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Palmeiras é locatário do Allianz Parque, diz presidente: “Pertence ao parceiro”

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Allianz Parque, estádio do Palmeiras arrow-options
Facebook/Reprodução

Allianz Parque, estádio do Palmeiras

Um vídeo de Maurício Galiotte , presidente do Palmeiras, falando sobre a situação do Allianz Parque em entrevista concedida à rádio Jovem Pan no ano passado* viralizou na internet nesta semana e vem dando o que falar.

Leia também: Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras, esclarece mal-entendido sobre Allianz Parque

Segundo palavras do próprio mandatário do Palmeiras , o estádio localizado na zona oeste da capital paulista “pertence ao parceiro” pelos próximos 30 anos.

“O custo do estádio não é do Palmeiras. Palmeiras tem custo no dia do jogo. Palmeiras também só tem o estádio no dia do jogo. O estádio pertence ao nosso parceiro durante 30 anos, é uma parceria, e no dia do jogo, o Palmeiras tem o estádio e tem o custo do estádio, como tem a receita”.

O parceiro em questão é a WTorre , construtora responsável pela reforma do Palestra Itália. No bate-papo, o jornalista Wanderley Nogueira ainda questiona: como locatário? “Isso”, responde Galiotte.

Confira a entrevista no vídeo abaixo:

Atualmente, o Allianz Parque está no centro de uma polêmica com relação ao setor de visitantes. 

Está marcada para esta sexta-feira uma  reunião entre Palmeiras, Allianz Parque, Polícia Militar e Procon para tratar da rede de proteção no setor de visitantes da arena. Torcedores adversários reclamaram recentemente que a visão fica obstruída com a tela, e a intenção é buscar soluções neste encontro.

A rede foi colocada, pois o laudo de segurança feito pela PM da arena pede uma proteção no setor de visitantes , que fica no anel superior do estádio do Palmeiras . Mas a escolha tem atrapalhado a visão no setor, especialmente em partidas com a luz do dia, tanto que houve reclamação no Procon pedindo a devolução do valor pago no ingresso.

O programa de proteção e defesa do consumidor entrou em contato com o clube, pedindo a retirada da tela para a próxima partida em casa – dia 10 de setembro, contra o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro.

Como não é possível deixar sem nenhuma proteção, a reunião servirá para encontrar uma opção que mantenha o estádio do Palmeiras conforme pede o laudo de segurança, mas sem atrapalhar aos visitantes que vão ao Allianz Parque.

*Errata: Na primeira versão desta matéria, colocamos que a entrevista de Galiotte à Jovem Pan era recente, quando, na verdade, ela foi concedida em outubro de 2018. Devidamente corrigido

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Coluna – Olimpíada não tem jogo fácil

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Em Olimpíada não existe jogo fácil. A frase é batida, mas daqui até os Jogos de Tóquio ela será repetida à exaustão por jogadores, técnicos, dirigentes e comentaristas de vôlei. Em alguns casos essa sentença serve para dar um ar de humildade a determinado time. Ou alguém acha que na primeira fase dos Jogos do Rio, em 2016, a seleção feminina teve dificuldades para bater Camarões e Argentina? Em outras situações a frase lá do início do parágrafo é verdadeira e serve para justificar situações dramáticas. Foi o que aconteceu com a seleção masculina também em 2016. Naquele ano a equipe, então comandada por Bernardinho, correu o risco real de ser eliminada logo na primeira fase do torneio, o que seria um vexame histórico em pleno Maracanãzinho. O Brasil venceu a França no sufoco, avançou à segunda fase em quarto lugar no grupo e o resto é história.

A explicação é necessária para se analisar os grupos dos Jogos de Tóquio, que ficaram desenhados após o fim dos pré-olímpicos continentais. Começando pela seleção masculina, o Brasil caiu na chave B, o chamado grupo da morte. Isso porque, estando ao lado de Argentina, Estados Unidos, Rússia, França e Tunísia, se pode afirmar que os africanos têm pouquíssimas chances de avançar à segunda fase. Além disso, um medalhão do vôlei mundial cairá logo na fase de grupos. As vantagens de uma chave tão difícil aparecem mais adiante na competição. Isso porque, em teoria, os cruzamentos nas quartas de final tendem a ser favoráveis. E uma primeira fase que exija alto desempenho da seleção pode fazer o time jogar em alto nível durante todo o torneio.

