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Esporte e Saúde

Gel, jujuba, bebidas esportivas: o papel dos repositores de carboidrato

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Por Cristiane Perroni, Rio de Janeiro

Os carboidratos são nutrientes básicos para fornecimento de energia para atividades do dia a dia e para a prática esportiva. São combustíveis cerebrais, previnem e retardam a fadiga, atuam na manutenção do sistema imunológico, mantêm a glicemia e as reservas de glicogênio muscular e hepático, mantêm o atleta por mais tempo praticando exercício, e poupa a utilização de proteínas como fonte energética.

Os suplementos de carboidratos, os repositores, podem estar na forma de gel, barras, jujubas, pó e bebidas, sendo utilizados principalmente por praticantes de atividades de endurance (atividades de 1 a 4 horas de duração como: natação, ciclismo, corrida, trekking) ou em atividades acima de 1 hora.

Vencedor da Maratona de Berlim, nesse domingo, Kipchoge usa isotônico para reposição em Londres 2016 (Foto: Infoesporte)

Vencedor da Maratona de Berlim, nesse domingo, Kipchoge usa isotônico para reposição em Londres 2016 (Foto: Infoesporte)

Diferentes tipos de carboidratos presentes nos géis, jujubas e bebidas:

Dextrose, ou simplesmente glicose: é um monossacarídeo, um carboidrato simples. É rapidamente absorvido, possui alto índice glicêmico com alto estímulo à insulina.

Maltodextrina: é um oligossacarídeo, carboidrato complexo, associação de Maltose e Dextrina. Possui de 5 a 10 moléculas de glicose que precisam ser digeridas por enzimas digestivas para serem absorvida no intestino, portanto possui absorção mais lenta do que a dextrose, mas tem alto índice glicêmico.

Waxy Maize: extraído do milho ceroso. É a principal forma de armazenamento de carboidratos nos vegetais, possuindo 70% de amilopectina e 30% de amilose. Absorção mais lenta do que a dextrose e maltodextrina.

Frutose: é um açúcar simples, um monossacarídeo, produto final da digestão da sacarose (glicose + frutose) e deve ser convertida à glicose para ser utilizada como fonte energética. Possui baixo índice glicêmico.

 

Palatinose: é um dissacarídeo isômero da sacarose, obtido do açúcar da beterraba através de um rearranjo enzimático entre ligações de moléculas de glicose e frutose. Por ser digerida e absorvida mais lentamente e ter baixo índice glicêmico não apresenta picos glicêmicos e possui menor estímulo insulínico.

Há diferentes tipos de repositores de carboidratos, os géis são os mais utilizados (Foto: iStock Getty Images)

Há diferentes tipos de repositores de carboidratos, os géis são os mais utilizados (Foto: iStock Getty Images)

Exemplo de equivalentes de repositores de carboidratos = 20g a 25g

GEL EXCEEED 30g -1 embalagem 30g
GEL GU 30g – 1 embalagem 30g
WAFER DE CARBOIDRATOS – 1 embalagem 30g
GATORADE/POWERADE – 1 embalagem 500ml
JUJUBA HONEY STINGER – ½ pacote = 5 unid – ½ embalagem ou 5 unidades

Como pode ser utilizado: pré-treino, intra-treino ou pós-treino?

Pré treino: os suplementos repositores de carboidratos (gel e jujuba ou gatorade) não são usualmente indicados antes de treinos. Entretanto, em situações especiais em que o atleta não consegue ou não se sente bem para se alimentar antes de iniciar um treino ou quando realiza, por exemplo, café da manhã muito cedo (antes da largada de uma competição/ treino) pode ser indicado por uma rápida absorção.

Durante o treino: maior forma de utilização. Os estoques de carboidratos são limitados, sendo o glicogênio muscular a principal fonte de carboidratos no organismo (300 a 400g), seguido pelo glicogênio hepático (75 a 100g) e pela glicose sanguínea (25g). As reservas são depletadas entre 60 a 90 minutos dependendo da intensidade do exercício, portanto a reposição de carboidratos faz-se necessária para manter o desempenho e o atleta por mais tempo praticando a atividade.

Produtos contendo diferentes combinações de carboidratos (“blends”) maximizam a absorção por utilizarem diferentes transportadores para absorção intestinal, resultando em taxas de oxidação de 20 a 50% mais elevadas. O esvaziamento gástrico e a absorção podem ser acelerados com a combinação dos diversos tipos de carboidratos. A percepção ao esforço também é diminuída com a combinação.

