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Esporte e Saúde

Alongamento não previne lesões em corredores e pode afetar a velocidade

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Na década de 70, quando a corrida de rua começou a se popularizar e crescer, a orientação dada a todos era: “faça alongamento antes de correr para prevenir lesões”. A prescrição, com certeza, foi bem intencionada, mas ela não era embasada em evidências. Ou seja, não havia sido testada e, portanto, não era possível dizer se de fato funcionava.

O tempo foi passando e a ideia de que o alongamento era indispensável ao corredor foi tomando força. Porém, a partir dos anos 90, pesquisadores começaram a testar se essa prática auxiliava realmente os praticantes de corrida. E os resultados constantemente mostravam a mesma coisa: o alongamento não previne lesões em corredores.

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EuAtleta Alongamento Exercícios iStock 3 (Foto: Eu Atleta | foto iStock Getty Images)Alongamento não previne lesões em corredores, mas pode, sim, ser feito de forma facultativa (Foto: iStock Getty Images)

Estudos mais recentes continuam sendo realizados sobre o assunto e cada vez mais reforçam as evidências de que o alongamento não é essencial para quem corre. Tanto em termos de lesão quanto em rendimento. Os resultados de pesquisas mostram que o alongamento não melhora a performance do corredor, e pelo contrário, pode até piorá-la em alguns casos específicos, como a velocidade em um treino de tiro.

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Todas essas informações não proíbem o corredor de realizar alongamento caso ele se sinta bem com a prática. Elas só colocam luz sobre o fato de que o alongamento não é essencial e obrigatório. Ele pode ser realizado de forma facultativa ou em casos de encurtamentos musculares patológicos, ou seja, que estejam comprometendo o movimento natural da corrida.

Corredor alongando o pé euatleta (Foto: Getty Images)Fazer o alongamento não é obrigatório para quem corre, explica fisioterapeuta (Foto: Getty Images)

Muitos corredores sentem-se mais “encurtados” após o início dos treinos dessa atividade física, e veem no alongamento uma forma de compensar esse efeito da corrida, tido como colateral. Porém, um leve encurtamento muscular em corredores, desde de que não seja patológico, é
um fator benéfico, pois melhora a utilização de energia nas passadas.

A cada pisada, os músculos funcionam como molas, armazenando energia e a devolvendo no momento da impulsão. Esse mecanismo permite uma economia de energia na corrida, e é mais eficiente quando trabalha com molas mais rígidas, ou seja, músculos um pouco mais encurtados são mais vantajosos para corredores do que músculos extremamente flexíveis.

Já o aquecimento antes da corrida não deve ser confundido com alongamento. Aquecimento é uma atividade que leva sangue para os músculos e faz o sistema cardiorrespiratório trabalhar mais rápido. Pode ser, por exemplo, uma caminhada, um trote ou movimentos educativos similares ao da
corrida. Há evidências iniciais de que o aquecimento pode reduzir o risco de lesões e ajudar na performance, porém elas ainda não são conclusivas. De qualquer forma, com as informações que temos hoje, é correto afirmar que vale a pena realizar um aquecimento antes da corrida. A realização de alongamento, portanto, não é obrigatória para quem corre. Ele pode trazer uma sensação de bem-estar e auxiliar em casos patológicos, porém, não é essencial para todos os corredores em geral.

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*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

EuAtleta Raquel Castanharo Fisioterapia Especialista (Foto: EuAtleta)

RAQUEL CASTANHARO
Fisioterapeuta formada e mestra em biomecânica da corrida na USP. Realizou pesquisa em biomecânica da coluna na Universidade de Waterloo, Canadá. Trabalha com fisioterapia e avaliação biomecânica em São Paulo e Jundiaí. www.raquelcastanharo.com.br

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Esporte e Saúde

Homem é detido por tentativa de furto de fiação elétrica no Mini Estádio Monte Líbano

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Mini estádio Monte Líbano- Foto: Ilcimar Aranhas/ Cidade Nos Esportes

Policiais militares de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá) prenderam na madrugada desta terça-feira (31.03), um homem por tentativa de furto, no bairro Monte Líbano.

Conforme o boletim de ocorrência, a denúncia via 190 relatava que um homem estaria tentando furtar a fiação elétrica do estádio.

No local, os policiais encontraram o homem escondido entre as arquibancadas. Ele alegou que estava no estádio para dormir, porém, os policiais perceberam que o suspeito carregava uma alavanca de ferro.

Na vistoria, os agentes encontraram as caixas de eletricidade dos postes dos refletores danificadas e os fios de energia e a tela de proteção cortadas.

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Britânico passa por reconstrução facial após confundir tumor na pele com espinha

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Britânico Colin Davies passou por reconstrução facial após  câncer de pele
Reprodução/Daily Mail

Britânico Colin Davies passou por reconstrução facial após câncer de pele

Um homem foi submetido a uma reconstrução facial após confundir um tumor cancerígeno com uma simples espinha em sua cabeça. De acordo com o Daily Mail
, Colin Davies, de 66 anos, procurou ajuda médica após perceber que o caroço em sua testa estava crescendo com o passar do tempo, descobrindo, assim, que tinha câncer de pele
já em estágio avançado.

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Davies relatou que, no início, não se preocupou com a pequena ‘bolinha’ vermelha que se alojou em sua testa, e que só procurou por um especialista ao notar um crescimento fora do comum no caroço, que ficou do tamanho de uma uva. Em pouco tempo, o câncer de Colin tomou conta de seu corpo, espalhando-se pelo pescoço, mandíbula, orelha e ombro direito, fazendo com que realizasse um procedimento de reconstrução facial
que durou 13 horas em uma clínica de Hartlepool, na Inglaterra

Reconstrução facial e o período de recuperação de Colin

O britânico explicou que, devido ao avanço do câncer de pele, teve grande parte de seu rosto removido. Ele também sofreu a perda do couro cabeludo, que foi substituído por uma placa de acrílico e um enxerto de pele retirado da perna, passando ainda por dois meses de radioterapia intensiva para erradicar o câncer.

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Depois de lutar contra 21 tumores durante 25 anos, o idoso decidiu compartilhar sua experiência a fim de motivar e encorajar pessoas que estão passando pela mesma situação que viveu. Atualmente, livre do câncer, Colin se descreveu otimista e muito animado para o futuro.


Colin, de 66 anos, retirou 21 tumores de seu corpo
Reprodução/Daily Mail

Colin, de 66 anos, retirou 21 tumores de seu corpo

“Se o caroço não tivesse crescido, talvez passasse despercebido. Eu poderia ter morrido aos 41 anos se não fosse um bom observador. Lutei contra o câncer de pele por mais de 25 anos, passei por muitos momentos complicados, e finalmente posso afirmar que estou livre disso. Agora, quero contar a minha história para que as pessoas se cuidem e tenham em mente que não são invencíveis”, disse.

Davies alegou que apesar de ter conseguido reverter o quadro de câncer de pele, continuará com os cuidados e evitará ao máximo a exposição ao sol
, já que isso pode fazer os tumores retornarem.  

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“Meu médico suspeita que meus anos de juventude, quando pescava abaixo do sol forte, podem ter influenciado na propagação da doença. Demorei dois anos para ser diagnosticado de fato, só sentia meu rosto dolorido e coçando. Depois desse período, perdi grande parte dele, e por isso tive que passar por uma reconstrução facial
e por implantes de próteses do meu canal auditivo. No momento, estou bem, e quero conscientizar as pessoas sobre os riscos e os cuidados que devemos ter com o câncer de pele”, concluiu.

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