conecte-se conosco


Esportes

Palmeiras estreia com vitória contra o Atlético Nacional-COL na Florida CUP 2020

Publicado

O Palmeiras entrou em campo às 22h40 – horário de Brasília (20h40 local) da noite desta quarta-feira (15/01), em Orlando, na Florida (EUA), para enfrentar o Atlético Nacional-COL, pela Florida Cup. A peleja começou um pequeno atraso, já que estava prevista inicialmente para 22h30 de Brasília (20h30 local). Os dois times não saíram do 0 a 0 no tempo regulamentar, mas o Alviverde venceu nos pênaltis, por incríveis 10 a 9, conquistando o ponto extra – o regulamento do torneio prevê disputa de pênaltis em caso de empate (ou seja: as duas equipes que empataram ganham um ponto, mas o time vencedor nos penais conquista o ponto extra).

Jailson defende pênalti e garante mais um ponto ao Palmeiras na Florida Cup (Cesar Greco/Divulgação)

LUTO POR VALDIR DE MORAIS

A equipe palmeirense entrou em campo com seus atletas utilizando uma faixa preta amarrada ao braço para simbolizar o luto devido ao falecimento do ex-goleiro Valdir Joaquim de Morais, ídolo palmeirense nos anos 50 e 60 como atleta e, após encerrar a carreira, um dos mais competentes membros de comissões técnicas do país. Valdir faleceu no último sábado (11), aos 88 anos.

REESTREIA DE LUXEMBURGO

Em sua quinta passagem pelo Verdão, Luxemburgo voltou a estrear no comandou do Palmeiras. No saldo geral, já contando esta estreia, seus debutes à frente do time são favoráveis: três vitórias, um empate e uma única derrota. Em 1993, Luxa iniciou seu trabalho contra o Vitória-BA, pela Copa do Brasil, com triunfo por 1 a 0 (20/04). Em 1995, quando retornou em novembro, perdeu para o Atlético-MG por 2 a 0 (seu único revés em estreias no Verdão). Em 2002, Vanderlei Luxemburgo comandou a vitória sobre o Mogi Mirim por 3 a 0, em 13/01, pelo Campeonato Paulista. Já na passagem mais recente, em 2008, estreou vencendo o Sertãozinho por 3 a 0, também pelo Campeonato Paulista.

FELIPE MELO: ZAGUEIRO E CAPITÃO

Dono da camisa 30, Felipe Melo, de 36 anos, contratado pelo Palmeiras em 2017 originalmente como volante – posição na qual se consolidou no futebol – foi testado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo como zagueiro. O comandante palmeirense aposta na experiência e no posicionamento do jogador para sobressair na defesa. Além disso, o Pitbull, como é carinhosamente chamado pela torcida, também vestiu o adereço de autoridade máxima dentro de campo dentre os atletas de seu time: a braçadeira de capitão. Essa é a 10ª vez que o jogador inicia uma partida como capitão do Verdão.

ESTREIAS NO TIME PRINCIPAL

O duelo frente ao colombiano Atlético Nacional, pela Florida Cup, marcou a estreia de alguns valores da base que foram anunciados no time principal do Verdão para a temporada de 2020. São eles: Patrick de Paula (volante), Alan (meia), Gabriel Menino (meia) eWesley (atacante).

O JOGO

O regulamento da Florida Cup permite que sejam realizadas substituições ilimitadas. Por isso, Vanderlei Luxemburgo pôde dar rodagem ao seu grupo. Um total de 23 jogadores atuaram. As duas equipes foram autossuficientes nos dois tempos, por isso a igualdade prevaleceu no placar: 0 a 0. Várias chances para ambos os lados.

PÊNALTIS

Além das alterações ilimitadas, o regulamento também prevê disputa de pênaltis em caso de empate. As duas equipes que empataram ganham um ponto, mas o time vencedor nos penais conquista o ponto extra.

Nas cobranças, Victor Luis foi o primeiro batedor. E converteu: pé esquerdo, bola de um lado, goleiro do outro, em cima. (Palmeiras 1×0 Atlético Nacional-COL). Duque, camisa 9 do adversário, bateu no meio, sem muita força, mas Jailson caiu para a direita e não conseguiu impedir. (Palmeiras 1×1 Atlético Nacional-COL). Luan bateu o terceiro penal (segundo do Verdão) e sem muita cerimônia marcou o seu, com força (Palmeiras 2×1 Atlético Nacional-COL).

