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Saúde

Quatro mulheres morreram por complicações em procedimentos estéticos no Rio

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No ano passado, 1,5 milhão de brasileiros realizaram procedimentos estéticos no país
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No ano passado, 1,5 milhão de brasileiros realizaram procedimentos estéticos no país

Só no mês de julho, pelo menos três mulheres morreram por complicações em procedimentos estéticos no Rio de Janeiro. Lilían Calixto , Adriana Ferreira e Mayara Silva dos Santos faleceram depois de terem procurado profissionais que se diziam qualificados para realizarem as cirurgias. Os casos acendem o alerta para os cuidados que devem ser tomados na hora de buscar este tipo de tratamento.

No Brasil, a procura por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas é grande. No ranking mundial, ficamos atrás somente dos Estados Unidos. Só em 2017, foram realizadas 1,5 milhão de cirurgias plásticas no País, sendo 60% estéticas e 40% reparadoras, conforme informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC).

Do total de pacientes, 80% são mulheres e 20% são homens. As cirurgias mais procuradas são implantes mamários de silicone , lipoaspiração e na face.

Segundo os especialistas, o mês de julho é um dos mais buscados pelos pacientes – nesse período as cirurgias aumentam em 50% no país – por causa das férias escolares e da temperatura mais amena para o pós-operatório por conta do inverno. E o estado do Rio, junto com São Paulo, são os maiores polos de cirurgias plásticas no país.

Procedimentos estéticos e seus riscos


Para realizar procedimentos estéticos, é preciso que o profissional esteja habilitado
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Para realizar procedimentos estéticos, é preciso que o profissional esteja habilitado

Na busca por um corpo ideal, muitos pacientes acabam não avaliando os perigos de cada procedimento e avaliando se o profissional é habilitado para tal atividade. “No Rio de Janeiro, tem muita gente tentando fazer estética sem estar com a formação habilitada adequadamente. E como a gente tem essa procura muito grande, as pessoas acabam se submetendo a um risco desnecessário”, alerta o presidente da SBPC regional Rio de Janeiro, André Maranhão.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Nelson Nahon, destaca que o exercício ilegal da medicina por não médicos deve ser denunciado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à polícia.

Nelson Nahon esclarece que, do ponto de vista legal, qualquer médico pode assumir o que vai fazer, mas ressaltou que o ideal é que seja qualificado. “Ninguém vai colocar um ‘stent’ [pequeno dispositivo expansível de forma tubular que objetiva evitar o entupimento das artérias] no coração se não for com um cardiologista. O mesmo ocorre em relação a procedimentos invasivos que devem ser feitos por cirurgiões plásticos”.

É o caso do médico Denis César Barros Furtado, de 45 anos, preso em um centro empresarial na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, por causa da morte da bancária Lílian Calixto. Ela morreu horas depois de ter passado por uma bioplastia – aumento dos glúteos – no apartamento do médico. Ele não tinha especialização em cirurgia plástica. Conhecido como Dr. Bumbum, Denis Furtado vai responder pelos crimes de homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa.

Cerca de 6,3 mil profissionais estão credenciados pela SBCP em todo o país. A entidade alerta que cirurgia plástica só deve ser feita em ambiente hospitalar.

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Mortes no Rio de Janeiro


Dr. Bumbum e Maria de Fátima foram indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa e tiveram as prisões provisórias decretadas
Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

Dr. Bumbum e Maria de Fátima foram indiciados por homicídio qualificado e associação criminosa e tiveram as prisões provisórias decretadas

Cinco pessoas foram indiciadas pela polícia pelas mortes de Lilían, Adriana, Mayara e Fátima Santos de Oliveira, que também faleceu pelo mesmo motivo em março.

As mortes estão sendo investigadas pela polícia e resultaram no indiciamento de cinco pessoas, sendo três médicos e duas mulheres que participavam dos procedimentos cirúrgicos, mas não tinham qualquer formação profissional.

