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O presidente do São Paulo precisa explicar seus erros no comando do clube

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Leco precisa dar satisfação sobre o que está acontecendo no São Paulo. Tem de ter coragem para explicar ao torcedor o que está errado nesses anos todos. Ou, pelo menos, mostrar humildade para reconhecer que não sabe. Que busca respostas, títulos e vitórias. Leco precisa ser valente e convocar a imprensa para conversar. A imprensa é a ponte entre o dirigente e a multidão, entre o craque e o povo, entre a instituição e a massa. A imprensa não é inimiga número um. do presidente. É o ouvido do público. E Leco está quase mudo. Pouco fala e nada ganha. Sua voz dá pânico. Seu silêncio apavora.

Leco precisa dar a voltar por cima. Até aqui é o segundo pior presidente da história do Morumbi. Só perde para Carlos Miguel Aidar. O presidente Leco tem de dar elucidação sobre seus inimigos – seus novos e muitos inimigos – que agora são oposição. Tem de reconhecer que diminuir Ceni jamais o engrandeceria. Que vendendo os jovens revelados não será o antidoto para tudo de ruim que acontece desde o primeiro dia de gestão. Rogério não ficou com a imagem embaçada desde a saída, mas Leco não é capaz de enxergar o óbvio. O evidente. Ofender o ídolo é golpear o torcedor, que vem sofrendo socos e eliminações há tempos.

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Leco precisa dar suporte a Mancini, Cuca e Raí. A missão do dirigente é buscar alianças, forças e energias para reconstruir o terreno abalado. A ausência de luz é tão grande que apaga Hernanes. O São Paulo que eu conheço tinha Raí, mas em campo. Tocando e recebendo. Decidindo no ângulo. Raí é outro que também comete erros e precisa assumir. Reconhecer falhas é o primeiro passo para finalmente acertar. Assim como fazia como craque que foi. Raí tem capacidade. Não sei se todos têm na gestão. O clube é internacional. Quase ser eliminado agora no estadual não condiz com sua grandeza .

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Leco precisa entender que o São Paulo é o fôlego de Cicinho. A raça de Pintado. O desarme de Lugano. O pulso de Josué e Mineiro. E é a tranquilidade de Silas. A seriedade de Ronaldão. A ponte de Zetti quando tudo parecia perdido. O drible de Denílson quando tudo estava começando. O Tricolor é a técnica de Muller, o equilíbrio de Toninho, o comando de Telê. O domínio de Bellini. A coordenação de Portugal Gouvêa. Não é o de 2019.

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O São Paulo que o torcedor quer ver é o que arranca como Kaká. O que pensa como Gérson e Zizinho. O que organiza como Pita. O que exige feito Muricy. Que trabalha como Muricy. Que finaliza como Careca. Que briga como os Chulapas. Que acalma como Autuori.

O São Paulo que querem ver é o que grita títulos. E não o que berra a saída de um presidente que quase não fala.

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Sorriso ausente nos últimos dias precisa vencer as polêmicas de Neymar

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“Preciso escrever alguma coisa”. Essa frase está me perseguindo por dias . É como se alguém já me acordasse dizendo: Guilherme, seu vagabundo, você precisa escrever. E até por isso quero pedir desculpas pelo tempo ausente. É que gostaria de evitar justamente isso: escrever por escrever, sem ter nada para acrescentar. Tivemos a Copa do Mundo feminina, a Copa América, Neymar e tantos outros pratos saborosos para explorar. Mas o assunto de hoje é felicidade . É sobre o único tema que consigo tratar.

Eu tenho me sentido feliz nos últimos dias . E é aquela alegria sem razão ou circunstância, sem obrigação ou devoção, causa ou aparência. Nos últimos dias tenho lembrado de coisas engraçadas que aconteceram comigo, como quando joguei uma bituca de cigarro na bolsa de uma mulher, num bar. Eu ainda fumava. Fui me livrar daquele troço fedorento e, como Michael Jordan, acertei precisamente o zíper aberto . Na mosca.

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Imaginei um incêndio de grandes proporções. De repente a bolsa pegando fogo. E depois a mesa. E o bar. E a rua. E depois o quarteirão. E o Pacaembu, que fica lá por perto, ficaria cheio de chamas e fumaça. Tive sorte e tempo, porém, de evitar uma calamidade. Enfiei a mão na bolsa e tirei a bituca atrevida. A moça riu – não entendendo muito bem o que estava acontecendo, mas riu – e demorou uns 10 minutos para entender como poderia ter alguém tão burro e idiota por perto. Eu, no caso.

O herói , no futebol, é a razão da felicidade de todo torcedor. O jogador que dribla. No jogo, o drible é a definição mais precisa de sorriso. O gol é o ponto chave. O gol separa os campeões dos rebaixados. Os vencedores dos perdedores. O herói é quem decide a partida mais difícil. E nem sempre é o craque do time. O Brasil sempre teve os seus. Pelé e Garrincha; Bebeto e Romário; Sócrates e Zico; Rivaldo e Ronaldo; Ronaldinho e Kaká. Uma infinidade de duplas e trios e quartetos e etc.

