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Coluna – Dinheiro não traz felicidade

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Chegamos ao fim do ano com muita gente dizendo que o Flamengo conquistou o Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores porque recebe mais dinheiro da TV. Mas por que, até o ano passado, quando tivemos dois times paulistas – Corinthians e Palmeiras – se alternando na liderança do Brasileirão, isso não foi comentado? Nem quando o Grêmio ganhou a Libertadores, ou o Cruzeiro foi bicampeão da Copa do Brasil?

Vamos a alguns números? De 2006 a 2008, Corinthians, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Vasco ganhavam os mesmos R$ 21 milhões da TV. Valor que subiu para R$ 36 milhões até 2011. Naquele ano, o Clube dos 13 resolveu não renovar o contrato que mantinha com a TV Globo e abriu licitação. E a emissora, em vez de negociar um pacote, foi fechando acordos com os clubes individualmente, com interesses bilaterais. Corinthians e Flamengo passaram a receber R$ 110 milhões, o São Paulo, R$ 80 milhões, e Palmeiras e Vasco, R$ 70 milhões. E até 2018, respectivamente, R$ 170, R$ 110 e R$ 100 milhões.

Para 2019, tudo mudou, com a Globo tendo os direitos da TV aberta e do pay-per-view e dividindo com a Turner, na TV fechada. Do valor total da TV aberta, 40% foram divididos igualmente; 30% de acordo com a audiência; e 30% pela classificação no Brasileirão. O que causa impacto maior nas receitas é a divisão do PPV, que passou a ser de acordo com a torcida que cada equipe tem no país. O Flamengo recebe (em milhões), R$ 120; Corinthians, R$ 110; e Palmeiras, R$ 94.

O que não se leva em consideração são os outros valores que um clube fatura. E para isso, recorro a um estudo divulgado ano passado pela Área de Crédito do Itaú BBA. E nele a gente começa a ver que essa conversa de “espanholização” não cola por aqui. Ou, ao menos, não justifica o que se tem dito atualmente sobre os resultados rubro-negros.

Vamos comparar com alguns campeonatos europeus? De 2014 a 2019, a Alemanha e a Itália tiveram apenas um campeão nacional; França e Portugal tiveram dois; Espanha e Inglaterra, três; e o Brasil teve quatro. Desses quatro, Cruzeiro e Corinthians têm, na cota de TV, mais de 50% de seu faturamento anual; o Flamengo tem 41%; e o Palmeiras, apenas 28%. O que demonstra que esses dois últimos clubes têm boa distribuição na geração de receitas. Tais como receita de bilheteria, patrocínios, planos de sócio-torcedor e venda de jogadores, entre outros.

O estudo apresenta diversos outros números, comprovando que uma administração bem feita, com redução de custos operacionais e com pessoal e das dívidas, promove equilíbrio e permite a um clube investir em uma equipe forte e mais competitiva. Clubes que enxergam até onde podem ir e que traçam metas alcançáveis, sem extrapolar nas despesas, e que planejam a longo prazo estão mais próximas das conquistas.

O dinheiro para investir, portanto, não é o que entra, mas sim o que sobra. E cuidar bem dele é a principal tarefa a ser cumprida. Se olharmos apenas a tabela do Brasileirão, veremos que nesse momento, depois do Flamengo, está o Santos, que não aparece entre os que ganham mais dinheiro; o Corinthians é apenas o oitavo colocado; e o Athletico Paranaense fura a fila dos mais ricos. Jogar o motivo de uma conquista unicamente nas verbas da TV – para manter a aparência de uma coluna econômica – é pobre de argumentação.

Edição: Verônica Dalcanal
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Seleção feminina aumenta série invicta e encerra 2019 com vitória

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A seleção brasileira de futebol feminino se despediu com vitória da temporada 2019. Neste domingo (15), na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), o time comandado pela técnica sueca Pia Sundhage superou outra vez o México, agora por 4 a 0, diante de 5.384 torcedores. Na última quinta-feira (12), a equipe canarinho aplicou 6 a 0 nas mesmas rivais, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Para o novo compromisso diante das mexicanas, Pia promoveu quatro mudanças no time titular, com entradas da goleira Luciana, da lateral-direita Isabella, da zagueira Kathleen e da atacante Chú nos lugares de Lelê, Fabi Simões, Bruna Benites e Duda, respectivamente. A técnica, porém, manteve a formação ofensiva da última quinta (12), com duas meias (Luana e Andressinha), duas jogadoras abertas (Chú e Debinha) e duas centroavantes (Cristiane e Bia Zaneratto).

