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Coluna – Taí o que você queria, porque é disso que o povo gosta

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“Taí o que você queria, bola rolando no Maracanã”. Para mim é impossível esquecer essa narração, na voz incomparável de Januário de Oliveira. Anos 80, eu no gramado, ele e os bordões na cabine da TVE, hoje TV Brasil, ao lado do mestre Achilles Chirol, nas transmissões de jogos que eram reprisados em VTs, como se fossem ao vivo e inéditos, nos fins das noites de domingo.

comentarista Achilles Chirol, o repórter Sergio du Bocage e o locutor Januário de Oliveira compunham a equipe de transmissão da TVE nos anos 80 comentarista Achilles Chirol, o repórter Sergio du Bocage e o locutor Januário de Oliveira compunham a equipe de transmissão da TVE nos anos 80

O comentarista Achilles Chirol, o repórter Sergio du Bocage e o locutor Januário de Oliveira compunham a equipe de transmissão da TVE nos anos 80 – Arquivo pessoal

“Eeeee o gol!” Eu me sentia como um jogador que acabara de marcar um gol. Estar ali era a realização de um sonho que só começou a ser construído já nos últimos períodos da Escola Técnica de Eletrônica, o CEFET, ali pertinho do Maracanã, e enquanto eu estudava para a prova do ITA, de São José dos Campos. Não foi fácil convencer a mãe dessa mudança de planos.

“É o primeiro carreto do jogo”. Quem me levou ao estádio pela primeira vez, aliás, foi a minha mãe, mas não lembro o jogo. De lá até 1984, quando estreei no microfone da TVE, na beira do campo, fui muitas outras vezes ao Maracanã. Só que a partir dali a ligação com o então “Maior do Mundo” mudou. E não tenho dúvida em afirmar que o estádio tem peso relevante na minha carreira, que não seria completa se não tivesse trabalhado lá.

“Sinistro, muito sinistro”. A gente olhava pros lados e via até cem mil pessoas em volta. Eu ficava no fosso, entre o banco de reservas e a geral. Ouvia desde pedidos do torcedor para passar alguma instrução para um dos técnicos, até xingamentos, como se nós, repórteres, tivéssemos culpa por um resultado adverso. Em dia de chuva, os choques elétricos eram normais. Mas nunca impediram alguém de trabalhar. Por sinal, tenho de dizer que poucos estádios davam tanta condição de trabalho quanto o bom Maracanã.

“Tá lá o corpo estendido no chão.” Quem nunca tropeçou naquele monte de fios que invadiam o gramado, fosse no intervalo ou no fim dos jogos? Em dia de volta olímpica, nem se fala. O pessoal das rádios tinha a vantagem do microfone sem fio. Posso dizer, agora, que era uma covardia, com quem ficava preso no cabo, como eu. Mas não dá pra reclamar. Nos anos 80 vi, lá de dentro do campo, títulos dos quatro grandes do Rio e entrevistei os maiores ídolos. Como contar essas histórias, se não fosse o Maracanã?

“Cruel, muito cruel.” Não fui favorável à obra que transformou o estádio em uma arena. O saudoso amigo Alberto Léo tinha uma frase perfeita: “antes a gente via pela TV e sabia que era o Maracanã, agora todos os estádios são iguais”. Sei que hoje a segurança e o conforto entram nos requisitos de um estádio de futebol, e que o novo Maraca ganhou com a reforma. Mas e a alma, que a gente sabia existir por lá? E os 100 mil torcedores que não cabem mais no estádio? E o direito de assistir ao jogo de pé?

“É disso que o povo gosta”. Não há quem more, ou tenha morado, no Rio de Janeiro que não tenha uma história para contar envolvendo o “Maior do Mundo”. Gostando ou não de futebol. Por isso não tenho dúvidas em afirmar que todos nós, que ao menos um dia estivemos no estádio, temos de agradecer por essa oportunidade. Aos 70 anos, o Maracanã, na verdade, é o nosso presente.

Parabéns, Maraca. Mas, além disso, muito obrigado.

Edição: Verônica Dalcanal

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Marcelo Lomba garante empate do Inter contra o São Paulo no Brasileiro

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Em noite inspirada do goleiro Marcelo Lomba, o Internacional segurou o São Paulo, com um jogador a menos, por mais de 30 minutos, e saiu do Beira-Rio com o empate em 1 a 1. Com o resultado, o Colorado deixou escapar a oportunidade de alcançar a liderança da Série A do Campeonato Brasileiro, e agora soma 21 pontos, permanecendo na segunda posição. O Tricolor dorme na terceira colocação, com 19 pontos.

O jogo começou muito equilibrado, com as duas equipes chegando com perigo ao ataque. Quem abriu o placar foi o Internacional, aos 19 minutos. Moisés avançou com liberdade pela esquerda e cruzou na medida para Thiago Galhardo. O camisa 17 subiu entre os dois zagueiros do Tricolor e, de cabeça, marcou o primeiro. Foi o nono gol do artilheiro do Brasileirão.