O outro lado da moeda é a desvantagem de estar em um grupo mais tranquilo. E aí voltamos a lembrar da seleção feminina na Rio 2016. Naquela oportunidade o Brasil passeou em quadra e venceu todos os cinco jogos da fase de grupos por 3 sets a 0. Nas quartas de final enfrentou a China, vice-campeã mundial à época, e foi eliminada. As chinesas vinham de uma primeira fase complicada no grupo B. Mas após derrotarem o Brasil de forma dramática, embalaram e faturaram a medalha de ouro.

Em Tóquio a seleção estará na chave A, ao lado de Japão, Sérvia, Coreia do Sul, República Dominicana e Quênia. No papel, o Brasil está em um grupo mais tranquilo, até porque a distribuição das chaves jogou para o grupo B as potências China, Estados Unidos, Itália, Rússia, além de Turquia e Argentina. Só que ao realizar uma análise dos últimos resultados da seleção feminina contra os adversários do mesmo grupo, um sinal amarelo acende. Tudo bem que o time de José Roberto Guimarães jogou desfalcado em todas as últimas competições. Mas no ano passado o Brasil perdeu para Coreia do Sul e República Dominicana, resultados que eram difíceis de acontecer em outros tempos. Com o time completo, a campeã mundial Sérvia têm dificultado a vida brasileira neste ciclo. O Japão é sempre um time perigoso e, apesar de freguês, terá o apoio maciço da fanática torcida local.

Os Jogos de Tóquio prometem ser os mais equilibrados dos últimos tempos, e os caminhos das seleções masculina e feminina do Brasil serão quase opostos. A feminina terá um início um pouco menos tortuoso e vai enfrentar chumbo grosso nas quartas de final. Já a seleção masculina vai precisar suar a camisa para avançar à fase de mata-mata. O que eles têm em comum é a certeza de que, mais do que nunca, tanto homens como mulheres não terão vida fácil na Olimpíada.

Edição: Fábio Lisboa
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Brasileiro vê menos profissionais do país no futebol japonês

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O Brasil teve papel importante na profissionalização do futebol no Japão nos anos 90. A maior referência é Zico, ídolo no Kashima Antlers e ex-técnico da seleção asiática. Mas, o galinho de Quintino não foi o único a deixar marcas por lá. Dunga, Alcino, Leonardo, Bebeto, Ruy Ramos e Wagner Lopes (os dois últimos, inclusive, naturalizaram-se para defender o país) também fizeram história.

A lista é extensa e ainda hoje reflete. Os brasileiros representam, em média, metade dos estrangeiros que atuam na J-League 1 (primeira divisão local). Além disso, segundo o último Raio-X do Mercado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tem como base o período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2018, o país-sede dos próximos Jogos Olímpicos e Paralímpicos é o terceiro destino mais procurado por jogadores do Brasil (34), só atrás de Portugal (205) e Arábia Saudita (47).

A influência chega, também, ao banco de reservas. Nomes como Toninho Cerezo, Oswaldo de Oliveira e Nelsinho Baptista já conduziram suas equipes à glória na liga japonesa, sempre, ou quase sempre, acompanhados por auxiliares, preparadores físicos e fisioterapeutas de confiança. Normalmente compatriotas. O espaço destinado a brasileiros em comissões técnicas, porém, já foi maior. É a percepção de Carlos Suriano, preparador físico do Tokushima Vortis, time da J-League 2 (segunda divisão do futebol japonês), que passou 13 dos últimos 14 anos na terra do Sol Nascente.

“Quando cheguei ao Japão, em 2006, havia praticamente um preparador físico e um de goleiro brasileiro em todas as equipes. Recordo que no meu primeiro ano tinham ao menos 12 preparadores brasileiros. Pessoas experientes, com nome, que me ajudaram muito. O Walmir Cruz [ex-Corinthians] às vezes dava conselhos por telefone. O Flávio Oliveira [hoje no Vasco] também. Infelizmente, com o passar dos anos, isso foi diminuindo”, conta.

Carlos nasceu em São Paulo, mas foi criado em Jaú, no interior paulista. Em 2005, a equipe em que trabalhava como preparador, o XV de Jaú, venceu o estadual sub-20 superando o Santos na decisão. No ano seguinte veio o convite para mudar de ares. “Um dos diretores de uma equipe do Japão acompanhou uma semana nossa em Jaú para contratar jogadores, mas ele acabou se interessando por mim e fez uma proposta”, lembra.

Primeiro foram sete temporadas consecutivas no Japão (cinco no Bellmare, onde trabalhou com os brasileiros Adiel, Jean e Eduardo Marques, todos ex-Santos, e dois no Tokushima) até a volta ao Brasil, em 2013. Um ano depois, no entanto, Carlos retornou ao Oriente a convite do técnico Péricles Chamusca para o Jubilo Iwata. Já em 2014 foi contratado novamente pelo Tokushima. Na segunda passagem teve o ex-São Paulo Carlinhos Paraíba como atleta.