Na outra cobrança, o colombiano Candelo, praticamente no meio do gol bateu, mas Jailson outra vez tentou acertar o canto e não defendeu (Palmeiras 2×2 Atlético Nacional-COL). Jovem da base, Alan deu sequência às cobranças e fez o seu: o goleiro foi o canto certo, mas o chute foi muito bom. (Palmeiras 3×2 Atlético Nacional-COL). Quiñones, do rival, chutou com força e fez o seu (Palmeiras 3×3 Atlético Nacional-COL).

Outro da base, Gabriel Menino bateu de direita e fez o seu – bateu para a esquerda, e o goleiro foi para o outro lado. (Palmeiras 4×3 Atlético Nacional-COL). Rovira chutou, Jailson acertou o canto, resvalou na bola, e a pelota bateu na trave, mas entrou. (Palmeiras 4×4 Atlético Nacional-COL). Para encerrar sua série, na quinta cobrança, Willian Bigode partiu. Bateu com firmeza e converteu! (Palmeiras 5×4 Atlético Nacional-COL).

Na última da série dos colombianos, Barrera foi com frieza, rasteiro, quase que no centro, e fez o seu (Palmeiras 5×5 Atlético Nacional-COL). Emerson Santos, zagueiro do Verdão reintegrado ao elenco, fez o primeiro das cobranças alternadas (Palmeiras 6×5 Atlético Nacional-COL). Na cobrança do Atlético, Jailson foi no lado certo do tiro de Blanco, mas ficou no quase. (Palmeiras 6×6 Atlético Nacional-COL).

Wesley, outro da base do Palmeiras – que passou pelo profissional do Vitória-BA e voltou ao Verdão – chutou com raiva e marcou. Palmeiras novamente na frente. (Palmeiras 7×6 Atlético Nacional-COL). O platinado Yabur chutou no canto esquerdo, com força, e deixou tudo igual. (Palmeiras 7×7 Atlético Nacional-COL). Ramires foi o oitavo batedor, e também fez, batendo firme, no alto. (Palmeiras 8×7 Atlético Nacional-COL). O zagueiro Cordoba foi para a oitava cobrança dos colombianos e converteu. (Palmeiras 8×8 Atlético Nacional-COL). Mayke, lateral-direito, foi para a nona cobrança e fez o seu. (Palmeiras 9×8 Atlético Nacional-COL). Cuadrado também fez o seu (Palmeiras 9×9 Atlético Nacional-COL).

O décimo batedor do Alviverde foi Gabriel Veron, que bateu com frieza, em baixo, no centro – um pouco à direita. (Palmeiras 10×9 Atlético Nacional-COL). O zagueiro Velásquez, último batedor, chutou em seu canto esquerdo e Jailson se esticou para buscar e, finalmente, o jogo acabou. (Palmeiras 10×9 Atlético Nacional-COL)

RETROSPECTO CONTRA O ATLÉTICO NACIONALJá contando o desta noite, foram quatro jogos na história contra o Atlético Nacional-COL e três vitórias palestrinas e um empate. O primeiro embate aconteceu em duelo amistoso no dia 28 de janeiro de 1960 e terminou com vitória por 2 a 1, no estádio Atanásio Girardot, em Medellín (COL). Os outros dois – além do de hoje – foram disputados na primeira fase da Copa Libertadores de 2006: no Palestra Italia, o Alviverde venceu por 3 a 2, com gols de Marcinho, Edmundo e Douglas. No Atanásio Girardot, Corrêa e Leonardo Silva anotaram os gols da vitória por 2 a 1.

PALMEIRAS NOS ESTADOS UNIDOS

O clube esteve nos EUA anteriormente em julho de 1997, na intertemporada, para a disputa da Taça Amizade, contra o New England Revolution-EUA (o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari venceu por 1 a 0, gol de Euller, e ficou com a taça). Na sequência, o time disputou também a Rebook Cup contra o Junior Barranquilla-COL e Necaxa-MEX, mas ficou com o terceiro lugar da competição, que também contava com o Borussia Mönchengladbach-ALE.

PALMEIRAS NA FLORIDA CUP 2020

Esta foi a primeira participação do Palmeiras no torneio norte-americano. Quatro times participam e cada um jogará duas partidas – o campeão será definido por pontos corridos. Em caso de empate, será realizada cobrança de pênaltis com um ponto extra dado ao vencedor. Além dos colombianos, o Verdão enfrenta ainda o New York City FC-EUA, no sábado (18), às 16h (horário de Brasília). O Corinthians é o outro participante do torneio.

