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Saúde

Segunda maior epidemia de ebola da história já matou mais de 500 no Congo

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Epidemia de ebola que assola o Congo já é a segunda maior já registrada na história
WHO/S. Hawkey

Epidemia de ebola que assola o Congo já é a segunda maior já registrada na história

Após vencer uma epidemia de ebola no primeiro semestre de 2018, a República Democrática do Congo enfrente um novo surto do vírus desde agosto do ano passado. De acordo com o ministério da Saúde do país, 502 pessoas já morreram, sendo que 441 foram diagnosticadas com a doença e as outras 61 ainda são tratadas como casos suspeitos. 

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Ainda de acordo com as autoridades, 271 pessoas conseguiram sobreviver ao vírus da  ebola  desde agosto. Mais 29 casos estão sendo estudados e podem entrar na lista de prováveis infecções pela doença. 

Na média, a ebola mata cerca de metade dos infectados. No surto atual da doença na  República Democrática do Congo , 60% das pessoas não resistiram ao vírus

A epidemia de ebola que atinge o Congo neste momento é a segunda maior e a segunda mais mortal já registrada na história, ficando atrás apenas de um surto que atingiu o oeste do continente africano em 2014, matando cerca de  11,000 pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ebola atacou o Congo no primeiro semestre de 2018


O período de incubação do ebola é de 21 dias
Thinkstock

O período de incubação do ebola é de 21 dias

Detectada no noroeste do Congo em abril, a epidemia anterior foi tratada em uma ação conjunta da OMS e das autoridades locais. A mobilização resultou na  implantação de uma vacina experimental  contra a doença, que foi ministrada para mais de 3,3 mil pessoas nas áreas de risco.

A ação ajudou a conter o Ebola no Congo, mesmo quando ele atingiu a área de Mbandaka, região de alto risco de contaminação, onde 1,5 milhão de pessoas vivem com a ligações de corrente de ar e de rios com a capital Kinshasa.

De 1º de abril a 3 julho, 54 casos de Ébola no Congo foram confirmados, incluindo 33 mortes. O total inclui 39 casos confirmados laboratorialmente e 15 casos prováveis (pacientes considerados suspeitos para a doença, mas que morreram antes que a coleta de sangue fosse feita). Cinco casos envolveram profissionais de saúde, dos quais quatro foram confirmados e dois morreram.

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Comumente conhecida como febre hemorrágica do Ebola, essa é uma enfermidade severa e geralmente mortal – com taxa de óbito de até 90%. A doença é causada pelo vírus, que faz parte da família filovírus.

A condição só ficou conhecida em 1976, quando dois surtos simultâneos aconteceram, sendo um em Yambuku, vilarejo próximo ao Rio Ebola, na República Democrática do Congo, e outro numa área remota do Sudão.

Ainda não se sabe exatamente qual a origem do vírus da  ebola  . No entanto, há evidências atuais que sugerem que morcegos comedores de frutas podem ter sido os hospedeiros originais.

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Saúde

CFM revoga resolução que permitia telemedicina

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Resolução de telemedicina permitiria que médicos brasileiros realizassem consultas e cirurgias à distância
Divulgação/The University of Arizona

Resolução de telemedicina permitiria que médicos brasileiros realizassem consultas e cirurgias à distância

Nesta sexta-feira (22), o Conselho Federal de Medicina (CFM) revogou a resolução que regulamenta a prática de telemedicina. Em comunicado, o conselho informou que a decisão foi tomada por causa da manifestação de médicos e entidades que representam a classe.

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Diversos conselhos regionais haviam se manifestado contrariamente à telemedicina por a considerarem um risco para a relação médico-paciente e para a qualidade do atendimento. Os conselhos também acreditam que o texto que regulamenta a medida pouco claro. Entidades apontaram ainda a falta de debate público anterior a normatização.