O São Paulo não sentiu o revés e partiu para cima. O empate veio aos 25 minutos. Reinaldo cobrou falta pela direita de ataque, Pablo desviou de cabeça e Luciano, de coxa, arrematou para o fundo das redes do Inter. O ritmo do jogo caiu depois do gol do Tricolor, e as duas equipes foram para o intervalo com o 1 a 1 no placar.

O segundo tempo começou com o São Paulo controlando as ações e levando muito perigo. Marcelo Lomba teve que fazer duas boas defesas nos primeiros minutos, uma em chute de Tchê Tchê e a segunda em cabeçada de Diego.

Aos 14 minutos, o Internacional praticamente perdeu a possibilidade de vencer. Zé Gabriel fez falta violenta em Igor Gomes e recebeu o cartão vermelho. Com um a menos, o Colorado passou todo o restante do confronto na defesa para evitar a virada tricolor.

O São Paulo quase marcou aos 41 minutos. Igor Vinícius recebeu livre na área, pela direita e finalizou por baixo. Marcelo Lomba salvou o colorado e jogou a bola para escanteio.

Aos 49 minutos, o goleiro do Inter fez um milagre no Beira-Rio. Paulinho Boia cruzou pela direita na segunda trave. Daniel Alves apareceu para cabecear forte, no contrapé de Marcelo Lomba, que mostrou incrível reação para salvar o Colorado e garantir o empate em 1 a 1.

Ouça na Rádio Nacional

 

Na próxima rodada, o Inter faz o clássico com o Grêmio, sábado (03/10), às 17h, na Arena do Grêmio. O São Paulo enfrenta o Coritiba, domingo (04/10), às 16h, no Couto Pereira.

Além de Internacional e São Paulo, Athletico-PR e Bahia também entraram em campo neste sábado pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Furacão venceu por 1 a 0, com gol de Christian, aos 24 minutos do segundo tempo. O Esquadrão de Aço ainda perdeu um pênalti, com Clayson, defendido por Santos, aos 37 minutos.

Neste domingo (27), o Vasco enfrenta o Bragantino, às 11h, em São Januário. Às 18h15min teremos duas partidas: o Ceará recebe o Goiás, no Castelão, em Fortaleza (CE), e Atlético-GO e Botafogo duelam no Estádio Olímpico, em Goiânia. Este último será transmitido pela Rádio Nacional, a partir das 18h,  com narração de André Luiz Mendes, comentários de Mário Silva, reportagem de Maurício Costa e plantão de Bruno Mende. Acompanhe por aqui: 

Fechando o dia, Santos e Fortaleza entram em campo às 20h30min, na Vila Belmiro.  A grande dúvida para amanhã é confronto entre Palmeiras e Flamengo, inicialmente marcado para 16h, no Allianz Parque. Por enquanto, o jogo está suspenso pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ).

A 12ª rodada termina apenas na segunda-feira (28), com o embate entre Fluminense e Coritiba, às 20h, no Maracanã.

Confira AQUI a tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Série B: Paraná cede a empate contra Brasil de Pelotas no fim do jogo

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A 11ª rodada da Série B teve mais dois jogos no início no fim da tarde e início da noite deste sábado (26). Com pouca emoção e gols nos últimos momentos da partida, Brasil de Pelotas e Paraná empataram em 1 a 1, no Estádio Bento Freitas. Com o resultado, o Tricolor perdeu a oportunidade de assumir a liderança da Série B, ficando com 21 pontos, na segunda posição. O time gaúcho chegou aos 14 pontos e ocupa provisoriamente a 11ª colocação.

Em Salvador, o Vitória venceu o Oeste, de virada, por 3 a 1, no Barradão, em Salvador (BA). Com o resultado, o Rubro-Negro chegou a 17 pontos e, por enquanto, ocupa a sétima posição na tabela. O Oeste permanece na lanterna do campeonato, com apenas seis pontos em 11 partidas disputadas.

Emoção só no fim 

Jogando debaixo de chuva, Brasil de Pelotas e Paraná fizeram um jogo equilibrado, sem muitas chances claras de gol para as duas equipes. Tudo mudou nos momentos finais do segundo tempo. Aos 32 minutos, o Tricolor abriu o placar em um bom contra-ataque pela direita que terminou com a finalização precisa de Renan Bressan.

A chuva apertou e o Brasil conseguiu o empate. Aos 40 minutos, Rodrigo Ferreira soltou a bomba de fora da área, no cantinho direito de Alisson, para deixar tudo igual.

Na próxima rodada, o Paraná recebe a Chapecoense, terça-feira (29), às 21h30min, no Durival Britto, em Curitiba (PR). O Brasil de Pelotas pega o Confiança, quarta (30), às 16h30min, no Batistão, em Aracaju (SE).

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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