Rival do Bota, Colo-Colo trava batalha além da Libertadores para salvar vidas

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Colo-Colo, incêndios (Foto: Diego Alvujar / Colo-Colo)Bandeira do Colo-Colo é erguida entre um dos vários incêndios florestais no Sul do Chile (Foto: Divulgação/Colo-Colo)

Assim como será para o Botafogo, o jogo da noite desta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Estádio Monumental, é o mais importante do ano para o Colo-Colo. Se perder a disputa, estará eliminado da Taça Libertadores da América e também ficará fora da Copa Sul-Americana. Ainda assim, o clube e seus torcedores dividiram o foco durante a preparação do time em prol de uma ação de solidariedade: ajudar as pessoas afetadas pelos incêndios no Sul do Chile, que já duram três semanas e deixaram cerca de três mil desabrigados, dezenas de povoados arrasados e mais de mil residências destruídas, segundo informe da Corporação Nacional Florestal (Conaf).

Nas últimas semanas, o Colo-Colo abriu as portas de seu estádio para receber doações. De acordo com a assessoria de imprensa do clube, cerca de sete toneladas de roupas, água e alimentos foram recebidos e enviados através de caminhões para a cidade de Constitución, no início do mês. Até mesmo a rivalidade com a Universidad de Chile, a La U, ficou de lado durante a tragédia. As duas equipes chilenas mais populares se uniram para promover um amistoso beneficente, que só não aconteceu ainda por falta de datas devido à participação na Libertadores. A expectativa é que o jogo para levantar fundos seja em março, no Sul do país.

Colo-Colo, incêndios (Foto: Diego Alvujar / Colo-Colo)Clube abriu as portas do Estádio Monumental para receber doações nas últimas semanas (Foto: Divulgação/Colo-Colo)

– Colo-Colo e Universidad de Chile, arquirrivais, estão comprometidos com a ajuda para os prejudicados pelos incêndios no Sul do Chile. Ofereceram amistosos para arrecadação, mas também realizaram ações concretas como por exemplo: juntaram muita água, roupa, coisas para habitação em caminhões… E os próprios jogadores foram entregar pessoalmente – explicou o jornalista chileno Eugenio Salinas, da "Rádio Bio Bio" e "ESPN" em Santiago.

O GloboEsporte.com chegou a marcar uma entrevista com o presidente do Colo-Colo, Aníbal Mosa, para falar sobre o assunto, mas o dirigente não apareceu. Questionado se a preparação para a Libertadores acabou prejudicada pelo foco nos incêndios, Salinas refutou a ideia.

– Não creio (que tenha atrapalhado). Acho até que ajudou, porque toda a atenção está sobre os incêndios. Então a própria imprensa não estava preocupada com o que o Colo-Colo estava fazendo. Creio que tiveram menos pressão – opinou o repórter chileno.

Colo-Colo, incêndios (Foto: Diego Alvujar / Colo-Colo)Colo-Colo arrecadou cerca de 7 toneladas de água, alimentos e roupas para doação (Foto: Divulgação / Colo-Colo)

Outros países também se solidarizaram, entre eles Brasil e Estados Unidos, que enviaram aviões-tanque para jogar água sobre as chamas. Mais de 11 mil bombeiros voluntários, brigadistas (bombeiros florestais), militares, policiais, funcionários públicos e vizinhos combatem o fogo nas zonas afetadas, e 43 suspeitos já foram presos pela polícia chilena. Após passar por situação crítica, aos poucos a força-tarefa vai conseguindo reverter o quadro. Fevereiro começou com 118 incêndios ainda ativos, sendo 59 combatidos, 51 já controlados e oito extintos.

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