Procurado, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que, no momento, nenhuma ação foi movida sobre esses casos. Veja abaixo cada um deles.

O primeiro caso de grande repercussão foi da bancária Lilían Calixto, 46 anos. Ela morreu horas depois de ter sido submetida a um procedimento estético no apartamento de Denis César Barros Furtado, de 45 anos.

O médico foi preso em um centro empresarial na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro, junto com a mãe, Maria de Fátima Furtado (médica que teve o registro cassado em 2015), que ajudava o filho nos procedimentos estéticos.

Conhecido como Dr. Bumbum , Denis Furtado chegou a ficar foragido. Foi presa também a namorada de Denis, Renata Cirne, solta na última terça-feira (7) por decisão liminar. Eles vão responder pelos crimes de homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa. Se for condenado, o médico poderá pegar até 36 anos de prisão.

A professora Adriana Ferreira, de 41 anos, morreu, no dia 23 de julho, uma semana depois de passar por uma lipoescultura, feita pela médica Geysa Leal Corrêa. O consultório dela foi interditado pela polícia em Niterói, região metropolitana do Rio, para perícia técnica.

Segundo o marido de Adriana, ela teria passado mal e reclamado de falta de ar. Foi levada para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde chegou sem vida. Adriana era professora no município de Paracambi e mãe de dois filhos.

A modelo Mayara Silva dos Santos, de 24 anos, morreu, no dia 20 de julho, horas após uma cirurgia para preenchimento dos glúteos com silicone. O procedimento foi feito em uma clínica na Barra da Tijuca. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória.

No último dia 25, a massoterapeuta Patricia Silva dos Santos, chamada de Paty Bumbum, foi presa por envolvimento na morte da modelo. Sem formação profissional, Paty Bumbum aplicava silicone industrial, com seringas de uso veterinário, nas pacientes. Ela foi detida em casa, no bairro de Curicica, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio.

No local, foi encontrado silicone industrial, seringas e equipamentos que seriam utilizados nos procedimentos. Paty Bumbum foi transferida na tarde de segunda-feira (6) para o presídio de Benfica.

Mariana Batista de Miranda foi presa, na manhã do dia 30 de julho, acusada pela morte de Fátima Santos de Oliveira em decorrência da aplicação de silicone industrial nas nádegas, no dia 16 de março de 2018. Fátima morreu um mês após o procedimento.

Mariana foi detida em casa, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O laudo de necropsia confirmou que o procedimento estético foi a causa da morte e que a paciente morreu de choque séptico.

Segundo as investigações, ela exerceu a profissão de médica ilegalmente e também prescreveu medicações à vítima após tomar ciência das complicações provocadas pelo procedimento.

As investigações mostraram que Mariana tem uma carteira de técnica de enfermagem, com validade até 30 de novembro deste ano. Ela foi denunciada por homicídio doloso e exercício ilegal da profissão.

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Em casos de suspeitas de práticas ilegais de procedimentos estéticos é possível denunciar ao Disque-Denúncia, por meio do telefone (21) 2253-1177.

*Com informações da Agência Brasil

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Como um remédio contra dor se tornou a droga que mais mata nos Estados Unidos?

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Pesquisa feita pelo CDC aponta o Fentanil como a droga mais letal nos Estados Unidos
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Pesquisa feita pelo CDC aponta o Fentanil como a droga mais letal nos Estados Unidos

Uma pesquisa divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, revelou dados oficiais sobre mortes por overdose no país entre os anos de 2011 e 2016. O número mais assustador é o número de óbitos causados pelo opioide fentanil, que cresceu mais dez vezes no intervelo de cinco anos, se tornando a droga mais mortal entre os norte-americanos.

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Em 2011, 1,662 pessoas morreram pro overdose do opioide. A substância era a décima mais mortal entre os norte-americanos. Já em 2016, o número de mortes por abuso de fentanil  saltou para 18,335. O fármaco representou 28% dos óbitos por overdose nos Estados Unidos, deixando para trás  drogas como a heroína (15,961 mortes) e a cocaína (11,316).