A FLORIDA CUP

Maior evento internacional esportivo anual da Flórida Central, a Florida Cup já é uma tradição no mês de janeiro, em Orlando (EUA), cidade que recebeu mais de 75 milhões de turistas em 2018. Em seis anos, a Florida Cup deixou de ser apenas um torneio para se tornar uma plataforma global que combina esportes, música e entretenimento.

Em 2019, o público total do evento passou de 40 mil pessoas e, pela TV, torcedores de 103 países puderam acompanhar as partidas ao vivo. Nas redes sociais, os conteúdos postados nas contas oficias do evento, somados às postagens dos influenciadores presentes no evento, tiveram um alcance de mais de 100 milhões de pessoas.

Até 2019, participaram da Florida Cup um total de 26 times: o Verdão foi o 27º clube confirmado pela organização do evento a fazer parte da competição (enquanto o New Yor City, também participante de 2020 foi o 28º; Corinthians e Atlético Nacional-COL não contam, pois já figuraram no torneio outrora.

As 28 agremiações que fizeram parte da Florida Cup, ao todo, são: Palmeiras, Flamengo, São Paulo, Corinthians, Atlético Mineiro, Fluminense, Vasco da Gama, Bahia, Internacional, Ajax (HOL), PSV Eindhoven (HOL), Eintracht Frankfurt (ALE), Bayer Leverkusen (ALE), Schalke 04 (ALE), Wolfsburg (ALE), FC Köln (ALE), Shakhtar Donetsk (UCR), River Plate (ARG), Estudiantes (ARG), Atlético Nacional (COL), Millonarios (COL), Santa Fé (COL), Barcelona (EQU), Fort Lauderdale Strikers (EUA), Tampa Bay Rowdies (EUA), Rangers FC (ESC), Légia Varsóvia (POL) e New York City (EUA).

Comentários Facebook

Esportes

Coluna – Olimpíada não tem jogo fácil

Publicado

source

Em Olimpíada não existe jogo fácil. A frase é batida, mas daqui até os Jogos de Tóquio ela será repetida à exaustão por jogadores, técnicos, dirigentes e comentaristas de vôlei. Em alguns casos essa sentença serve para dar um ar de humildade a determinado time. Ou alguém acha que na primeira fase dos Jogos do Rio, em 2016, a seleção feminina teve dificuldades para bater Camarões e Argentina? Em outras situações a frase lá do início do parágrafo é verdadeira e serve para justificar situações dramáticas. Foi o que aconteceu com a seleção masculina também em 2016. Naquele ano a equipe, então comandada por Bernardinho, correu o risco real de ser eliminada logo na primeira fase do torneio, o que seria um vexame histórico em pleno Maracanãzinho. O Brasil venceu a França no sufoco, avançou à segunda fase em quarto lugar no grupo e o resto é história.

A explicação é necessária para se analisar os grupos dos Jogos de Tóquio, que ficaram desenhados após o fim dos pré-olímpicos continentais. Começando pela seleção masculina, o Brasil caiu na chave B, o chamado grupo da morte. Isso porque, estando ao lado de Argentina, Estados Unidos, Rússia, França e Tunísia, se pode afirmar que os africanos têm pouquíssimas chances de avançar à segunda fase. Além disso, um medalhão do vôlei mundial cairá logo na fase de grupos. As vantagens de uma chave tão difícil aparecem mais adiante na competição. Isso porque, em teoria, os cruzamentos nas quartas de final tendem a ser favoráveis. E uma primeira fase que exija alto desempenho da seleção pode fazer o time jogar em alto nível durante todo o torneio.

O outro lado da moeda é a desvantagem de estar em um grupo mais tranquilo. E aí voltamos a lembrar da seleção feminina na Rio 2016. Naquela oportunidade o Brasil passeou em quadra e venceu todos os cinco jogos da fase de grupos por 3 sets a 0. Nas quartas de final enfrentou a China, vice-campeã mundial à época, e foi eliminada. As chinesas vinham de uma primeira fase complicada no grupo B. Mas após derrotarem o Brasil de forma dramática, embalaram e faturaram a medalha de ouro.