A regra foi inicialmente anunciada no início de fevereiro e permitiria que pacientes em regiões mais afastadas do Brasil tivessem a primeira consulta médica à distância, desde que acompanhados de um outro profissional de saúde, como auxiliar de enfermagem. No caso de moradores de centros urbanos, a  nova norma determinava que as consultas à distância poderiam ser feitas apenas em retornos e sempre intercaladas com outras consultas presenciais.

Após muitas críticas, o CFM abriu um canal para o encaminhamento de sugestões, mas a ideia inicial era manter o cronograma, com pequenos ajustes, e não revogar a resolução. O Conselho informou que, até o momento, recebeu 1.444 propostas encaminhadas por médicos solicitando alterações nos termos na resolução. Entidades também solicitaram mais tempo para analisar o documento e fazer sugestões.

Frente ao alto número de sugestões, o CFM decidiu então revogar a norma. Além de consultas, a regra permitia ainda que triagem, cirurgias e exames fossem feitos à distância.

“Pela necessidade de tempo para concluir as etapas de recebimento, compilação, estudo, organização, apresentação e deliberação sobre todo o material já recebido e que ainda será recebido, possibilitando uma análise criteriosa de cada uma dessas contribuições, com o objetivo de entregar aos médicos e à sociedade em geral um instrumento que seja eficaz em sua função de normatizar a atuação do médico e a oferta de serviços médicos à distância mediados pela tecnologia”, diz comunicado publicado no site do Conselho.

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O órgão informou que vai oficializar a revogação da telemedicina em sessão plenária extraordinária na próxima terça-feira, 26.

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Adeus, roxinha! Ministério da Saúde lança novo design de embalagem da camisinha

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Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira novo design da embalagem das camisinhas distribuídas gratuitamente
Divulgação

Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira novo design da embalagem das camisinhas distribuídas gratuitamente

A embalagem roxa e amarela das camisinhas masculina s distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é coisa do passado. Agora, o novo design do preservativo traz o recado “Se liga. Use”, com cores vibrantes e o desenho que lembra o botão de ligar dos aparelhos eletrônicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição começa em todo o Brasil durante a folia de Carnaval deste ano. O design da embalagem das camisinhas foi criado pela estudante de Design de Interiores do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Ana Carolina Lima.

A estudante venceu um  concurso realizado pelo Ministério da Saúde e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ideia elaborada por ela concorreu com outras 212. Ana Carolina afirmou ficar contente com o resultado alcançado. “Fico feliz que minha ideia tenha gerado o resultado que os jurados almejavam e espero que tenha um impacto positivo na importância que as pessoas dão à proteção”.


Novo design da embalagem das camisinhas foi criado pela estudante de Design Ana Carolina Lima
Divulgação

Novo design da embalagem das camisinhas foi criado pela estudante de Design Ana Carolina Lima

O concurso foi lançado em julho de 2017 e, segundo o edital, o vencedor terá como prêmio um pacote de viagem de três dias com um acompanhante para um dos sítios do patrimônio Histórico Cultural da Unesco no Brasil. A embalagem dos preservativos  foi trocada pela última vez há mais de dez anos.

Incentivar o uso de preservativos, principalmente entre os jovens, tem sido foco de campanhas de prevenção do governo. Dados do ministério apontam que a faixa etária entre 15 e 24 anos é a que menos usa camisinha.

Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indica queda no uso regular do preservativo nessa faixa etária, tanto com parceiros eventuais, cujo uso caiu de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013, como com parceiros fixos, que registraram queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

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O não uso das camisinhas tem consequências. De acordo com o Ministério da Saúde, o levantamento mais recente mostra o aumento dos casos de Aids em jovens de 15 a 24 anos. Entre 2006 e 2015, a taxa entre aqueles com 15 e 19 anos mais que triplicou, passando de 2,4 para 6,9 casos a cada 100 mil habitantes. Entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa dobrou, indo de 15,9 para 33,1 casos a cada 100 mil habitantes.

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