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Conheça o “overrunning”: 6 sinais de que a corrida está passando do limite

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Você não pode esperar para comemorar a chegada do verão para aproveitar suas corridas fora da academia. Mas acumular quilômetros sem deixar seu corpo se recuperar adequadamente pode te deixar doente, cansado ou lesionado. Perceba os sinais comuns do “overtraining”, que, no mundo da corrida, podemos chamar de “overrruning”.
Veja seis sinais de que você está treinando demais para cruzar a linha de chegada:

1. Você não consegue dormir Está com dificuldade de dormir, revirando na cama, ou acordando muito mais cedo do que o habitual? Sua rotina de corrida pode ser a culpada! O treinamento excessivo pode interferir com os ciclos biológicos do organismo e pode fazer com que você tenha problemas para dormir profundamente.

2. Sente suas pernas pesadas É provável que seus músculos não estão sendo reparados completamente antes da próxima corrida. À medida que a fadiga aumenta e se acumula, o corpo não tem a chance se recuperar 100% antes da próxima corrida. Se você está sempre começando a correr cansado, suas pernas não aguentam o ritmo – e você não será capaz de executar o treinamento em seu pico.

3. Você está sempre cansado Há uma razão para você estar se arrastando por horas, mesmo depois da xícara de café: A falta de sono associada ao aumento de hormônios do estresse podem resultar em sonolência constante.

4. Está mal-humorado A síndrome do overtraining pode conduzir a uma diminuição na produção de determinados hormônios que influenciam o sistema nervoso. O resultado? Aumento dos níveis de estresse e irritabilidade.

overtraining pernas pesadas (Foto: Getty Images)5. Você fica doente frequentemente Se você está sendo pego por gripes e resfriados mais do que o habitual, pode ser um sinal de overtraining. Aumentar demais as suas distancias ou a intensidade de seus exercícios pode prejudicar o sistema imunológico, deixando-o mais suscetível a contrair resfriados, gripe e outros vírus.

6. Tem dores insistentes, dores agudas ou lesões Pense bem! Ao impulsionar sua quilometragem ou aumentar os exercícios de alta velocidade, você tem que dar ao seu corpo o tempo necessário para curar os microtraumas causados pela intensidade do treino.

Faça um plano. Siga essas dicas para prevenir o overtraining em seus treinos:

1. Aumente a quilometragem gradualmente Você pode considerar em aumentar a distância se o seu treino já estiver em um ritmo fácil; adicione ao treino sprints intervalados ou outros exercícios de alta intensidade para dar aos seus músculos maior tempo para se adaptar à nova carga.

2. Dê uma pausa Você não pode treinar pesado todos os dias. Certifique-se de que a sua agenda semanal incorpora exercícios fáceis, intercalados entre sessões de velocidade intensa, e tire um dia de folga por semana. Considere uma semana de redução do treinamento de cada três a cinco semanas e diminuindo as distancias percorridas de 30% a 40% durante esse período.

ovetraining dormir dormindo (Foto: Getty Images)3. Durma Você não pode dar o máximo nos treinos da semana se estiver sonolento e cansado. Durma de sete a oito horas por noite.

4. Se alimente Quando começar a correr mais, provavelmente precisará comer mais. Seu corpo precisa de calorias para se abastecer. Coma proteínas magras, carboidratos, legumes e frutas.

5. Tire um tempo para se recuperar Se você suspeita que você já está sofrendo de overtraining, faça uma pausa de sua rotina de corrida por pelo menos três semanas. Se você realmente se excedeu nos treinamentos, seu corpo poderia precisar de até dois meses de descanso completo antes de ser totalmente recuperado. Respeite seu corpo e seja paciente, caso contrário, você voltará a se sobrecarregar em questão de semanas.

6. Previna novas lesões Trate e previna as lesões consultando sempre um médico do esporte. A aplicação de testes funcionais, avaliação biomecânica aliada a uma planilha de aumento gradual de volume e intensidade de treino são fundamentais nesta etapa.

*As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / EuAtleta.com

EuAtleta Adriano Leonardi Ortopedia Especialista (Foto: EuAtleta)

ADRIANO LEONARDI Médico ortopedista especialista em traumatologia do esporte e cirurgia do joelho. Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Ambientes Remotos e Esportes de Aventura. www.adrianoleonardi.com.br

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Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte
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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária . As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?


Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano
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Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Pela primeira vez no ano, caso de botulismo é confirmado no Distrito Federal

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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo
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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta segunda-feira (6) o primeiro caso de botulismo neste ano. Desde janeiro, duas suspeitas estavam sendo investigadas, porém foram descartadas. As situações não foram divulgadas por não apresentarem risco de surto nem de epidemia.

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A pasta não revelou mais detalhes sobre o caso confirmado de botulismo – apenas esclareceu que a família do paciente foi orientada pela Vigilância Epidemiológica e que a Vigilância Sanitária, por sua vez, realizou fiscalização adequada nos locais onde o paciente se alimentou.

O caso foi registrado em abril, mas não se sabe ao certo quando aconteceu a contaminação. Segundo a Secretaria de Saúde, esse é o primeiro caso confirmado entre 2017 e 2018.

O que é botulismo?


Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde
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Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde

Causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum – a mesma utilizada em tratamentos estéticos, como a aplicação de botox -, apesar de ser uma doença neuroparalítica grave, não é contagiosa.

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No entanto, no caso do botox, não há risco de contaminação porque a aplicação da toxina é local e a quantidade concentrada de micro-organismos é menor.

A condição pode ser contraído por meio de alimentos mal conservados ou mal lavados ou por ferimentos abertos que entrem em contato com a bactéria ou a toxina . Todas as formas da doença se caracterizam por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais.

Os sintomas podem variar entre cada indivíduo e, na maioria dos casos, se manifestam por meio da paralisação de músculos. Em alguns casos, quando a toxina entra em contato com músculos vitais, como o diafragma, por exemplo, há uma paralisia que pode levar a pessoa à morte.

A melhor prevenção, de acordo com o Ministério da Saúde, está nos cuidados com o consumo, a distribuição e a comercialização de alimentos.

As orientações incluem evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alterações no cheiro e no aspecto.

Além disso, produtos industrializados e conservas caseiras que não ofereçam segurança devem ser fervidos ou cozidos por 15 minutos, antes de serem consumidos. Alimentos também não devem ser conservados a uma temperatura acima de 15ºC.

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Ainda segundo a secretaria, o êxito do tratamento do botulismo depende do diagnóstico precoce da doença e das condições do local onde será realizado. Quanto antes a pessoa contaminada for levada a uma unidade de terapia intensiva (UTI), maiores as chances de recuperação.

*Com informações da Agência Brasil

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