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Fisgada? Saiba tratar lesão no adutor da coxa, comum em corrida e futebol

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Sentir uma dor no músculo adutor significa que você sofreu uma lesão aguda nos músculos da virilha na parte interna da coxa. Embora vários músculos diferentes possam ser feridos, os mais comuns são o adutor longo, curto, magno e o grácil.

Estiramentos nessa região refletem na unidade músculo-tendão, devido à contração vigorosa, muitas vezes durante uma carga excêntrica. Esse termo refere-se a uma contração muscular enquanto o músculo está alongando, versus concêntrico, em que o músculo encurta durante a contração. A maior parte do levantamento de peso envolve contração concêntrica.

Dor na coxa euatleta (Foto: Istock Getty Images)Dor no músculo adutor da coxa pode atingir quem pratica a corrida, lutas ou joga futebol (Foto: Istock Getty Images)

As lesões podem ocorrer na origem muscular ou inserção, na junção músculo-tendão, ou dentro do corpo do músculo da região. Geralmente, ocorrem nesta junção. De forma pouco comum, a lesão do tendão ocorre no local de sua ligação com osso. Estiramentos podem ser graduados de um a três, com base na sua gravidade.

Grau 1 – envolve uma lesão leve com algum sangramento, mas sem interrupção significativa da fibra.
Grau 2 – envolve lesão das fibras, mas a integridade geral da unidade é preservada.
Grau 3 – envolve interrupção total das fibras levando a uma perda de integridade do tendão. A maioria das linhagens de músculo adutor são de grau 1 ou 2.

CAUSAS

As lesões ocorrem durante a contração muscular aguda, como quando chutamos, corremos ou patinamos. Fatores que podem predispor um paciente à lesão e os riscos aumentam com:

– Esportes envolvendo aceleração, como corrida, futebol e tênis.
– Esportes com movimentos repetidos, como artes marciais e ginástica.
– Falha no aquecimento, alongar incorretamente ou fadiga por uso excessivo.
– Despreparo físico, musculatura adutora despreparada.

Quais são os sinais e sintomas? Súbito início de dor, às vezes acompanhado pela sensação de um estalo na parte interna da coxa. Incapacidade de continuar a atividade após o início inicial da dor.

COMO É DIAGNOSTICADO?

lesão na virilha euatleta (Foto: Getty Images)Sentiu a parte interna da coxa jogando bola? Melhor parar e ir ao médico para avaliar (Foto: Getty Images)

História e exame físico são geralmente suficientes para estabelecer o diagnóstico. Os achados físicos incluem sensibilidade à palpação (toque), hematomas na parte interna da coxa e, às vezes, inchaço e calor sobre o local da lesão. Se for um caso mais grave, pode haver um defeito palpável sobre o local da ruptura, embora isso seja incomum.

O teste de amplitude de movimento do quadril geralmente é normal, mas a dor é reproduzida quando o paciente é solicitado a contrair os músculos. Neste caso, pedir ao paciente para trazer sua perna para a linha média (adução da perna) reproduz a dor e é geralmente acompanhada de fraqueza.

Os raios X são quase sempre negativos, mas são apropriados nos casos em que há suspeita no local de inserção óssea ou em atletas/pacientes esqueleticamente imaturos. Em crianças, locais de fixação de unidades de músculo/tendão são vulneráveis ​​à fratura e são mais fracos do que os músculos/tendões.

A RM é indicada em atletas profissionais de elite, nos quais um conhecimento preciso da localização e extensão da lesão pode ajudar na estimativa do retorno à atividade ou, em casos raros, ajudam a identificar quaisquer casos que possam exigir tratamento cirúrgico.

COMO É TRATADO

A maioria das lesões musculares adutoras respondem ao tratamento conservador. O tratamento inicial inclui modificação da atividade, que pode incluir, temporariamente, muletas. O gelo e a medicação anti-inflamatória são apropriados para as lesões musculares agudas. À medida que os sintomas melhoram, exercícios suaves de alongamento e fortalecimento são apropriados. Seu médico especialista em esporte pode recomendar um programa de fisioterapia para ajudar com estes exercícios.