Globalização do futebol

A constatação sobre a presença de menos brasileiros em comissões técnicas de times japoneses coincide com a recente intensificação de técnicos estrangeiros no Brasil. Em 2020, ao menos quatro times da Série A terão comandantes do exterior: Flamengo, com o português Jorge Jesus, Santos, com o também português Jesualdo Ferreira, Internacional, com o argentino Eduardo Coudet, e Atlético-MG, com o venezuelano Rafael Dudamel. Porém, na entrevista coletiva de apresentação no peixe, Jesualdo negou que isso signifique que profissionais brasileiros não tenham qualidade, e afirmou que a mudança tem relação com a globalização do esporte.

Carlos pensa de forma semelhante. “Hoje, no futebol, só o nome já não faz diferença. O japonês exige muito. Eles não têm a mesma qualidade individual que o jogador do Brasil, mas são inteligentes, sabem analisar. De 10 anos para cá, talvez um pouco mais, o futebol japonês evoluiu muito”, analisa, citando o aumento de europeus trabalhando no Japão (o técnico do próprio Tokushima, Ricardo Rodríguez, é espanhol) e entendendo, também, que a mão de obra brasileira ficou mais especializada e cara. “Isso acabou fechando um pouco as portas”, reconhece.

“Um pouco”, talvez. Totalmente, longe disso. A última temporada da primeira divisão japonesa encerrou sem brasileiros no comando (Oswaldo de Oliveira deixou o Urawa Reds em maio para assumir o Fluminense). Na J-League 2, o Kashiwa Reysol foi campeão sob comando de Nelsinho Baptista. Além do Kashiwa, três dos quatro times mais bem colocados (Yokohama FC, Tokushima e Montedio Yamagata) tinham preparadores físicos brasucas: Luiz Carlos Brollo, o próprio Carlos e Élcio Mineli, respectivamente.

“Lógico que não se pode falar que [a campanha das equipes] foi só por esse motivo, mas é algo que dá orgulho. Todos fizeram um trabalho muito bom. Foi um campeonato muito difícil. É uma exigência grande. São muitos jogos [45, sendo 42 na fase regular e três no playoff de acesso], então ficar na parte de cima não é fácil”, destaca. Ele também destaca a estrutura e a aposta de dirigentes japoneses em trabalhos de longo prazo. Foram apenas seis trocas de treinador na temporada 2019 da J-League 2, contra 20 demissões na série A do Brasileirão do mesmo ano.

“O respeito aqui é muito grande. Então, a partir do momento que você mostra um trabalho e planejamento, e passa a impressão de que poderá haver uma evolução, eles confiam nisso. Você tem tempo para trabalhar. O resultado é o mais importante, mas eles analisam o trabalho. Já houve temporadas em que tivemos uma colocação ruim, só que eles avaliaram o dia a dia, a evolução. Em 2018 ficamos no meio da tabela. No ano seguinte brigamos pelo acesso com a mesma base de atletas e comissão”, afirma.

Em tempo, a subida à J-League 1 de 2020 acabou não vindo. Na final do playoff de acesso, em dezembro, o Tokushima precisava vencer o antepenúltimo colocado da primeira divisão (por ironia, o mesmo Bellmare onde Carlos iniciou a trajetória no Japão). O empate por 1 a 1 manteve o rival na elite e o Tokushima na Segundona para 2020.

Expectativa para Tóquio 2020

Tokushima fica a 503 quilômetros de Tóquio, em linha reta. Apesar da distância, a população da cidade vive a expectativa dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que retornam à capital após 56 anos. Com a experiência de mais de uma década vivendo no Japão, Carlos acredita em uma recepção calorosa no país. O Comitê Organizador da Olimpíada colocou 7,8 milhões de ingressos à venda, sendo 70% destinados a moradores locais (só na primeira fase para aquisição, em julho de 2019, foram 3,22 milhões dessas entradas).

“O povo japonês abraça qualquer competição ou evento que o país sedia. Foi assim lá atrás [2002], na Copa do Mundo, e agora em 2019 com o Mundial de Rugby, que nem é um esporte tão divulgado por aqui, e foi sensacional. Tokushima, inclusive, recebeu os treinos da seleção da Geórgia [de rugby]. Sei que cidades próximas, como Osaka e Kobe, receberão [a aclimatação de] algumas delegações. Espero estar aqui ainda para acompanhar”, encerra o preparador físico, que seguirá no Vortis por mais uma temporada.

Edição: Fábio Lisboa
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