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Vôlei

Taubaté supera Sesi-SP e é campeão da Superliga masculina pela primeira vez

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Lance

Na noite deste sábado, o Taubaté derrotou o Sesi por 3 sets a 1, parciais de 25-21, 25-22, 21-25 e 25-20, fechando a série em melhor de cinco dos playoffs finais em 3 a 2. Depois de 11 confrontos entre os rivais paulistas na temporada 2018/2019, um fator “internacional” surgiu como diferencial na primeira metade do duelo: Facundo Conte.

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Taubaté
Reprodução/Instagram

Taubaté foi campeão da Superliga Masculina

O ponta argentino do Taubaté , reserva em boa parte da competição, brilhou na Arena Suzano. Foi a bola de confiança do levantador Rapha da metade do primeiro set em diante. E deu conta do recado. Alternou a potência com o estilo “jogueiro” dos hermanos, usando a técnica para explorar o bloqueio do Sesi em várias oportunidades. E, como não poderia deixar de ser, ele provocou os rivais em algum momento.

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Taubaté se deu ao luxo de não precisar tanto de Lucarelli, decisivo em vários momentos da competição. Leandro Vissotto no ataque, Otávio no bloqueio e Rapha no levantamento também merecem menções honrosas pela atuação constante em toda a final deste sábado.

No lado do Sesi, faltou a intensidade do campeão olímpico Lipe, substituído no fim do segundo set por Renato, responsável por dar vida ao time da capital no terceiro set. Sobraram erros de saque em muitos momentos da partida também. Em parte do jogo faltou alguém para dividir com Alan a responsabilidade de pontuar no ataque. Não foi o mesmo time cerebral e equilibrado de outros momentos da Superliga .

Para encerrar, é preciso citar Renan Dal Zotto. O treinador da Seleção Brasileira masculina assumiu Taubaté no fim da fase de classificação da Superliga. O time vinha do quarto lugar na Libertadores, com a fase final disputada em casa, e tinha como marca a oscilação. Ele chegou, tratou de definir um time titular e passou a confiança que parecia faltar ao elenco. E neste playoff contou com a força de boa parte do conjunto para garantir o caneco.

Vissotto foi destaque em um jogo, Abouba e Uriarte entraram bem em outro e até reservas pouco utilizados, como Athos e Fabiano, tiveram participações pontuais na série. E, neste sábado, trocando Conte por Douglas Souza no momento de crescimento do Sesi no quarto set. O título passou pelas mãos do técnico.

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Sesi
: William, Alan, Lipe, Lucas Lóh, Gustavão, Éder e Murilo (líbero). Entraram: Pureza, Evandro, Franco, Bertolini, Renato, Alan Patrick. Técnico: Rubinho.

EMS/
Taubaté : Rapha, Leandro Vissotto, Lucarelli, Conte, Lucão, Otávio e Thales (líbero). Entraram: Abouba, Uriarte, Douglas Souza, Fabiano, Robinho. Técnico: Renan Dal Zotto.

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Vôlei

Vôlei brasileiro vai bem (mal), obrigado!

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Seleção Brasileira de Vôlei em ação
DIVULGAÇÃO/ FIVB

Brasil vence Rússia de virada por 3 a 2

                    Vôlei brasileiro vai bem (mal), obrigado! O texto de hoje é do amigo Cacá Bizzocchi, jornalista e profissional do vôlei, vale a pena a leitura!  Mais sobre vôlei no Blog do Cacá Bizzocchi .

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Enquanto a memória do torcedor de vôlei está fresca do espetáculo proporcionado por FUNVIC/Taubaté e Sesi-SP e por suas torcidas nas finais da Superliga , muita coisa está acontecendo na área de serviço. As seleções se apresentam e os torneios internacionais logo farão com que se esqueça que sem clubes não há seleções nacionais.

E o futuro dos clubes?

                    As estrelas da modalidade, mesmo diante de uma crise (mais uma) que se avizinha em período de renovação de patrocínios, ainda recebem boas propostas para defender os principais clubes brasileiros e, mesmo que estas não lhes sejam razoáveis, têm a possibilidade de migrar para mercados europeus.

Festa do Taubaté na Superliga
Reprodução/Instagram

Taubaté foi campeão da Superliga Masculina

O problema maior aflige aqueles que compõem os mais de 90% restantes. São os jogadores que se estabelecem entre os medianos, os mais experientes, os novatos em busca de espaço. Estes vivem uma expectativa cruel por chances que talvez nem venham. As equipes da linha de frente acenam com renovações de patrocínio, ainda que com reduções, mas os que ficaram fora das semifinais passam pelas mesmas dificuldades de anos anteriores: redução do interesse de investimentos e de valores disponíveis.

