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Esportes de neve do Brasil já miram os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022

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O encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno no último domingo, em PyeongChang , na Coreia do Sul, marca a passagem para o ciclo olímpico de Pequim 2022, a próxima sede do evento. Consumadas as inspiradoras histórias de Jaqueline Mourão e Victor Santos no Ski Cross Country, além da luta de Isabel Clark e a estreia de Michel Macedo, os esforços e foco agora se voltam para os Jogos Paralímpicos de Inverno e o desenvolvimento e planejamento para os próximos anos.

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Delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang
Christian Dawes/COB

Delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang

Uma edição para construir e legitimar as histórias de seus quatro representantes de maneiras diferentes. “Começando por fazer história com a Jaqueline que veio para sua sexta participação. Não é qualquer atleta que faz seis jogos seguidos, entre Verão e Inverno, em três modalidades. Foi a primeira comemoração importante para nós. Vamos torcer para que ela estenda até os Jogos Olímpicos de Inverno na China. Com sete participações e talvez a prova de 30km, uma prova de endurance que pode ser interessante pela maturidade dela, classificando com o critério A”, disse o presidente da CBDN, Stefano Arnhold, sobre a grande marca obtida pela delegação dos esportes de neve em PyeongChang.

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Se Jaqueline Mourão fez história ao se tornar a atleta mais olímpica do País, o cross country brasileiro viu a chegada de Victor Santos, estreante da nova geração, cria do Projeto Social Ski na Rua – que insere crianças da comunidade São Remo, em São Paulo, no esporte por meio do rollerski e posteriormente no Ski Cross Country. Classificado para a disputa dos 15km estilo livre, Santos apresentou ao mundo uma das narrativas mais inspiradoras dos Jogos e encantou equipes e imprensa internacionais.

“Tivemos uma história lindíssima que foi a do Victor. É muito rica e inspira muitas pessoas em vários países. Foi muito bacana poder celebrar a sua estreia nos Jogos de PyeongChang”, comentou Arnhold.

No Ski Alpino, apesar da lesão no joelho que o afastou das provas de Super Combinado e Super G, Michel Macedo, de apenas 19 anos, também fez sua estreia olímpica ao disputar o Slalom Gigante e o Slalom, e permanece como grande aposta para o próximo ciclo.


Brasileiro Victor Santos em ação na Coreia
Christian Dawes/COB

Brasileiro Victor Santos em ação na Coreia

“Fomos bem no circuito, trazendo uma revelação que é o Michel. Ele está esquiando nas provas técnicas em nível que nunca tivemos antes. Já tem um resultado expressivo com o top 15 dos Jogos Olímpicos da Juventude de Lillehammer. Nós acreditamos que o Michel pode ir abaixo dos 20 pontos FIS. Não é fácil medir, mas seria muito expressivo, sem falar nos vários Jogos pela frente”, avaliou Arnhold.

Principal história da delegação no sentido de luta e garra “fora” das pistas, Isabel Clark, dona do maior resultado da história do país em Jogos – 9º lugar em Turim 2006 -, não disputou a prova de Snowboard Cross devido a lesão sofrida após queda em treino oficial. Exaltando a garra da rider brasileira, Stefano Arnhold comentou.

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“A Isabel segue com nosso melhor resultado em modalidades de inverno. Infelizmente, uma queda a tirou dos Jogos, mas acho que por tudo que aconteceu, está ainda mais marcada a história dessa guerreira.  Ela batalhou o tempo todo, são mais de 20 anos de trabalho. A lesão de Cervinia (Itália) – do tipo cervical, ocorrida meses antes dos Jogos Olímpicos –  foi bastante séria, ela passou dois meses lutando para se recuperar e chegou até aqui. Os Jogos celebram a garra da Isabel. Sua carreira com quatro Jogos Olímpicos e o grande nono lugar em Turim 2006 são provas de uma pessoa talentosa, com garra infinita para conquistar os objetivos que teve ao longo da carreira”.

Foco nos Jogos Paralímpicos e Pequim 2022

Passados os Jogos Olímpicos, os esforços e atenções se voltam para os Jogos Paralímpicos que se iniciam no próximo dia 9 de março. Com três atletas classificados em duas modalidades, a esperança é de superar os resultados de Sochi 2014 e obter ainda mais relevância no cenário paralímpico internacional.


Cristian Ribera, André Cintra e Aline Rocha são os brasileiros nos Jogos Paralímpicos de Inverno
Comitê Paralímpico Brasileiro

Cristian Ribera, André Cintra e Aline Rocha são os brasileiros nos Jogos Paralímpicos de Inverno

“O planejamento começou há muito tempo e o próximo passo são os Jogos Paralímpicos, temos muita esperança de que a primeira medalha em Jogos de Inverno do País venha nessas modalidades, antes mesmo das Olímpicas. De fato, é muito legal ver os resultados alcançados no Para Cross Country. A Aline Rocha é a primeira mulher classificada e o Cristian Ribera depois desses resultados incríveis na Copa do Mundo, incluindo um 4º lugar, tem chance de ser o atleta mais novo dos Jogos. Complementando, o André Cintra no Para Snowboard chega para sua segunda participação”, comentou.

