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Esportes

Estatuto do Torcedor passa a punir torcedores violentos com mais rigor

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O Diário Oficial da União publicou nesta terça (26) uma lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que modifica o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003) tornando mais rígidas as punições a torcedores violentos.

Segundo a nova legislação, “a torcida organizada que, em evento esportivo, promover tumulto, praticar ou incitar a violência ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas será impedida, assim como seus associados ou membros, de comparecer a eventos esportivos pelo prazo de até 5 anos”. Antes a punição tinha a duração de 3 anos.

Além disso, a lei estabelece que a punição será voltada àqueles que cometerem atos violentos mesmo em locais e ocasiões diferentes aos relacionados à uma competição esportiva específica.

Desta forma estarão sujeitos a esta penalização torcedores que invadirem locais de treino, que participarem de confrontos com outras torcidas e que realizarem atos ilícitos contra esportistas, competidores, árbitros, organizadores de eventos esportivos e jornalistas.

Mudança positiva

Segundo o sociólogo e pesquisador na área de futebol e violência Maurício Murad, as mudanças são positivas: “Acho positivo o aumento da pena porque é um endurecimento da aplicação da lei, e também considero positivo ampliar a extensão dela, para além do outro torcedor adversário, pois o torcedor violento não se limita a agredir o adversário, mas agride o árbitro, o jogador, o profissional de imprensa. Então é necessário que a lei se atualize, e a ampliação é uma atualização da mesma pelo que acontece nos estádios e fora deles”.

Murad afirma que, em 32 rodadas do Campeonato Brasileiro, foram contabilizados 151 eventos violentos dentro e fora dos estádios: “Isto é muito, uma média de 5 por rodada”.

Aplicação da lei

Para o pesquisador, o maior desafio é a aplicação da lei. “As mudanças na legislação devem ser aplicadas na prática. As punições devem ser aplicadas até as últimas consequências nos termos da lei, pois, de outra forma, a melhoria, que é boa, cai no vazio, fica a letra morta”, conclui.

Edição: Verônica Dalcanal
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NBA indica que pode retomar jogos no dia 31 de julho

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A principal liga de basquete masculino do mundo deve recomeçar em 31 de julho, com previsão de término até 12 de outubro. A estimativa é do Conselho de Administração da NBA, que, nesta quinta-feira (4), aprovou um formato para conclusão da temporada 2019-2020 reunindo 22 das 30 equipes que iniciaram a competição. 

O torneio está suspenso desde 11 de março devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Na ocasião, a liga registrou o primeiro caso positivo da doença: o pivô Rudy Gobert, do Utah Jazz.

Seguem na briga pelo título os 16 times que figuram na zona de classificação para os playoffs (mata-mata), sendo oito por conferência (leste e oeste), e seis equipes que ainda tinham chance de classificação. Cada equipe disputará oito partidas, definidas com base nos jogos que ainda restavam na temporada pré-pandemia. As sete franquias mais bem colocadas em cada grupo – 14 ao todo, portanto – avançam de fase. As outras duas vagas serão definidas de maneiras distintas:

– o dono da oitava melhor campanha de uma conferência se classifica automaticamente se estiver mais de quatro vitórias à frente do nono colocado.

– se a diferença for de quatro vitórias ou menos, oitavo e nono colocados se enfrentam em uma melhor de três jogos: quem vencer, segue no torneio.

O formato aprovado terá playoffs seguindo o modelo tradicional, com séries em melhor de sete partidas. A ideia da NBA é utilizar o Walt Disney World Resort, próximo a Orlando, na Flórida, como sede única para jogos, treinamentos e acomodações até o fim da atual temporada. Para isso, a liga depende de acordo com a The Walt Disney Company.

Se o calendário previsto for seguido, o draft – evento da NBA em que as franquias recrutam atletas de universidades norte-americanas e de diferentes países – será em 15 de outubro (a data original era 25 de junho). O armador brasileiro Caio Pacheco, que atua na Argentina, é um dos inscritos. A próxima temporada começaria em 1º de dezembro. 

“Embora a pandemia da covid-19 apresente desafios, esperamos terminar essa temporada de maneira segura e responsável, com base em protocolos rigorosos que estão sendo finalizados com as autoridades de saúde pública e médicos especialistas”, declarou o comissário da NBA, Adam Silver, em comunicado emitido pela liga, mencionando, ainda, os recentes protestos contra o racismo, intensificadas pelo mundo após a morte do segurança negro George Floyd, por um policial branco, na cidade de Minneapolis (Estados Unidos), no dia 25 de maio. 

“Também reconhecemos que, enquanto nos preparamos para retomar o campeonato, a sociedade está sofrendo com as recentes tragédias de violência racial e injustiça, e continuaremos a trabalhar em estreita colaboração com as equipes e os jogadores para usar todos os nossos recursos e influências coletivas para resolver esses problemas de maneira muito real e de formas concretas”, concluiu Silver.

Seguem na disputa pelo título:

Conferência Leste: Milwaukee Bucks, Toronto Raptors, Boston Celtics, Miami Heat, Indiana Pacers, Philadelphia 76ers, Brooklyn Nets, Orlando Magic e Washington Wizards.

Conferência Oeste: Los Angeles Lakers, Los Angeles Clippers, Denver Nuggets, Utah Jazz, Oklahoma City Thunder, Houston Rockets, Dallas Mavericks, Memphis Grizzlies, Portland Trail Blazers, New Orleans Pelicans, Sacramento Kings, San Antonio Spurs e Phoenix Suns.

Edição: Fábio Massalli

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Esportes

Botafoguenses rendem homenagens a Joel Carli nas redes sociais

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O adeus de Joel Carli, do Botafogo, figurou entre os assuntos mais comentados hoje (4) no Twitter. Houve quase sete mil menções ao zagueiro, que vai deixar de defender o uniforme alvinegro, após vesti-lo em 154 partidas. O desligagamento do capitão foi anunciado nesta quinta-feira (4), por nota oficial, pelo Comitê Executivo de Futebol do Alvinegro carioca. “O atleta Mauro Joel Carli não faz mais parte do elenco (…) capitão do time durante boa parte do período em que esteve no Botafogo, o argentino sempre foi conhecido por sua liderança”.

 

O jogador chegou ao Clube em dezembro de 2015 como reforço para a parte defensiva. Marcou seis gols, o mais importante na final do Campeonato Carioca de 2018 contra o Vasco, aos 49 minutos do segundo tempo. A partida foi para as penalidades e o Glorioso acabou campeão daquele ano.

Segundo fontes da sede de General Severiano, Carli não estava nos planos do treinador Paulo Autuori, que o via como um zagueiro lento para o setor. Além do perfil técnico, a situação financeira pesou na decisão dos dirigentes que queriam se livrar de um salário de cerca de R$ 260 mil. Carli tinha contrato até 2021 e a rescisão, segundo a nota do clube, será amigável. Aos 36 anos, ninguém ainda sabe o destino do argentino. Há quem diga que pode ser um time de Pernambuco, mas ainda não existe nenhuma confirmação oficial dos envolvidos.

Para a torcida fica a saudade do ídolo, que não poupou elogios e agradecimentos nas redes sociais. 

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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