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Neymar , hoje, é o maior candidato a herói brasileiro de sua geração. Está longe dos outros. Lesões seguidas, acusações e dificuldade em lidar com a fama estão afastando o camisa dez do próprio potencial. Seu pai não ajuda. Seus empresários não ajudam. E ele, por fim, não se ajuda. Neymar é um craque. E um craque detestado . O brasileiro não gosta do seu melhor jogador.

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Neymar surgiu sorrindo. E não gostavam. Chamavam o então moleque de inconsequente por só sorrir. Driblava e sorria o tempo todo, diante de quem quer que fosse: grandalhões de quase dois metros ou fortões de cento e poucos quilos. Neymar apanhava e sorria. E hoje só tem apanhado. O sorriso do jogador foi substituído pela pose do popstar. O riso sincero deixou de ser marca registrada. Ele precisa entender que não é o dono do mundo.

Ontem me flagrei cantando no carro. Cantando o que tocava no rádio, sem quase nem saber a letra, enquanto os outros motoristas me olhavam de cima pra baixo. É a tradução: estou feliz. Realmente estou me sentindo feliz, inexplicavelmente feliz nesses dias . Se há alguma torcida de minha parte em relação a Neymar, saiba: é pelo sorriso. Ele diz muito mais do que depoimentos policiais, conversas no WhatsApp e entrevistas. A bituca de Neymar ainda não causou incêndio irreversível.

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Sem Fernandinho, Tite escolhe Allan e revela qual será o desafio contra Paraguai

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tite na coletiva de imprensa
Pedro Martins / MoWA Press

Tite falou sobre alterações no elenco e expectativa da seleção brasileira para o jogo contra o Paraguai

Lance

Em 39 jogos pela Seleção Brasileira, Tite sofreu apenas duas derrotas. Em ambas, contra Bélgica (Copa do Mundo) e Argentina (amistoso), Casemiro não estava presente, assim como ocorrerá nesta quinta-feira (27), para o jogos das quartas de final da Copa América, diante do Paraguai, às 21h30, na Arena do Grêmio. E o técnico definiu a ausência do volante como o “grande desafio”.

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Para mudar essa estatística, a seleção brasileira  terá Allan na vaga do jogador do Real Madrid, suspenso. Houve a confirmação do time titular em entrevista coletiva concedida nesta quarta (26) à noite, na Arena do Grêmio.

“Fernandinho está fora do jogo. Quem joga é o Allan. Se nós vencermos, se nós nos classificarmos, possivelmente ele vai estar pronto para o jogo. O Fernando ia jogar em suas condições normais. Não estava nas suas condições”, disse. Tite ainda comentou que revelou à imprensa sobre a titularidade de Allan para dar mais confiança ao atleta do Napoli.

Sobre o adversário da próxima noite, o comandante deixou o seu alerta. “Jogo decisivo, margem de acerto tem que ser alta. Características mentais têm que estar fortes, porque são jogos decisivos. Nível de concentração altíssimo. Preparar para diferentes situações. Evolução da equipe, saber absorver. Há muitos componentes”.

Ao lado de Arthur e do auxiliar Cleber Xavier, Tite cravou também que Everton, Roberto Firmino e Gabriel Jesus irão compor o ataque para um jogo no qual, de acordo com o comandante, espera receber carinho dos gremistas presentes.

“Gostaria de ter o carinho (da torcida) que eu tive quando treinei o Grêmio. Ficaria muito orgulhoso”.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Tite:

DISPUTA POR PÊNALTIS

“Nunca vou estar tranquilo em cobrança de pênalti. É injusto a penalidade máxima. Personaliza sucesso ou fracasso. Marco Antônio perdeu na final do Campeonato Brasileiro, ficou dois ou três dias fechado em casa. Não queria encontrar com ninguém”.

RISCOS CONTRA O PERU

“A gente sabe de todos os riscos que corremos contra o Peru. E mostrei os riscos que corremos. Teve, sim, grande atuação. Mas nunca é 100% dominante. Estava 0 a 0 o jogo, e teve uma falta no lado. Se Marquinhos e Thiago Silva não fazem a função, era uma jogada de gol. Nós sabíamos o perigo que corríamos”. 

OPINIÃO SOBRE COUTINHO

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“Quando vocês (da imprensa) comentaram sobre o Coutinho, e colocaram que ele tem que armar, eu falei que é uma equipe que tem que armar. Só ele? Tem mais. Vamos dividir um pouco as tarefas, diluir as funções. Fizemos uma atuação muito boa, com criação sendo diluída para uma série de jogadores. Ele é mais quieto, se é introvertido, mas quando a bola rola, é outra linguagem. Não é de falar, é do gestual”, finalizou o técnico da seleção brasileira .

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