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Ciclismo

A hora certa para trocar a corrente

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Há muito se discute esse assunto em lojas, oficinas ou nos bate-papos nas trilhas e estradas e eu gostaria de compartilhar algumas informações sobre a hora certa para trocar a corrente.

Conheço uma “lenda ciclística” que consiste na troca da corrente a cada intervalo de mil quilômetros. Então, vamos ver se essa teoria faz algum sentido?

Dois indivíduos utilizam suas bicicletas por mil quilômetros, ambos têm a mesma massa corporal, peso e bicicletas idênticas.

No entanto, um utiliza a bicicleta em região montanhosa e não realiza limpeza e lubrificação periodicamente. O outro vive na orla e só realiza percursos planos e, no entanto, realiza manutenção na transmissão da bicicleta com frequência e mantem a corrente sempre lubrificada.

Com esses dois exemplos é possível avaliar o desgaste da corrente? Creio que não! 

Pois vamos a alguns dos fatores de influência no desgaste de uma corrente:

• Lubrificação
• Peso corporal do usuário
• Relevo do terreno 
• Limpeza e manutenção dos componentes
• Estilo da pedalada (passista ou socador)
• Volume de quilometragem

Esses são alguns dos pontos que influenciam diretamente no desgaste não só da corrente, mas da bicicleta como um todo. Porém, a corrente é um item de suma importância já que é responsável por transmitir a força aplicada nos pedais até a roda traseira gerando movimento.

Isso gera tremendo estresse na corrente e por isso demanda cuidados especiais como a checagem periódica do desgaste, limpeza e lubrificação.

Como medir

Alguns fabricantes de correntes e a maioria dos fabricantes de ferramentas para bicicletas desenvolvem equipamentos específicos para identificar o nível de desgaste das correntes.

As formas de medição são diversas e variam de caso a caso dependendo do fabricante da ferramenta. Minha sugestão é sempre seguir a recomendação do fabricante da corrente para a escolha da ferramenta.

No caso da ferramenta da foto: ao encaixar o primeiro pino na corrente deve se aplicar leve pressão sobre a segunda parte e o pino não pode entrar na corrente; caso isso ocorra, significa que a corrente deverá ser trocada.

É importante ressaltar que conforme a corrente se desgasta ela desenvolve maior folga lateral e se estira com isso o ajuste do câmbio se torna mais difícil.

Isso porque quanto maior essa folga, maior a flexibilidade lateral da corrente e quando o câmbio é acionado se movendo lateralmente, a flexão da corrente permite que ela se mantenha no mesmo pinhão. Isso causa falta de precisão e ruídos na corrente.

Não é raro ouvir que exista falta de precisão nas mudanças e com a simples substituição da corrente há uma melhora considerável na velocidade e precisão das trocas.

Outro ponto muito importante é verificar o desgaste das coroas. Para isso também existem ferramentas, porém, raramente são encontradas e a precisão dessa ferramenta é contestável, portanto, não irei me aprofundar. Por isso, minha sugestão é sempre procurar um especialista para avaliar o estado do equipamento e, dessa forma, evitar gastos desnecessários.

Quando algum dos outros componentes da transmissão está excessivamente gasto, ele também não irá combinar com os demais, causando situações perigosas, como quando se aplica maior força nos pedais e a corrente pula nas coroas ou cassete, podendo provocar acidentes.

As correntes gastas podem se romper causando, além do risco de acidentes, uma grande dificuldade para finalizar o trajeto desejado.

Compatibilidade

Outro ponto importante é que cada fabricante constrói uma corrente específica para seu grupo de peças. Claro que a maioria dos fabricantes de corrente afirma que suas peças são compatíveis com as mais diversas marcas de componentes, porém, para assegurar um bom desempenho, a orientação destes fabricantes é combinar correntes originais a seus respectivos conjuntos de transmissão.

Lembre-se também de que independentemente de um fabricante terceirizar a fabricação das suas correntes, isso não significa que outra corrente feita na mesma fábrica, mas com outro desenho, irá funcionar adequadamente. Ao substituir a corrente, procure respeitar a orientação do fabricante e de preferência procure um especialista, assim poderá evitar danos ou combinações incorretas.

Diferentes fabricantes utilizam formas distintas para o fechamento da corrente, utilize sempre a maneira indicada pelo fabricante.

Alguns utilizam pinos conectores tipo ampola (pinos com dois estágios descartáveis) ou junções rápidas conhecidas como emendas. Nunca misture as formas de fechamento, lembre-se de que a conexão de uma corrente é um ponto crucial e não permite adaptações ou emendas mal feitas.

Lubrificação

Os tipos de óleo mais populares que temos no mercado são o seco e o úmido. Use o úmido para períodos chuvosos ou trilhas com passagem por rios ou poças de lama.

Já o óleo seco é para uso em períodos de estiagem, quando há muita poeira no trajeto, mas não “encharque” a corrente com óleo, pois o excesso irá atrair sujeira e formar uma espécie de pasta formada por óleo velho com fragmentos de metal e sujeira que é altamente abrasiva e irá ajudar a desgastar todo o conjunto. Limpe bem as polias do câmbio e transmissão para evitar o acúmulo dessa pasta.

