivesse crescido, talvez passasse despercebido. Eu poderia ter morrido aos 41 anos se não fosse um bom observador. Lutei contra o câncer de pele por mais de 25 anos, passei por muitos momentos complicados, e finalmente posso afirmar que estou livre disso. Agora, quero contar a minha história para que as pessoas se cuidem e tenham em mente que não são invencíveis”, disse.

Davies alegou que apesar de ter conseguido reverter o quadro de câncer de pele, continuará com os cuidados e evitará ao máximo a exposição ao sol
, já que isso pode fazer os tumores retornarem.  

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“Meu médico suspeita que meus anos de juventude, quando pescava abaixo do sol forte, podem ter influenciado na propagação da doença. Demorei dois anos para ser diagnosticado de fato, só sentia meu rosto dolorido e coçando. Depois desse período, perdi grande parte dele, e por isso tive que passar por uma reconstrução facial
e por implantes de próteses do meu canal auditivo. No momento, estou bem, e quero conscientizar as pessoas sobre os riscos e os cuidados que devemos ter com o câncer de pele”, concluiu.

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