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                    Não bastasse isso, alguns dos clubes (quase metade deles) que disputaram a edição deste ano da Superliga estão devendo – alguns até cinco salários – para seus atletas e membros da comissão técnica. Outros ainda devem para quem os defendeu na temporada 2017-2018. Alguns destes parcelaram suas dívidas em 12 vezes – como se fosse possível ir ao supermercado e comprar 1/12 do que se deveria comprar ou saldar empréstimo e estouros de limites bancários com tais parcelas mais de um ano depois.

Pressão nos atletas

A história não acaba aqui. Para poder se inscrever na CBV para a nova temporada, os clubes devem apresentar uma declaração assinada pelos atletas de que todas as dívidas com eles estão saldadas. Para pressioná-los a assinar, alguns dirigentes afirmam que esta é a única forma de eles receberem o que lhes é devido. Assinando, eles perdem as provas jurídicas que poderiam lhes garantir receber pelo que já foi trabalhado.

Seleção Brasileira de Vôlei em ação
Divulgação/FIVB

Grupo do Brasil segue unido em busca do título mundial

Quem já está montando o elenco para a próxima temporada tem, com o orçamento reduzido, todas as justificativas para reduzir custos com este pessoal e jogar, diante da lei desigual da oferta e da procura, com o famoso: “se não quer, tem quem queira”. E assim, ano a ano, o esporte competitivo deixa de ser atrativo aos jovens talentos que precisam buscar seu sustento.

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Não podemos viver sem valorizar nossos ídolos no vôlei , mas uma dúzia de ídolos não faz uma modalidade sobreviver. O pessoal do “chão da fábrica” é que faz a festa continuar.

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Comente: e para você, qual é o futuro do vôlei brasileiro?

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Mundo

“Liderança só se sustenta com exemplo”, diz Bernardinho

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Bernardo Rocha de Rezende, de 54 anos, há algum tempo não pode ser identificado apenas como “Bernardinho do vôlei”. Ele também pode ser chamado de empresário, líder , escritor e palestrante. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, há 30 anos é sócio de uma rede de restaurantes, além de ter participação em uma empresa de ensino à distância, ser sócio de uma fabricante de bicicleta e de academias de ginástica. Também é autor do livro Transformando Suor em Ouro, que vendeu mais de 400 mil cópias. Isso sem falar das seis medalhas olímpicas, sendo uma como jogador e cinco consecutivas como técnico da seleção brasileira de vôlei.

Bernardinho veio a Florianópolis para ministrar uma palestra para convidados da Par Mais Planejamento Financeiro, empresa da Capital e que completou três anos nesta semana. Em entrevista exclusiva ao Diário Catarinense, o técnico, que passa o feriadão com a esposa e a caçula em Florianópolis, falou sobre os desafios dos líderes, segredos para engajar a equipe e os planos para o futuro. Confira:

Diário Catarinense — O que é essencial para um líder se destacar e ser uma referência para sua equipe?

Bernardinho — A liderança é basicamente você respeitar a essência da sua área. Ou seja, toda instituição, seja ela uma empresa, um time, uma família, tem princípios e valores que não são negociáveis. O líder é aquele que não permite transgressões, ele respeita as essências. Nós acreditamos fundamentalmente no trabalho em equipe, preparação e tudo aquilo que envolve esses dois aspectos. O líder tem que entender que não é um concurso de popularidade, tem que fazer aquilo que é certo, não aquilo que é conveniente. Isso serve para qualquer área.

DC — No mundo corporativo, assim como no esporte, há uma alta rotatividade. Como engajar a equipe?

Bernardinho — As pessoas muitas vezes pensam muito a curto prazo. Ter o maior benefício a curto prazo e não pensam em construir algo mais sólido. Não pode também abrir mão de oportunidades, mas essa busca permanente pelo reconhecimento, pela remuneração imediata, é uma coisa muito do mundo de hoje, que de alguma forma precisa ser trabalhada. O pior momento do ano para nós do voleibol começa agora, que é o momento que acaba o campeonato, as jogadoras saem e começam as negociações. Você vê muito isso, agentes pensando a curto prazo, sem pensar em planejar uma carreira. Se as pessoas se motivam apenas por dinheiro, acho que tem alguma coisa errada. Existe muito mais que a necessidade financeira, existe a paixão pela realização. Se eu for contratar uma jogadora no clube e a primeira pergunta do agente é dinheiro, já cria em mim uma certa resistência.

