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Saúde

Médicos serão obrigados a refazer a prova do Revalida após “irregularidade”

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Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil
Arquivo/Agência Brasil

Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que 46 participantes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2017 terão de refazer a prova no próximo dia 10 de março, em Brasília.

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Segundo o Inep, a prova será reaplicada porque foi constada uma irregularidade “de natureza ainda não esclarecida, que inviabilizou a gravação da avaliação, das estações 1 e 6, em uma sala” do teste no Hospital Universitário de Brasília. Os médicos que farão o Revalida novamente representam 4% dos 947 que prestaram o exame em novembro do ano passado.

O Inep informou que, no último dia 8 de fevereiro, foi avisado do problema e acionou a Polícia Federal “para apuração dos fatos, que pode indicar imperícia, imprudência, negligência ou dolo nos procedimentos adotados”. A prova de Habilidades Clínicas foi aplicada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos ( Cebraspe ).

Conforme o Inep, os custos de toda a reaplicação, incluindo deslocamento, hospedagem e alimentação dos 46 participantes serão integralmente cobertos pelo Cebraspe, sem ônus para o instituto. O Inep vai notificar os participantes afetados.

Na prova de Habilidades Clínicas, o médico percorre dez estações para resolução de tarefas sobre investigação de história clínica, interpretação de exames complementares, formulação de hipóteses diagnósticas, demonstração de procedimentos médicos e aconselhamento a pacientes ou familiares.

Para o Inep, o problema na aplicação da prova prejudica o desempenho dos 46 participantes, “uma vez que o edital do Revalida 2017 prevê que, em cada estação, todos seriam submetidos a uma avaliação presencial e a outra com base nas filmagens produzidas”.

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Além disso, a apresentação de recursos contra o resultado preliminar fica prejudicada, “tendo em vista que os participantes que fizeram as provas nos citados módulos não terão as suas filmagens disponíveis para fundamentar” a contestação.

O exame sustenta o processo de revalidação dos diplomas de médicos formados no exterior, feito por algumas universidades públicas. O Revalida destina-se a brasileiros e estrangeiros que querem exercer a profissão no Brasil.

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Saúde

CFM revoga resolução que permitia telemedicina

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Resolução de telemedicina permitiria que médicos brasileiros realizassem consultas e cirurgias à distância
Divulgação/The University of Arizona

Resolução de telemedicina permitiria que médicos brasileiros realizassem consultas e cirurgias à distância

Nesta sexta-feira (22), o Conselho Federal de Medicina (CFM) revogou a resolução que regulamenta a prática de telemedicina. Em comunicado, o conselho informou que a decisão foi tomada por causa da manifestação de médicos e entidades que representam a classe.

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Diversos conselhos regionais haviam se manifestado contrariamente à telemedicina por a considerarem um risco para a relação médico-paciente e para a qualidade do atendimento. Os conselhos também acreditam que o texto que regulamenta a medida pouco claro. Entidades apontaram ainda a falta de debate público anterior a normatização.

A regra foi inicialmente anunciada no início de fevereiro e permitiria que pacientes em regiões mais afastadas do Brasil tivessem a primeira consulta médica à distância, desde que acompanhados de um outro profissional de saúde, como auxiliar de enfermagem. No caso de moradores de centros urbanos, a  nova norma determinava que as consultas à distância poderiam ser feitas apenas em retornos e sempre intercaladas com outras consultas presenciais.

Após muitas críticas, o CFM abriu um canal para o encaminhamento de sugestões, mas a ideia inicial era manter o cronograma, com pequenos ajustes, e não revogar a resolução. O Conselho informou que, até o momento, recebeu 1.444 propostas encaminhadas por médicos solicitando alterações nos termos na resolução. Entidades também solicitaram mais tempo para analisar o documento e fazer sugestões.

Frente ao alto número de sugestões, o CFM decidiu então revogar a norma. Além de consultas, a regra permitia ainda que triagem, cirurgias e exames fossem feitos à distância.

“Pela necessidade de tempo para concluir as etapas de recebimento, compilação, estudo, organização, apresentação e deliberação sobre todo o material já recebido e que ainda será recebido, possibilitando uma análise criteriosa de cada uma dessas contribuições, com o objetivo de entregar aos médicos e à sociedade em geral um instrumento que seja eficaz em sua função de normatizar a atuação do médico e a oferta de serviços médicos à distância mediados pela tecnologia”, diz comunicado publicado no site do Conselho.

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O órgão informou que vai oficializar a revogação da telemedicina em sessão plenária extraordinária na próxima terça-feira, 26.

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Adeus, roxinha! Ministério da Saúde lança novo design de embalagem da camisinha

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Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira novo design da embalagem das camisinhas distribuídas gratuitamente
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Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira novo design da embalagem das camisinhas distribuídas gratuitamente

A embalagem roxa e amarela das camisinhas masculina s distribuídas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é coisa do passado. Agora, o novo design do preservativo traz o recado “Se liga. Use”, com cores vibrantes e o desenho que lembra o botão de ligar dos aparelhos eletrônicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição começa em todo o Brasil durante a folia de Carnaval deste ano. O design da embalagem das camisinhas foi criado pela estudante de Design de Interiores do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Ana Carolina Lima.

A estudante venceu um  concurso realizado pelo Ministério da Saúde e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ideia elaborada por ela concorreu com outras 212. Ana Carolina afirmou ficar contente com o resultado alcançado. “Fico feliz que minha ideia tenha gerado o resultado que os jurados almejavam e espero que tenha um impacto positivo na importância que as pessoas dão à proteção”.


Novo design da embalagem das camisinhas foi criado pela estudante de Design Ana Carolina Lima
Divulgação

Novo design da embalagem das camisinhas foi criado pela estudante de Design Ana Carolina Lima

O concurso foi lançado em julho de 2017 e, segundo o edital, o vencedor terá como prêmio um pacote de viagem de três dias com um acompanhante para um dos sítios do patrimônio Histórico Cultural da Unesco no Brasil. A embalagem dos preservativos  foi trocada pela última vez há mais de dez anos.

Incentivar o uso de preservativos, principalmente entre os jovens, tem sido foco de campanhas de prevenção do governo. Dados do ministério apontam que a faixa etária entre 15 e 24 anos é a que menos usa camisinha.

Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indica queda no uso regular do preservativo nessa faixa etária, tanto com parceiros eventuais, cujo uso caiu de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013, como com parceiros fixos, que registraram queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

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O não uso das camisinhas tem consequências. De acordo com o Ministério da Saúde, o levantamento mais recente mostra o aumento dos casos de Aids em jovens de 15 a 24 anos. Entre 2006 e 2015, a taxa entre aqueles com 15 e 19 anos mais que triplicou, passando de 2,4 para 6,9 casos a cada 100 mil habitantes. Entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa dobrou, indo de 15,9 para 33,1 casos a cada 100 mil habitantes.

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