Bebidas esportivas e géis de carboidratos são formulados, por exemplo, com uma mistura de carboidratos maltodextrina, glicose e frutose, que possuem diferentes transportadores para serem absorvidos, favorecendo a utilização pelo músculo.

OBS: géis de carboidratos devem ser utilizados com água para melhor esvaziamento gástrico e absorção.

Recomendações de reposição de carboidratos em atividades de endurance (JEUKENDRUP, 2011; ACSM, 2016; BURKE, 2015):

Reposição de carboidrato

Duração do exercício Quantidade de carboidrato Tipo de carboidrato recomendado
30 – 75 minutos Pequena quantidade ou enxague bucal (técnica do bochecho) Um tipo de carboidrato – combinações de carboidratos e múltiplos transportadores
1 – 2 horas 30g/hora Simples ou múltiplos transportadores de carboidratos
2 – 3 horas 60g/hora Simples ou múltiplos transportadores de carboidratos
+ 2,5 horas 90g/hora Somente múltiplos transportadores de carboidratos

Pós-treino: após o treino o objetivo é repor os estoques de glicogênio muscular e hepático (reposição através da ingestão de carboidratos como frutas, sucos de frutas, água de coco e bebidas esportivas) e associado a proteínas (ex: proteína do soro do leite – whey protein, proteínas vegetais – soja, ervilha e arroz, proteína da carne) acelerar a recuperação muscular. Para rápida recuperação muscular utiliza-se alimentos fontes de carboidratos ou suplemento de carboidratos associados a proteínas na proporção de 3g de carboidratos para 1g de proteínas.

 

Por exemplo: shake contendo dextrose ou maltodextrina associada a whey protein ou barras energéticas (carboidratos + proteínas).

Fonte: Eu Atleta

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Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte
shutterstock

Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária . As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?


Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano
Shutterstock/Divulgação

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Pela primeira vez no ano, caso de botulismo é confirmado no Distrito Federal

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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo
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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta segunda-feira (6) o primeiro caso de botulismo neste ano. Desde janeiro, duas suspeitas estavam sendo investigadas, porém foram descartadas. As situações não foram divulgadas por não apresentarem risco de surto nem de epidemia.

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A pasta não revelou mais detalhes sobre o caso confirmado de botulismo – apenas esclareceu que a família do paciente foi orientada pela Vigilância Epidemiológica e que a Vigilância Sanitária, por sua vez, realizou fiscalização adequada nos locais onde o paciente se alimentou.

O caso foi registrado em abril, mas não se sabe ao certo quando aconteceu a contaminação. Segundo a Secretaria de Saúde, esse é o primeiro caso confirmado entre 2017 e 2018.

O que é botulismo?


Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde
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Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde

Causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum – a mesma utilizada em tratamentos estéticos, como a aplicação de botox -, apesar de ser uma doença neuroparalítica grave, não é contagiosa.

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No entanto, no caso do botox, não há risco de contaminação porque a aplicação da toxina é local e a quantidade concentrada de micro-organismos é menor.

A condição pode ser contraído por meio de alimentos mal conservados ou mal lavados ou por ferimentos abertos que entrem em contato com a bactéria ou a toxina . Todas as formas da doença se caracterizam por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais.

Os sintomas podem variar entre cada indivíduo e, na maioria dos casos, se manifestam por meio da paralisação de músculos. Em alguns casos, quando a toxina entra em contato com músculos vitais, como o diafragma, por exemplo, há uma paralisia que pode levar a pessoa à morte.

A melhor prevenção, de acordo com o Ministério da Saúde, está nos cuidados com o consumo, a distribuição e a comercialização de alimentos.

As orientações incluem evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alterações no cheiro e no aspecto.

Além disso, produtos industrializados e conservas caseiras que não ofereçam segurança devem ser fervidos ou cozidos por 15 minutos, antes de serem consumidos. Alimentos também não devem ser conservados a uma temperatura acima de 15ºC.

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Ainda segundo a secretaria, o êxito do tratamento do botulismo depende do diagnóstico precoce da doença e das condições do local onde será realizado. Quanto antes a pessoa contaminada for levada a uma unidade de terapia intensiva (UTI), maiores as chances de recuperação.

*Com informações da Agência Brasil

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