DC — E como motivar esses profissionais e atletas diante de resultados negativos?

Bernardinho — Quando eu era um jovem treinador, eu achei que era capaz de motivar a todos, mas isso não é possível. Você motiva aqueles que já têm uma chama. Existe um porquê de motivação ali dentro e você consegue dar um oxigênio, consegue intensificar aquela chama. Mas se não tem a chama, aí não dá para acender. Mas nos maus momentos, a coisa mais importante é a proximidade de você demonstrar o seu comprometimento. Então eu acho que a proximidade e seu engajamento na causa, o seu comprometimento com eles, é algo muito importante para que eles se sintam parte de algo, se sintam apoiados neste momento. Na temporada passada, nós ganhamos de uma equipe que era muito mais forte que a nossa, e foi a vitória do coletivo sobre ações individuais. Então líder tem que mostrar proximidade, e assumir a parcela maior de responsabilidade.

DC — A coletividade e o trabalho seriam então os segredos de uma equipe vencedora, acima dos talentos individuais?

Bernardinho — É claro que você não quer abrir mão do talento. No mundo tão individualista, você criar ambientes de coletividades fortes não é simples, mas eu acredito tanto nisso sendo realmente um pilar de sucesso, que eu não trabalho de forma diferente. Claro que eu quero grandes jogadores, mas grandes jogadores que estejam dispostos a trabalhar em equipe. O Michael Jordan tinha uma frase que ele dizia o seguinte: “eu posso até ganhar uma partida, mas nunca vou ganhar um campeonato, que para ganhar um campeonato eu preciso de um time”. Nós vivemos em um mundo onde se cultua muito a individualidade e isso é algo muito perigoso, na minha opinião. Ou nós todos vencemos, ou vamos perder todo mundo.

DC — Há mais de 30 anos, você entrou como sócio de um restaurante no Rio de Janeiro. Como estão este e os outros negócios?

Bernardinho — Eu sou sócio de basicamente três negócios. O primeiro deles foi o Delírio Tropical, temos hoje 10 casas. Agora são 30 anos, um sucesso absoluto, no Rio de Janeiro todos conhecem. Quando entrei de sócio, eu não entendia nada de restaurante, mas eu entendo um pouco de pessoas. Eu conheci os dois sócios majoritários, que se dedicam de uma forma ao time, ao negócio, e isso me seduziu há 30 anos. Eu tinha vinte e poucos anos, era atleta ainda e entrei sócio deles na primeira casa. As pessoas que são o diferencial, elas são o grande tesouro nesta história toda. Depois eu fui convidado para entrar de sócio em uma rede de academias, pequeníssima, que hoje é muito grande, que é a Bodytech/Fórmula. É uma empresa que tem crescido muito, temos mais de 50 unidades e de 100 mil alunos. Agora, mais recentemente, para manter a forma eu comecei a pedalar no Rio e conheci uma marca, que é a Specialized, e fui convidado a entrar de sócio no negócio. Abrimos a segunda loja na Zona Sul do Rio de Janeiro.

DC — E ano passado você também entrou em um negócio de educação à distância…

Bernardinho — Exato, esse é meu novo negócio. Eu acredito no esporte como uma ferramenta de educação. É da área de cursos online e se chama Eduk. Conheci as pessoas, os investidores, e depois as operações, e isso me seduziu para o negócio. Tem cursos interessantíssimos para as pessoas empreenderem e se capacitarem.

DC— Ainda tem alguma área que gostaria de atuar?

Bernardinho — Eu tenho um grande amigo da Editora Sextante. Eu adoro livros e adoro essa parte. Eu sempre brinco que o dia que eu parar eu quero ser sócio da editora, porque acho fantástico. Um dos meus dois livros, o Transformando Suor em Outo é da Sextante e vendemos mais de 400 mil cópias. Gosto de ler demais e de escrever também.

DC — Mas independentemente de novos negócios e livros, o futuro também será nas quadras?

Bernardinho — Quadra é a minha paixão maior. Eu vejo isso como uma responsabilidade. Sou tão privilegiado, mas todo privilégio vem acompanhado de uma responsabilidade. Preciso doar, de alguma maneira, preciso fazer alguma coisa, porque eu tenho recebido tanto. Só uma coisa me move hoje, é a paixão, adorar o que eu faço. Mas eu adoro o processo, eu não me vejo longe da quadra. Eu não conseguiria me aposentar. Um bom treino me dá uma satisfação que você não tem noção.

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