A cirurgia para essas lesões raramente é necessária. As lesões por avulsão, em que o tendão é puxado para longe com a sua fixação óssea, podem exigir reinserção cirúrgica. Alguns casos de ruptura completa do tendão do músculo adutor podem exigir cirurgia. O reparo envolve uma incisão aberta sobre o local da lesão e o reatamento da origem do tendão, ou reparo de sutura de tecido. A cirurgia também é necessária em pacientes com dor crônica, cujos sintomas não respondem ao tratamento conservador.

QUANDO RETORNAR

O tempo fora da atividade varia muito com a extensão da lesão. A maioria começa a melhorar dentro de 10 a 14 dias e continuam a melhorar ao longo de muitos meses. Uma lesão severa pode exigir muletas por várias semanas e levar um período de recuperação mais longo. Alguns pacientes continuarão a lutar com sintomas crônicos leves de dor por mais de seis meses.

COMO PREVENIR?

A maioria (mas não todas) das lesões dos adutores podem ser evitadas através de aquecimento adequado e alongamento antes da atividade. Fortalecimento é fundamental. Se ocorrerem lesões, evite o retorno prematuro às atividades. Treine o gesto esportivo antes para ter certeza que está recuperado!

Bons treinos!

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com.

EuAtleta Ana Paula Simoes Ortopedia Especialista (Foto: EuAtleta)

ANA PAULA SIMÕES Mestre em ortopedia e traumatologia pela Santa Casa de São Paulo. Especialista e delegada regional do Comitê de Traumatologia esportiva, médica assistente do grupo de traumatologia da Santa Casa de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Futebol Feminino e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva. www.anapaulasimoes.com.br

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Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte
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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária . As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?


Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano
Shutterstock/Divulgação

Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Pela primeira vez no ano, caso de botulismo é confirmado no Distrito Federal

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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo
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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta segunda-feira (6) o primeiro caso de botulismo neste ano. Desde janeiro, duas suspeitas estavam sendo investigadas, porém foram descartadas. As situações não foram divulgadas por não apresentarem risco de surto nem de epidemia.

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A pasta não revelou mais detalhes sobre o caso confirmado de botulismo – apenas esclareceu que a família do paciente foi orientada pela Vigilância Epidemiológica e que a Vigilância Sanitária, por sua vez, realizou fiscalização adequada nos locais onde o paciente se alimentou.

O caso foi registrado em abril, mas não se sabe ao certo quando aconteceu a contaminação. Segundo a Secretaria de Saúde, esse é o primeiro caso confirmado entre 2017 e 2018.

O que é botulismo?


Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde
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Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde

Causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum – a mesma utilizada em tratamentos estéticos, como a aplicação de botox -, apesar de ser uma doença neuroparalítica grave, não é contagiosa.

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No entanto, no caso do botox, não há risco de contaminação porque a aplicação da toxina é local e a quantidade concentrada de micro-organismos é menor.

A condição pode ser contraído por meio de alimentos mal conservados ou mal lavados ou por ferimentos abertos que entrem em contato com a bactéria ou a toxina . Todas as formas da doença se caracterizam por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais.

Os sintomas podem variar entre cada indivíduo e, na maioria dos casos, se manifestam por meio da paralisação de músculos. Em alguns casos, quando a toxina entra em contato com músculos vitais, como o diafragma, por exemplo, há uma paralisia que pode levar a pessoa à morte.

A melhor prevenção, de acordo com o Ministério da Saúde, está nos cuidados com o consumo, a distribuição e a comercialização de alimentos.

As orientações incluem evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alterações no cheiro e no aspecto.

Além disso, produtos industrializados e conservas caseiras que não ofereçam segurança devem ser fervidos ou cozidos por 15 minutos, antes de serem consumidos. Alimentos também não devem ser conservados a uma temperatura acima de 15ºC.

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Ainda segundo a secretaria, o êxito do tratamento do botulismo depende do diagnóstico precoce da doença e das condições do local onde será realizado. Quanto antes a pessoa contaminada for levada a uma unidade de terapia intensiva (UTI), maiores as chances de recuperação.

*Com informações da Agência Brasil

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