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Coluna – Damiris não abre mão de nada

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Ultimamente, Damiris só não vai estar em uma determinada quadra de basquete se a física não permitir. No caso, porque ela já vai estar em outro lugar, jogando. Mais uma vez ela emendou a temporada norte-americana na sul-coreana, encaixando aparições pela seleção brasileira no meio do caminho. Férias, no momento, estão fora de questão. E o calendário não vai afrouxar tão cedo. Pela frente há Pré-Olímpico mundial, em fevereiro, e, se tudo der certo, a Olimpíada de Tóquio, entre julho e agosto. Ela aguarda pela recompensa em forma de medalha.

“Iniciei o ano buscando apresentar um bom trabalho. Tenho me dedicado muito e espero contribuir efetivamente para chegar ao pódio, seja aqui na Coreia, na WNBA (liga des basquete feminino dos EUA) e, principalmente, na seleção brasileira. Chegando ao Japão, podem esperar uma equipe unida, preparada e focada em buscar o resultado final, que é conquistar uma medalha”, diz a jogadora.

Neste exato período, a maior parte das atletas da seleção está treinando no Rio de Janeiro em preparação para o Pré-Olímpico, que acontece em Bourges, na França, a partir do dia 6. Damiris não está presente. Só vai encontrar o grupo na Europa. De maio a setembro, esteve dedicada ao Minnesota Lynx, na WNBA, e de outubro até abril o compromisso é com BNK Sum, da WKBL (liga de basquete da Coreia do Sul). No meio disso tudo, a seleção oferece outro tipo de desafio. Por mais que pareça um pouco demais, ela se sente totalmente pronta.

“Meu planejamento de curto a médio prazo é meu clube e a seleção, e ambos estão cientes do meu calendário anual. As temporadas entre o clube e a seleção são planejadas para que eu esteja bem tanto fisicamente quanto emocionalmente”, afirma.

Uma outra forma de enxergar a situação é notar que a atleta está ativa o tempo todo porque é importante em diversos níveis. Depois de duas temporadas de menor protagonismo no Atlanta Dream, Damiris retornou ao Minnesota Lynx (time pelo qual estreou na liga norte-americana em 2014) no último ano para ser titular em todas as partidas que disputou, sendo peça importante na caminhada até os playoffs. A ala-pivô, aliás, é a única brasileira na WNBA atualmente. Em paralelo à performance em quadra nos Estados Unidos, ela participou do draft da WKBL, em que 95 jogadoras estrangeiras “concorriam” a uma das seis vagas na liga. Damiris foi a escolha número 1, sinal evidente de prestígio.

No Brasil, ela se faz ainda mais importante. Nas duas últimas competições em que esteve presente (Copa América e Pré-olímpico das Américas), Damiris foi a líder da seleção em minutos jogados, arremessos e pontos. Também se colocou entre os principais nomes entre todas as equipes, não apenas a seleção brasileira. Curiosamente, ela não participou do momento recente mais sublime da equipe, a conquista do ouro no Pan de Lima, justamente porque estava bem no meio da temporada americana e não obteve a liberação. Porém, compensou em outros momentos. Quando os torneios chegaram às fases decisivas, ela brilhou. Na disputa do bronze na Copa América, diante das donas da casa porto-riquenhas, Damiris saiu de quadra com 28 pontos, 9 rebotes e 8 assistências, um espetacular quase-triplo-duplo. Posteriormente, no jogo decisivo contra a Argentina, que também era dona da casa no Pré-Olímpico das Américas, foram mais 26 pontos e 13 rebotes.

Os números mostram que Damiris é (e não é de hoje) o principal nome da seleção. Mas ela não vai se autointitular assim. Perguntada sobre como encara a responsabilidade maior por ser a principal jogadora, ela responde: “Venho me preparando ao longo dos anos para assumir mais responsabilidades e, se acontecer, será de forma natural. Estarei pronta para corresponder”.

Se acontecer.

É difícil traçar exatamente de onde vêm os pés no chão da ala-pivô, mas uma boa aposta seria a inspiração maior de Damiris: a lenda Janeth Arcain. As duas se encontraram bem no comecinho da trajetória da camisa 12 da seleção, quando Damiris participou do projeto de Janeth em Santo André, no ABC paulista. Desde então, criaram laços quase familiares, a ponto de Damiris chamar a ex-craque de tia.

