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Arena Pantanal recebe críticas até dos árbitros em súmula

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Por Robson BoamorteCuiabá, MT

Arena Pantanal problemas (Foto: Robson Boamorte)

Arena Pantanal segue com muitos problemas (Foto: Robson Boamorte)

Falar sobre a Arena Pantanal e não lembrar dos problemas é algo impossível. Desde a Copa do Mundo 2014, o estádio convive com abandono, falta de gestão e brigas na justiça que inviabilizam seu término, jogos de grandes times (inclusive da seleção brasileira) e um cenário nada animador. Até as súmulas do Campeonato Mato-Grossense têm críticas ao local.

No duelo entre Cuiabá e Dom Bosco, no dia 29 de janeiro, por exemplo, o árbitro Wagner Reway foi bem incisivo: “o vestiário da arbitragem encontrava-se totalmente sujo e fedido, os banheiros para banho também se encontram alagados e sujos. Outras reclamações recorrentes foram quanto ao ar-condicionado que não funcionam, o que deixa a sala abafada e sem ventilação.

Nesta semana, o duelo entre PSTC e São Paulo quase foi transferido para a Arena Pantanal, mas problemas de laudos impediram a vinda. Outros grandes jogos como Brasil e Paraguai, em março, pelas Eliminatórias para a Copa 2018 também acabaram indo para outro lugar.

As críticas não ficam restritas ao vestiário dos árbitros. Os clubes também reclamam de problemas no local de preparação dos jogadores. Além de não ter ar-condicionado, algumas pias e vasos sanitários encontram-se entupidos. O custo declarado de manutenção mensal da Arena Pantanal gira em torno de R$ 600 mil.

Os forros na área de imprensa também não estão mais lá. A maioria foi retirada ou caiu com infiltramentos. No início do mês, o estádio sofreu um curto-circuito que chegou a ameaçar a realização dos jogos do Campeonato Mato-Grossense. O governo, porém, agiu rápido e consertou o problema a tempo.

Com relação às obras para término e melhorias, a alegação é que tudo encontra-se (ainda) em vias de justiça.

Outro lado

A Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer de Mato Grosso informou por meio de nota que lamenta a ocorrência dos problemas relatados pelos árbitros por meio das súmulas. Informa ainda que desde que iniciou o controle da operação da Arena Pantanal, no início deste ano, tem trabalhado para solucionar todas as falhas existentes e neste caso não será diferente. As equipes já estão trabalhando nos pontos destacados pela equipe de arbitragem e em breve tais questões estarão solucionadas.

Súmula problemas na Arena Pantanal (Foto: Reprodução)Parte da súmula com os problemas na Arena Pantanal (Foto: Reprodução)
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Membros da FMFS participam de cursos on-line sobre atualização do futsal

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Atualização no cadastro de atletas, revalidação, transferência interestadual e internacional foram alguns dos temas abordados

Foto: Assessoria

A bola não está rolando pelas quadras de todo o país, mas nem por isso que o futsal está totalmente parado. Nesta semana, a membros da Federação Mato-grossense de Futsal (FMFS) participaram de um aperfeiçoamento on-line disponibilizado pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS).O treinamento tem como objetivo inteirar responsáveis das entidades estaduais sobre o sistema que integra atletas e clubes cadastrados. A ferramenta garante mais veracidade e transparência nas informações durante as competições nacionais e internacionais. Essa tecnologia deve beneficiar jogadores, comissão técnica e profissionais ligados à modalidade.

Representantes da FMFS, Pedro Verão e Suellen Ferreira presidente e coordenadora do departamento técnico da entidade, respectivamente participaram do treinamento.

“Essa capacitação tem uma importância muito grande, porque ela aborda desde a inscrição inicial como tem que ser feita, até as transferências nacionais, internacionais, e esse parte técnica envolvendo atletas é a parte que mais tem sido difícil para as federações no desenrolar das competições”, disse Verão.

Sobre o retorno do futsal em todo o país, a CBFS segue com cautela e, portanto, não definiu uma data. A FMFS monitora o avanço do novo coronavírus no estado e tem seguido as orientações dos órgãos de saúde, que estabelece os cuidados necessários e que se evite eventos com aglomeração de pessoas.

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Opinião: Momento requer pulso firme e decisão, mas FMF não age sobre o presente e não prepara o futuro do futebol

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Marcio Alencar- Foto: Assessoria

Médico anestesista e Conselheiro do Mixto, Márcio Alencar, cita omissão da entidade máxima do futebol estadual em lidar com os estragos causados pela pandemia

Em um cenário de pandemia, e em pleno crescimento no número de infectados pelo coronavírus, que a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) parece querer jogar com a sorte. Inerte e sem sequer mobilizar-se na busca de uma solução plausível, espera o improvável. Qual o interesse por trás de uma demora em enxergar a realidade atual dos fatos e tomar a decisão que o futebol estadual necessita?

O coronavírus possui uma família ampla de vírus com esse nome. Atualmente são sete cepas que infectam humanos. A Covid-19 é a mais letal delas.

Basicamente a transmissão ocorre pelo contato da mão contaminada com as mucosas nasal, oral e oftálmica, podendo ainda acontecer através de gotículas lançadas pela tosse, espirros ou mesmo pela fala. É uma doença de alta transmissibilidade, pouco conhecida e sem tratamento eficaz ainda.

Estima-se que a taxa de mortalidade dessa doença gire em torno de 3% a 5%. Em Mato Grosso já são mais de 4 mil casos confirmados da doença e mais de 120 mortes. Com dados assim não deveríamos estar tranquilos. Um estudo divulgado por pesquisadores da UFMT, apontou que as maiores taxas de incidência estão na baixada cuiabana e que o pico da Covid-19 será em setembro. É preciso acreditar na ciência e ter responsabilidade para não pôr em risco a vida.

Está claro que o Campeonato Mato-grossense deve ser anulado. Isso é bom? Claro que não é. Com essa decisão Mixto e Araguaia serão beneficiados com o não rebaixamento. Porém, isso ocorrerá por pura e irrestrita condição causada pela pandemia.

A FMF deveria estar preocupada em buscar soluções para o futebol. Olhando para frente e não ficar estática aguardando posicionamento da CBF ou de autoridades sanitárias.

Em que pese possa haver favorecimento de um não rebaixamento para Mixto e Araguaia por conta da pandemia, entendo que a situação requer a anulação da competição, uma vez que não temos garantia sobre a segurança em saúde de toda a cadeia produtiva envolvida no futebol em um eventual retorno. Principalmente a saúde dos atletas. Tirando o Cuiabá e talvez o União, as demais equipes provavelmente não têm condições financeiras para arcar com novos contratos e muito menos com as despesas caso haja atletas e funcionários infectados.

Sendo assim quem será responsabilizado caso aconteçam infecções em atletas e funcionários? A Federação? Os clubes que aceitarem retornar? A CBF? Ou todos envolvidos?

Precisamos, por hora, preservar a saúde de todos e discutir novos modelos para a sustentabilidade do futebol no estado, buscando aumentar o interesse do público e de investidores.

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