As autoridades locais já estão se referindo à situação como a ” crise dos opioides “, que também inclui substâncias como heroína, hidrocodona, metadona, morfina e oxicodona. Juntos, esses opioides causaram mais de 50 mil mortes por overdose no país apenas no ano de 2016.

De acordo com o órgão federal Administração para Controle de Drogas (DEA), “os incidentes e overdoses relacionadas ao fentanil estão acontecendo em números alarmantes”. O fármaco tem sido a maior preocupação das autoridades, uma vez que é o opioide mais potente do mercado e existem diferentes maneiras para se consumir a substância.

 O que é o fentanil?


Fentanil, opioide usado no tratamento contra dores, se tornou a droga mais mortal nos Estados Unidos
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Fentanil, opioide usado no tratamento contra dores, se tornou a droga mais mortal nos Estados Unidos

Criado por Paul Janssen, em 1960, o fentanil é um opioide  sintético utilizado contra dores intensas e, em conjunto com outras substâncias, para anestesias. A substância pode ser entre 50 a 100 vezes mais forte que a morfina e entre 30 a 50 vezes mais potente que o heroína.

Apenas 2 miligramas da droga podem ser fatais para a maioria dos seres humanos adultos. Em outros casos, pessoas chegaram a morrer ao consumir 0,25 mg da substância. Uma aspirina de uso comum contém 500 mg de ácido acetilsalicílico. Além de ingerida ou aplicada diretamente na corrente sanguínea, o fentanil  pode ser absorvido através do contato com a pele. 

Na Inglaterra, uma bebê de 15 meses morreu após um emplastro contra a dor que a mãe estava usando entrar em contato com a pele da menina. Na Pensilvânia, uma mãe preparou a o copo de leite da filha de 17 meses após usar a droga e a menina também morreu.

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Os Estados Unidos são o país com o maior número de prescrições de opioides por pessoa. São 731,2 para cada mil habitantes. Apesar da marca alarmante, a grande preocupação das autoridades é com a versão “das ruas” da droga, que é importada de países como a China e o México.

Muitas vezes, as pessoas acabam comprando o fentanil sem saber, diz o DEA. Para potencializar drogas como a heroína, traficantes adicionam o fármaco à fórmula com a intenção de viciar o usuário de uma forma mais rápida. Em 2016, uma mistura de fentanil à droga Norco (outro opioide, mas muito mais fraco) causou dez mortes no estado da Califórnia.

Outra preocupação das autoridades é a venda de “similares” ao fentanil. Traficantes tem tentado, com algum sucesso, replicar a fórmula da droga com algumas pequenas diferenças na estrutura química. Segundo o CDC, essas versões tendem a ser ainda mais perigosas.

Existem casos no Brasil?


Brasil luta contra sua própria epidemia de drogas, mas fentanil ainda não é um problema
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Brasil luta contra sua própria epidemia de drogas, mas fentanil ainda não é um problema

O Brasil é um dos países com maiores problemas com as drogas no mundo. O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas disponível, feito em 2012 pela Unifesp, mostrou que 1,8 milhão de pessoas já haviam experimentado crack no País, enquanto 5,6 milhões já haviam feito uso da cocaína. A Pesquisa Nacional sobre o Crack, por sua vez, apontou que a droga tinha cerca de 370 mil usuários regulares espalhados pelas capitais.

Apesar disso, os opioides ainda não são um problema no território nacional. O Brasil teve um crescimento na compra e prescrição de opiodes nos últimos anos. A taxa hoje é de 4,43 receitas para cada 100 habitantes, bem abaixo dos Estados Unidos. No entanto, pelo menos por enquanto, as drogas parecem estar sendo usadas para o seu fim intendido.

Ainda dentro dos opioides, o fentanil é o menos vendido no País, representando menos de 1% das vendas das substâncias dentro do Brasil. A codeína é responsável por 98% das prescrições e a oxicodonapor 1,8%.