Em Tóquio a seleção estará na chave A, ao lado de Japão, Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Quênia. No papel, o Brasil está em um grupo mais tranquilo, até porque a distribuição das chaves jogou para o grupo B as potências China, Estados Unidos, Itália, Rússia, além de Turquia e Argentina. Só que ao realizar uma análise dos últimos resultados da seleção feminina contra os adversários do mesmo grupo, um sinal amarelo acende. Tudo bem que o time de José Roberto Guimarães jogou desfalcado em todas as últimas competições. Mas no ano passado o Brasil perdeu para Coreia do Sul e República Dominicana, resultados que eram difíceis de acontecer em outros tempos. Com o time completo, a campeã mundial Sérvia têm dificultado a vida brasileira neste ciclo. O Japão é sempre um time perigoso e, apesar de freguês, terá o apoio maciço da fanática torcida local.

Os Jogos de Tóquio prometem ser os mais equilibrados dos últimos tempos, e os caminhos das seleções masculina e feminina do Brasil serão quase opostos. A feminina terá um início um pouco menos tortuoso e vai enfrentar chumbo grosso nas quartas de final. Já a seleção masculina vai precisar suar a camisa para avançar à fase de mata-mata. O que eles têm em comum é a certeza de que, mais do que nunca, tanto homens como mulheres não terão vida fácil na Olimpíada.

Edição: Fábio Lisboa
Comentários Facebook
Continue lendo

Esportes

Brasileiro vê menos profissionais do país no futebol japonês

Publicado

source

O Brasil teve papel importante na profissionalização do futebol no Japão nos anos 90. A maior referência é Zico, ídolo no Kashima Antlers e ex-técnico da seleção asiática. Mas, o galinho de Quintino não foi o único a deixar marcas por lá. Dunga, Alcino, Leonardo, Bebeto, Ruy Ramos e Wagner Lopes (os dois últimos, inclusive, naturalizaram-se para defender o país) também fizeram história.

A lista é extensa e ainda hoje reflete. Os brasileiros representam, em média, metade dos estrangeiros que atuam na J-League 1 (primeira divisão local). Além disso, segundo o último Raio-X do Mercado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tem como base o período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2018, o país-sede dos próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos é o terceiro destino mais procurado por jogadores do Brasil (34), só atrás de Portugal (205) e Arábia Saudita (47).

A influência chega, também, ao banco de reservas. Nomes como Toninho Cerezo, Oswaldo de Oliveira e Nelsinho Baptista já conduziram suas equipes à glória na liga japonesa, sempre, ou quase sempre, acompanhados por auxiliares, preparadores físicos e fisioterapeutas de confiança. Normalmente compatriotas. O espaço destinado a brasileiros em comissões técnicas, porém, já foi maior. É a percepção de Carlos Suriano, preparador físico do Tokushima Vortis, time da J-League 2 (segunda divisão do futebol japonês), que passou 13 dos últimos 14 anos na terra do Sol Nascente.

“Quando cheguei ao Japão, em 2006, havia praticamente um preparador físico e um de goleiro brasileiro em todas as equipes. Recordo que no meu primeiro ano tinham ao menos 12 preparadores brasileiros. Pessoas experientes, com nome, que me ajudaram muito. O Walmir Cruz [ex-Corinthians] às vezes dava conselhos por telefone. O Flávio Oliveira [hoje no Vasco] também. Infelizmente, com o passar dos anos, isso foi diminuindo”, conta.

Carlos nasceu em São Paulo, mas foi criado em Jaú, no interior paulista. Em 2005, a equipe em que trabalhava como preparador, o XV de Jaú, venceu o estadual sub-20 superando o Santos na decisão. No ano seguinte veio o convite para mudar de ares. “Um dos diretores de uma equipe do Japão acompanhou uma semana nossa em Jaú para contratar jogadores, mas ele acabou se interessando por mim e fez uma proposta”, lembra.

Primeiro foram sete temporadas consecutivas no Japão (cinco no Bellmare, onde trabalhou com os brasileiros Adiel, Jean e Eduardo Marques, todos ex-Santos, e dois no Tokushima) até a volta ao Brasil, em 2013. Um ano depois, no entanto, Carlos retornou ao Oriente a convite do técnico Péricles Chamusca para o Jubilo Iwata. Já em 2014 foi contratado novamente pelo Tokushima. Na segunda passagem teve o ex-São Paulo Carlinhos Paraíba como atleta.