2022 é logo ali

Especificamente sobre os esportes olímpicos, Arnhold ressaltou a importância da renovação e o acirramento das disputas pelas vagas para 2022 entre maior número de atletas. “Temos todo um trabalho a continuar desenvolvendo nas modalidades, no Ski Freestyle que não esteve por aqui, mas tem meninas novas a serem preparadas durante o ciclo. No Ski Alpino, além do Michel, temos o Guilherme Grahn se recuperando de lesão. Se lembrarmos que a vaga foi conquistada pelo Michel por apenas 0,05 pontos FIS à frente do Guilherme, teremos uma boa briga”, disse o dirigente.

“No feminino devemos classificar uma atleta, com a Chiara Marano e a Isabella Springer em destaque. No Ski Cross Country já tivemos dez atletas com índice neste ciclo, e devemos ter no mínimo o dobro disso no próximo. Teremos um outro Victor e atletas que começaram ainda mais cedo que ele almejando uma classificação. Torceremos pela permanência da Jaqueline, que pode chegar à sétima edição de Jogos. Já no Snowboard, o trabalho é para preparar uma nova geração para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. No paralímpico, acredito que tenhamos cerca de cinco atletas, com um futuro muito grande embasado pelo nosso planejamento de longo prazo”, encerrou. 

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Vasco ainda digere o gosto agridoce dos empates

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O empate nos minutos finais de um jogo de futebol pode ser doce ou amargo. O Vasco experimentou os dois sabores nas últimas partidas. Primeiro contra o Flamengo, quando Ribamar empatou, aos 47 do segundo tempo, o clássico no Maracanã. Já contra o Goiás, em São Januário, viu o esmeraldino igualar o marcador, com um gol contra do zagueiro Henríquez no último lance da partida.

“Sãos sensações bem distintas dentro de uma semana”, diz o goleiro Fernando Miguel. Segundo o arqueiro, é necessário pensar no próximo adversário, o São Paulo. Este jogo será no Morumbi, mas só irá acontecer no dia 28 de novembro, pois o time de São Januário folga nesta rodada, pois teve o jogo contra o Flamengo antecipado por conta da final da Libertadores.

Fernando Miguel e todo o elenco vascaíno retornaram aos treinos nesta quinta (21) no Centro de Treinamento do Almirante. O goleiro vascaíno também falou sobre as ambições da equipe quando faltam quatro rodadas do fim do Brasileirão: “Independente do objetivo, é o respeito e a lealdade que devemos ter com esta camisa até o fim da temporada”.

Edição: Fábio Lisboa
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Torcedores que vão ao Peru devem ficar atentos às regras do país

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Os torcedores que vão viajar por via terrestre para o Peru, para acompanhar a final entre Flamengo e River Plate pela Copa Libertadores, têm que ficar atentos.

Brasileiros não precisam de visto ou passaporte para entrar no país vizinho, mas o documento de identidade (RG) deve ter data de expedição de até 10 anos. Carteira de motorista não é válida para ingresso no Peru.

Por via terrestre, é possível entrar no país pela fronteira localizada no Acre. O governo peruano recomenda que os visitantes ingressem no país pelos postos de controle fronteiriço de Iñapari, em Madre de Dios; Kasani e Desaguadero, em Puno; e Santa Rosa, em Tacna.

Quem for de carro próprio, deve seguir algumas regras para trafegar no país vizinho. O governo peruano exige a contratação do Seguro Obrigatório contra Acidentes de Trânsito, que deve ser apresentado às autoridades em caso de abordagens. Caso o condutor não seja o proprietário do veículo, é preciso ter uma procuração pública autenticada em cartório dando autorização para que outra pessoa conduza o carro. É necessário ainda apresentar a carteira nacional de habilitação.  

Para assistir o Flamengo da arquibancada do Estádio Monumental de Lima, tem torcedor fazendo uma verdadeira peregrinação.

O carioca Edgard Melonio começou sua viagem na terça-feira (19) de avião até a capital acreana, Rio Branco. De lá, já pegou táxi, van e ônibus para conseguir chegar a Lima no sábado.

“Rio de Janeiro, com escala em Brasília, a Rio Branco, na terça-feira. Pegamos um táxi, que rodou cerca de 220 km até a cidade acreana de Assis Brasil, na fronteira com a cidade peruana de Iñapari. Passei pela migração, segui de van para Puerto Maldonado. Em seguida, um ônibus para Cusco”.

O torcedor passará a quinta-feira dentro de outro ônibus rumo à capital, e só deve chegar a Lima no início da manhã de sexta- feira.

Edgar, que é diretor da Torcida Jovem do Flamengo, afirma que a migração peruana abriu um atendimento extra para agilizar a entrada da torcida brasileira.

O governo peruano disponibiliza aos viajantes o serviço de assistência turística iPerú, através do número (+511) 574-8000, o e-mail iperu@promperu.gob.pe e o WhatsApp (+51) 944492314 (somente para mensagens de texto).

A final da Copa Libertadores da América será no próximo sábado (23), no Estádio Monumental de Lima, às 15h (horário local) – às 17h no horário de Brasília. A partida terá transmissão da Rádio Nacional.

Edição: Lílian Beraldo
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