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Saúde

Residencial Santa Cruz dá dicas para idoso curtir o verão com saúde e disposição

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Não importa a fase da vida, o verão é a estação mais festejada pelas pessoas. Os dias ensolarados têm relação direta com a sensação de bem-estar e prazer e o ímpeto de aproveitar o que aparecer pela frente. Para a turma da terceira idade, no entanto, as altas temperaturas e o tempo abafado comuns do período exigem alguns cuidados especiais que são oferecidos na Residencial Santa Cruz. 

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Residencial Santa Cruz faz idoso aproveitar o verão com saúde e disposição
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Residencial Santa Cruz faz idoso aproveitar o verão com saúde e disposição

“A saúde do idoso pode sim ficar comprometida nos dias quentes de verão, já que sua menor capacidade de se adaptar à elevação dos termômetros, decorrente do processo de envelhecimento, pode levar à desidratação e à hipertermia”, observa Diego Rodrigues, enfermeiro gerontólogo e responsável pela área de saúde e bem-estar do Residencial Santa Cruz

De acordo com o especialista, a vida pode ser leve na estação mais otimista do ano, basta um pouco de atenção para evitar desconforto ou problemas de saúde

Hidratar para não secar

Beba grande quantidade de água, de preferência a cada duas horas, mesmo que a sensação de sede não seja evidente. Desta forma, é possível evitar lábios e língua secos, diminuição da quantidade de urina, agitação, apatia e confusão mental. Um corpo hidratado também evita as temíveis hipertermias (alta temperatura corporal), cujos sintomas vão desde contraturas musculares, tonturas, fraquezas a náuseas e vômitos “No caso dos idosos , não se pode esperar ter vontade para tomar água, sucos ou afins para fazê-lo. Eles devem procurar ingerir líquidos com constância, como uma rotina mesmo”, adverte o enfermeiro gerontólogo. 

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Pele vistosa e macia

Perda de elasticidade da pele, redução da camada de gordura e redução das secreções sebáceas fazem parte do processo de envelhecimento. Por isso, a hidratação da pele não pode ser esquecida por quem já chegou nessa fase. A pele necessita de uma hidratação melhor, que deve ser interna, por meio de ingestão de líquidos e alimentos, e também com uso de produtos que podem ser utilizados na pele. Os cremes e loções hidratantes são opções para auxiliar a hidratação e manter a pele sadia, colaborando também para uma sensação de bem-estar, pois a pele seca pode coçar ou descamar. Para regiões mais secas, como os pés e as mãos, os especialistas aconselham o uso de cremes que contenham silicone e óleos vegetais e minerais, que conseguem a chamada hidratação por oclusão (redução da perda de água pela pele). Para regiões mais delicadas, como o rosto, a orientação é que se utilize produtos com ureia ou pantenol. 

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Movimento sem exaustão

Atividades recreativas e exercício físico são grande aliados do corpo, mas nesses dias de muito calor vale um pouco de atenção para a escolha do local e horários. Evite qualquer atividade de muito movimento entre 10h e 16h, já que aumenta o risco de desidratação e contraturas musculares, e procure fazer as atividades em lugares cobertos e arejados ou em áreas que possuam ar-condicionado. 

Cardápio leve e com frequência

Evite refeições quentes e privilegie alimentos leves e saudáveis, como as frutas, verduras e legumes, pois são fontes de vitaminas, minerais e fibras, além de serem opções mais refrescantes. Alimente-se com uma frequência a cada três horas e opte, sem abusar, do sorvete. 

Sombra e água fresca

De acordo com o Residencial Santa Cruz , vista-se com roupas leves, frescas, como as de algodão e cor clara. Óculos de sol e bonés também são aliados na proteção do corpo contra o calor, assim como um bom filtro solar. E dê preferência aos banhos mais frios, que melhoram a sensação de frescor na pele.

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