“Quando vi a Damiris pela primeira vez, me vi quando jovem, uma menina calada, cheia de sonhos e com um potencial enorme. Sabia que, com apoio, ela podia chegar longe. Fizemos um planejamento e ela buscou seu espaço no basquete com muita dedicação e superação. Gradativamente, ao longo dos anos, sempre busquei passar minha experiência para ela, analisamos jogos juntas, conversamos sobre adversários, planejamos treinos. Fico muito feliz por ela me ter como referência. E ela sabe que pode contar comigo sempre”, declara Janeth.

Janeth enxerga Damiris como uma peça importantíssima na atual seleção, pela versatilidade de jogar no perímetro ou mais próxima à cesta. A ex-camisa 9 conhece como poucos o caminho para brilhar em competições internacionais pelo Brasil, tendo um título mundial e duas medalhas olímpicas no currículo. Simultaneamente, também deve compreender o peso que uma conquista pela seleção tem no impacto que uma jogadora de basquete, no Brasil, exerce no imaginário nacional. Damiris ainda busca esse momento que a eternizaria como uma das maiores na história do país. Mas não é uma busca desesperada, sem propósitos.

“Tenho me dedicado a contribuir coletivamente para chegarmos ao lugar mais alto do pódio, e se lá na frente receber esta honra individual, serei ainda mais realizada, pois estamos falando de reconhecimento”, diz.

Damiris não pula fora de nenhuma disputa. Mas, ao que parece, o que acontece dentro da quadra é o que vem primeiro. A percepção alheia está longe de ser a maior preocupação.

Edição: Fábio Lisboa
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André e George faturam 1ª etapa do Circuito Nacional de Vôlei de Praia

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 A dupla André e George faturou neste domingo (27) a primeira etapa do Circuito Nacional de Vôlei de Praia, disputada em Saquarema, no Rio de Janeiro (RJ).  Na final, os campeões da temporada passada venceram por 2 sets a 0 (parciais de 21/18 e  21/13)  os parceiros Guto e Arthur.

“Estamos muito felizes em voltar a competir, nos dedicamos muito nas últimas semanas. Trabalhamos muito, especialmente na parte física. Conforme fomos evoluindo conseguimos melhorar também tecnicamente o saque, o passe e o levantamento. Melhoramos individualmente para podermos melhorar como equipe. E chegar nessa final é o fruto deste trabalho”, afirmou André em entrevista ao site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

O jogador Guto, eleito o melhor da partida, agradeceu o carinho dos fãs e comemorou a boa estreia com o novo parceiro. “Obrigado ao pessoal que acompanhou e votou, fico feliz, as pessoas são muito apaixonadas pelo vôlei de praia. Quero agradecer ao meu parceiro, me ajudou demais. Fico feliz com esse carinho e essa estreia muito boa da nossa dupla. A energia está muito boa, desde o primeiro treino, e agora em nossa primeira competição já iniciar com uma final é maravilhoso”.

Na briga pelo bronze, a dupla Adrielson e Renato superou a parceria Hevaldo e Saymon por 2 sets a 1 (19/21, 21/17 e 15/13). Classificadas para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, as duplas Álvaro e Alison e Evandro e Bruno participaram do torneio, mas foram eliminadas nas quartas de final. Álvaro e Alison não passaram por André e George. Evandro e Bruno foram eliminados por Guto e Arthur Mariano.
A segunda etapa da temporada do Circuito Nacional de Vôlei de Praia será entre os dias 15 a 18 de outubro (disputa feminina) e  de 22 a 25 de outubro (masculina), também na cidade de Saquarema (RJ). As outras três etapas da temporada 2020/21 ainda terão locais a serem definidos, mas já possuem datas. A terceira fase será de 5 a 8 de novembro (feminino) e 12 a 15 de novembro (masculino). O quarto torneio será de 2 a 6 de dezembro, e o quinto de 16 a 20 de dezembro.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Atlético-GO e Botafogo empatam em 1 a 1 no estádio Olímpico

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Empate que não foi bom para ninguém. Atlético-GO e Botafogo ficaram no 1 a 1, no Estádio Olímpico, em um jogo marcado pela superioridade das defesas. Com o resultado, o Dragão chegou a 13 pontos, na 13ª posição, mas pode ser ultrapassado pelo Coritiba, que joga contra o Fluminense, na segunda-feira (28). O Glorioso agora tem 11 pontos e segue na zona do rebaixamento, ocupando a 18ª colocação.

