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Esportes

Coluna – A desordem das organizadas

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São muitas as versões para a origem das “torcidas organizadas” no Brasil. A primeira delas teria sido feminina, com as mulheres dos jogadores do Atlético Mineiro indo para os estádios com bandeirinhas para apoiarem os maridos. Isso em 1929. Dez anos depois, grupos de torcedores do São Paulo se reuniam para irem juntos aos estádios, prática que se estendeu a grupos do Internacional e do Fluminense.

Em 1942 surge a Charanga Rubro-Negra fundada por Jayme de Carvalho. Unia os torcedores e ainda organizava a festa, com os instrumentos musicais. O termo “organizada” aparece pela primeira vez em 1944, quando é fundada a Torcida Organizada do Vasco (TOV).

Os tempos são outros, assim como as “organizadas”. Muitas delas, inclusive, são até proibidas de irem aos estádios por conta da violência. E apesar de parecer que elas são maioria nos jogos, as pesquisas apontam que, muito pelo contrário, esses grupos formam uma parcela bem reduzida dentro do que chamamos de torcida.

O sociólogo Mauricio Murad é um especialista em estudar torcidas de futebol no Brasil. E os dados são dele. Atualmente, as torcidas organizadas totalizam em seus quadros cerca de 2,5 milhões de torcedores – se considerarmos que só Flamengo e Corinthians, juntos, têm 60 milhões de torcedores, vemos que o número realmente é pequeno. Nessas organizadas, 85% são homens e das cerca de 700 torcidas no país, 130 respondem pela maioria dos episódios de confronto.

E por que fazem tanto barulho então? Porque faltam prevenção e repressão, em especial nos jogos onde há rivalidade estadual. Basta ver os últimos episódios no Brasileirão – três brigas em Botafogo x Flamengo, Cruzeiro x Atlético-MG e Fortaleza x Ceará. Gerados pelo histórico, pelo momento dos clubes no campeonato e, acreditem, por provocações feitas antes dos jogos por dirigentes e profissionais do futebol. A mesma pesquisa diz que essa atitude acirra os ânimos – foi o que disseram 72% dos chefes dessas organizadas.

A única “boa” notícia do ano, se é que podemos falar assim, é que dos 151 episódios de violência grave registrados nas primeiras 32 rodadas do Brasileirão – isso mesmo, cinco por rodada, muitos nem noticiados pela imprensa – tivemos um caso de morte de torcedor – em 2013 foram 30.

É difícil o combate, mas é possível. Inteligência no acompanhamento das redes sociais, policiamento preventivo em locais reconhecidamente usados para a marcação de confrontos, repressão ao comércio ambulante e à venda de bebidas perto dos estádios, cadastro das torcidas e identificação no acesso aos estádios, de forma a impedir que os já punidos pela justiça possam voltar aos jogos. É caro, mas é mais barato que a repressão e os custos dos danos causados pela violência.

Edição: Verônica Dalcanal
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Esportes

Federação pede jogos com portões fechados por causa de Coronavírus

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O presidente da Federação de Futebol de Itália, Gabriele Gravina, afirmou nesta segunda-feira (24) que fez um pedido formal ao Ministério do Esporte da Itália para que as partidas do Campeonato Nacional da primeira divisão sejam realizadas com portões fechados (sem público) após o aumento de casos de Coronavírus no país.

A intenção inicial do Governo era de que não fosse realizado nenhum tipo de evento esportivo até o início de março. Inclusive, no último final de semana foram adiados quatro jogos da Série A do Campeonato Italiano: Inter de Milão x Sampdoria, Atalanta x Sassuolo, Torino x Parma e Hellas Verona x Cagliari.

Contudo, nesta segunda a Federação Italiana propôs uma medida alternativa, a realização de jogos com portões fechados como forma de evitar o aumento do contágio do vírus sem prejudicar muito o calendário esportivo. “Enviamos uma solicitação oficial e estamos ansiosos pelo retorno positivo”, afirmou Gravina.

A proposta incluiria apenas a disputa de partidas da Série A do Campeonato Italiano e de competições europeias (como Liga Europa e Liga dos Campeões) sem público. As outras seriam adiadas.

O Governo Italiano ainda não respondeu à demanda da Federação de Futebol.

Edição: Verônica Dalcanal

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Esportes

Coronavírus cancela circuito mundial de natação paralímpica na Itália

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Seguindo a orientação recebida das autoridades locais da Friuli Venezia Giulia, uma das 20 regiões administrativas da Itália (justamente no norte do país – o local com maior número de casos do coronavírus), o Comitê Paralímpico local e os organizadores da etapa de Lignano Sabbiadoro do World Para Swim Series (circuito mundial de natação paralímpica) cancelaram o evento marcado para os dias 27 de fevereiro a 1º de março.

Seriam 900 nadadores de 41 países. Poucas horas depois da chegada na Itália, a delegação brasileira composta de 19 atletas já foi informada do cancelamento das provas. O multicampeão Daniel Dias era um dos membros da equipe e conversou com a Agência Brasil sobre a não realização da etapa.

” É uma pena que descobrimos o cancelamento só quando chegamos na Itália. Ficamos tristes, pois tivemos todo um preparo para esta competição. Agradeço o empenho da equipe do Comitê Paralímpico Brasileiro que providenciou rapidamente o nosso retorno. Agora é viajar de volta em segurança e seguir com o trabalho técnico, pois em março já temos outra competição, mas dessa vez em casa”, lamentou o atleta.

O grupo está voando de volta para o Brasil e deve chegar na manhã de terça (25) em São Paulo.

A próxima competição da equipe será no Brasil. Wolrd Series São Paulo Open Loterias Caixa está previsto para os dias 26, 27 e 28 de março, no Centro de Treinamento de São Paulo. Também na capital paulista, será realizada a fase regional do Circuito Loterias Caixa nos dia 4 e 5 de abril. A primeira fase nacional da competição será nos dias 24 e 25 de abril.

Os nadadores brasileiros têm até o fim de abril para obter os índices mínimos, estabelecidos pelo Departamento Técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), para conseguir classificação para os Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Edição: Liliane Farias

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