Pressionando a saída de bola e sufocando desde o início o México, o Brasil saiu na frente logo aos 9 minutos, Bia avançou pela esquerda e cruzou na pequena área para Cristiane, que se antecipou a goleira Itzel González e mandou para as redes.

As brasileiras diminuíram o rítmo, mas seguiam no campo de ataque. Aos 26, após falta cometida em Luana próxima à meia-lua, Debinha bateu no ângulo esquerdo e ampliou.

O terceiro saiu aos 40, em contra-ataque puxado por Debinha, que envolveu Bia e Isabella. A lateral cruzou e Cristiane, de cabeça, marcou o segundo dela na noite.

No segundo tempo, Pia aproveitou para mexer na equipe. Saíram Tamires, Debinha, Cristiane, Andressinha, Chú e Isabella para as entradas de Bruna Calderan, Millene, Gabi Zanotti, Aline Milene, Victória Albuquerque e Giovanna, respectivamente.

Com muitas alterações, inclusive do lado mexicano, o ritmo do jogo caiu, com passes errados de ambos os lados. Mesmo assim, deu tempo para o Brasil fechar o placar. Aos 29, Aline Milene escapou da marcação dentro da área e tocou para Victória Albuquerque chutar de bico, no canto de González.

A vitória foi a sexta sob comando de Pia, que ainda não perdeu em oito jogos dirigindo a Seleção. A equipe foi superada duas vezes em disputas de pênaltis, por Chile e China, em torneios amistosos, mas o resultado oficial das partidas foi o empate. Foram 24 gols marcados e só dois sofridos, com 42 jogadoras convocadas e 38 testadas no período.

A Seleção só volta a jogar em 2020, quando disputará a Olimpíada de Tóquio, no Japão. Antes, terá pela frente três datas-Fifa, com dois jogos em cada, como preparação para a competição em solo asiático. Os rivais e locais das partidas ainda não foram anunciados.

Edição: Verônica Dalcanal
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Vanderlei Luxemburgo é o novo treinador do Palmeiras para a temporada 2020

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Vanderlei Luxemburgo é o mais novo comandante do Palmeiras. Terceiro treinador com mais jogos (373) e mais vitórias (226) à frente do clube na história, o técnico firmou vínculo com o Verdão neste domingo (15) por duas temporadas e inicia seus trabalhos pelo clube ainda neste mês de dezembro. Chegam com Luxemburgo o auxiliar Mauricio Copertino e o preparador físico Antônio Mello.

Carlos Gregório/Vasco da Gama _ Esta será a quinta passagem do treinador pelo Verdão

Esta será a quinta passagem do treinador pelo Verdão

Natural de Nova Iguaçu-RJ, Luxemburgo apareceu para o Brasil após conquistar o título paulista de 1990 pelo Bragantino. Pouco tempo depois, chegou ao Palmeiras para sua primeira passagem, dando início à vitoriosa Era Parmalat. Em 1993, encerrou um jejum de quase 17 anos sem títulos com uma histórica goleada por 4 a 0 sobre o Corinthians na final do estadual.

Ainda em 1993, o Palmeiras comandado por Luxemburgo protagonizou mais um momento histórico ao vencer o Campeonato Brasileiro diante do Vitória, pondo fim a um período de 20 anos sem conquistas nacionais. Em 1994, repetiu a dose no Paulista – campeão em cima do Santo André – e no Brasileiro – título vencido frente ao Corinthians.

Sua segunda passagem no Verdão se inicia no final de 1995, tempo suficiente para montar o esquadrão alviverde para o ano seguinte. O plantel avassalador deu as cartas no título paulista de 1996 com campanha extraordinária de 27 vitórias, dois empates e somente um revés. O jogo bonito e ofensivo da equipe ficou conhecido como “ataque dos 100 gols”. Ou melhor: 102, com média de 3,4 por partida. Naquela temporada, o Verdão conquistou sua maior sequência de vitórias em todos os tempos, com 24 triunfos consecutivos entre 11/2/1996 e 1/5/1996.

Esta será a quinta passagem de Vanderlei Luxemburgo pelo Verdão. Em seu último trabalho à frente do Alviverde, em 2008, o treinador acabou com mais um jejum: ao vencer o  Paulista diante da Ponte Preta, encerrou um período de oito anos sem títulos do clube.

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