O Botafogo começou pressionando o Atlético-GO e teve o domínio da partida até os 15 minutos, quando diminuiu o ritmo. O jogo passou a ser mais equilibrado e as equipes encontravam muita dificuldade de criar uma chance real para abrir o placar. As tentativas eram ou por finalizações de longa distância, ou em cruzamentos na área sem ninguém para definir.

O primeiro gol do jogo saiu de um chute da entrada da área. Vitor Luis arriscou de perna esquerda e a bola bateu na mão do lateral-direito João Victor. Pênalti assinalado pelo árbitro Leandro Vuaden. O próprio Vitor Luis foi para a cobrança, bateu forte, no meio, e abriu o placar para o Alvinegro carioca.

O Atlético-GO precisou de apenas quatro minutos para deixar tudo igual no segundo tempo. Depois de um tiro de meta fraco cobrado por Rafael Forster, Hyuri recebeu a bola, passou para Janderson, que tocou rasteiro na entrada da pequena área. Hyuri apareceu e, de carrinho, empatou a partida.

O gol deixou o jogo mais animado, entretanto, as duas defesas mostraram segurança e deram poucas oportunidades para os adversários. Cada equipe teve apenas uma chance clara de marcar.

Aos 23 minutos, Bruno Nazário deixou Luiz Otávio na cara do gol. O volante teve tempo de escolher o canto e bater forte, mas Jean operou um milagre e fez a defesa em dois tempos. Aos 45 minutos foi a vez do Dragão desperdiçar. Nicolas cruzou a bola na cabeça de Júnior Brandão que, sozinho, jogou para fora.

Na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Fluminense, domingo (4 de outubro), às 11h, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O Atlético-GO visita o Fortaleza, no mesmo dia, às 18h15min, no Castelão, na capital cearense.

Ceará 2 x 2 Goiás

Também neste domingo (27), o Ceará em empatou em 2 a 2 com o Goiás, na Arena Castelão, na capital Fortaleza. Com o resultado o Vozão chegou a 14 pontos, ocupando provisoriamente o 12º lugar na tabela de classificação. Já o Goiás, permanece na zona de rebaixamento: soma nove pontos e, por enquanto, está em 19º lugar. 

Mal começou o primeiro tempo e o meia-central Fernando Sobral mandou uma bomba da entrada da área que acertou o travessão do gol de Tadeu.  E logo depois, ainda no primiero minuto de jogo, o Esmeraldino abriu o placar. Após cruzamento de Vinícius, Breno cabeceou e o goleiro Fernando Prass foi na bola, mas deu rebote, e aí Rafael Moura mandou para o fundo da rede. Após sofrer o primeiro gol, o Ceará teve várias chances de empatar com belas jogadas de Rafael Sobis, Vina e Felipe Silva. Aos 43 saiu, após escanteio, o zagueiro Thiago marcou de cabeça, mas o árbitro anulou, alegando que a bola batida do escanteio fez uma curva por fora da linha. Não valeu. E depois, aos 45, Vina arriscou um belo chute, mas o goleiro Tadeu impediu o empate. 

Na etapa final,  o gol de empate saiu aos 23 minutos, com o  volante Charles: ele arrancou com a bola e, mesmo sem ângulo chutou e balançou a rede para o Vozão. Tudo igual no Olímpico. E a equipe cearense não parou por aí. Destaque para o meia Vina, que aos 23 mandou uma bomba perto do travessão e depois, aos 27, virou o placar para o Ceará, após invadir a área e marcar com categoria. E o Ceará ainda teve chance de ampliar com Caju, que desperdiçou uma chance inacreditável, aos 41 minutos,  dentro da pequena área. E, como diz o ditado, quem não faz, leva. E foi o que aconteceu: aos 45 minutos, após cobrança de falta, o zagueiro David Duarte subiu e marcou o gol de empate do Goiás. Confira AQUI a tabela de classificação da Série A do Campeonato Brasileiro.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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