Globalização do futebol

A constatação sobre a presença de menos brasileiros em comissões técnicas de times japoneses coincide com a recente intensificação de técnicos estrangeiros no Brasil. Em 2020, ao menos quatro times da Série A terão comandantes do exterior: Flamengo, com o português Jorge Jesus, Santos, com o também português Jesualdo Ferreira, Internacional, com o argentino Eduardo Coudet, e Atlético-MG, com o venezuelano Rafael Dudamel. Porém, na entrevista coletiva de apresentação no peixe, Jesualdo negou que isso signifique que profissionais brasileiros não tenham qualidade, e afirmou que a mudança tem relação com a globalização do esporte.

Carlos pensa de forma semelhante. “Hoje, no futebol, só o nome já não faz diferença. O japonês exige muito. Eles não têm a mesma qualidade individual que o jogador do Brasil, mas são inteligentes, sabem analisar. De 10 anos para cá, talvez um pouco mais, o futebol japonês evoluiu muito”, analisa, citando o aumento de europeus trabalhando no Japão (o técnico do próprio Tokushima, Ricardo Rodríguez, é espanhol) e entendendo, também, que a mão de obra brasileira ficou mais especializada e cara. “Isso acabou fechando um pouco as portas”, reconhece.

“Um pouco”, talvez. Totalmente, longe disso. A última temporada da primeira divisão japonesa encerrou sem brasileiros no comando (Oswaldo de Oliveira deixou o Urawa Reds em maio para assumir o Fluminense). Na J-League 2, o Kashiwa Reysol foi campeão sob comando de Nelsinho Baptista. Além do Kashiwa, três dos quatro times mais bem colocados (Yokohama FC, Tokushima e Montedio Yamagata) tinham preparadores físicos brasucas: Luiz Carlos Brollo, o próprio Carlos e Élcio Mineli, respectivamente.

“Lógico que não se pode falar que [a campanha das equipes] foi só por esse motivo, mas é algo que dá orgulho. Todos fizeram um trabalho muito bom. Foi um campeonato muito difícil. É uma exigência grande. São muitos jogos [45, sendo 42 na fase regular e três no playoff de acesso], então ficar na parte de cima não é fácil”, destaca. Ele também destaca a estrutura e a aposta de dirigentes japoneses em trabalhos de longo prazo. Foram apenas seis trocas de treinador na temporada 2019 da J-League 2, contra 20 demissões na série A do Brasileirão do mesmo ano.

“O respeito aqui é muito grande. Então, a partir do momento que você mostra um trabalho e planejamento, e passa a impressão de que poderá haver uma evolução, eles confiam nisso. Você tem tempo para trabalhar. O resultado é o mais importante, mas eles analisam o trabalho. Já houve temporadas em que tivemos uma colocação ruim, só que eles avaliaram o dia a dia, a evolução. Em 2018 ficamos no meio da tabela. No ano seguinte brigamos pelo acesso com a mesma base de atletas e comissão”, afirma.

Em tempo, a subida à J-League 1 de 2020 acabou não vindo. Na final do playoff de acesso, em dezembro, o Tokushima precisava vencer o antepenúltimo colocado da primeira divisão (por ironia, o mesmo Bellmare onde Carlos iniciou a trajetória no Japão). O empate por 1 a 1 manteve o rival na elite e o Tokushima na Segundona para 2020.

Expectativa para Tóquio 2020

Tokushima fica a 503 quilômetros de Tóquio, em linha reta. Apesar da distância, a população da cidade vive a expectativa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que retornam à capital após 56 anos. Com a experiência de mais de uma década vivendo no Japão, Carlos acredita em uma recepção calorosa no país. O Comitê Organizador da Olimpíada colocou 7,8 milhões de ingressos à venda, sendo 70% destinados a moradores locais (só na primeira fase para aquisição, em julho de 2019, foram 3,22 milhões dessas entradas).

“O povo japonês abraça qualquer competição ou evento que o país sedia. Foi assim lá atrás [2002], na Copa do Mundo, e agora em 2019 com o Mundial de Rugby, que nem é um esporte tão divulgado por aqui, e foi sensacional. Tokushima, inclusive, recebeu os treinos da seleção da Geórgia [de rugby]. Sei que cidades próximas, como Osaka e Kobe, receberão [a aclimatação de] algumas delegações. Espero estar aqui ainda para acompanhar”, encerra o preparador físico, que seguirá no Vortis por mais uma temporada.

Edição: Fábio Lisboa
Comentários Facebook
Continue lendo

Esporte Amador

Estadual

Mais Esportes

Mais Lidas da Semana