Por fim, mantenha a manutenção da sua bike sempre em dia para que possa desfrutar melhor de seu equipamento.

Fonte: Revista Bicicleta

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Ciclismo

Projeto torna obrigatório o suporte para bicicletas nos ônibus de todo o país

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Medida já existe em capitais como Curitiba e São Paulo. Foto: Divulgação.

Um projeto de lei que está tramitando na Câmara dos Deputados torna obrigatório o suporte para bicicletas nos ônibus de todo o país. O texto prevê uma alteração no Código de Trânsito Brasileiro.

O Projeto de Lei 2783/19, se aprovado, tornará obrigatória a instalação de um suporte apropriado para bicicletas nos veículos do transporte coletivo. O texto insere Código de Trânsito Brasileiro no essa exigência e encarrega o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) de disciplinar a medida.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O autor do projeto, deputado Juninho do Pneu, disse, por meio de nota, que o objetivo é reduzir a quantidade de veículos em circulação nas cidades, já que os passageiros poderão fazer parte do percurso em bicicletas.

“É necessário integrar o uso das bicicletas com o sistema de ônibus, construindo uma malha de transportes diversificados e conectados. A utilização da bicicleta como meio de transporte para os descolamentos diários virou rotina nos meios urbanos das grandes e pequenas cidades. Contudo, infelizmente, é precária a acessibilidade desse meio de transporte”, disse o parlamentar.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Segurança sempre!

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O capacete é uma extensão do ciclista, e sem ele o menor percurso se torna um risco desnecessário, já que sua ausência deixa uma das partes mais vitais do corpo exposta. Usando o capacete, os riscos são menores, já que ele protege o impacto final da cabeça contra o que esteja pela frente, como um galho de árvore, o asfalto, ou o meio-fio. O ciclista Fernando Mayer, que mora em São Carlos, sabe bem da importância de usar o capacete. Ele pedala há 30 anos. Viajando com um grupo de pedal para Analândia, recentemente, sofreu seu primeiro acidente e se machucou gravemente. Por sorte, o acidente não foi fatal porque estava usando capacete, o que salvou sua vida.

© Fernando Mayer / Arquivo Pessoal

O capacete, assim, é imprescindível. Procure sempre pelo melhor, avalie o ISO de qualidade e verifique o tamanho ideal (o capacete ideal não pode ficar apertado e muito menos folgado). Há hoje no mercado uma infinidade de boas marcas. Caso você seja um iniciante ao ciclismo, procure se orientar e não saia para o pedal sem capacete. Pedale de forma consciente e deixe sua bike de forma visível e adequada para seu perfil. Use o capacete, seja para o passeio ou para o trabalho, já que existem outras situações que podem resultar em tombos e colisões. Use capacete com cores claras, ou com detalhes refletivos que o deixam ainda mais visível no trajeto. Já que o mercado oferece diversos tipos de modelos e marcas, nada é desculpa para não usar.

Nosso amigo Fernando está se recuperando aos poucos do acidente. Pedalar é assim, cair e levantar! Mas nada se compara ao prazer de pedalar, um remédio para o estresse, para a alma. Ser saudável não é um capricho e nem é moda, é qualidade de vida.

© Fernando Mayer / Arquivo Pessoal

O capacete é uma extensão do ciclista, e sem ele o menor percurso se torna um risco desnecessário, já que sua ausência deixa uma das partes mais vitais do corpo exposta. Usando o capacete, os riscos são menores, já que ele protege o impacto final da cabeça contra o que esteja pela frente, como um galho de árvore, o asfalto, ou o meio-fio. O ciclista Fernando Mayer, que mora em São Carlos, sabe bem da importância de usar o capacete. Ele pedala há 30 anos. Viajando com um grupo de pedal para Analândia, recentemente, sofreu seu primeiro acidente e se machucou gravemente. Por sorte, o acidente não foi fatal porque estava usando capacete, o que salvou sua vida.

© Fernando Mayer / Arquivo Pessoal

O capacete, assim, é imprescindível. Procure sempre pelo melhor, avalie o ISO de qualidade e verifique o tamanho ideal (o capacete ideal não pode ficar apertado e muito menos folgado). Há hoje no mercado uma infinidade de boas marcas. Caso você seja um iniciante ao ciclismo, procure se orientar e não saia para o pedal sem capacete. Pedale de forma consciente e deixe sua bike de forma visível e adequada para seu perfil. Use o capacete, seja para o passeio ou para o trabalho, já que existem outras situações que podem resultar em tombos e colisões. Use capacete com cores claras, ou com detalhes refletivos que o deixam ainda mais visível no trajeto. Já que o mercado oferece diversos tipos de modelos e marcas, nada é desculpa para não usar.

Nosso amigo Fernando está se recuperando aos poucos do acidente. Pedalar é assim, cair e levantar! Mas nada se compara ao prazer de pedalar, um remédio para o estresse, para a alma. Ser saudável não é um capricho e nem é moda, é qualidade de vida.

Por Anadir Nogueira

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