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Esporte e Saúde

Bebeu água? Saiba a importância da hidratação na prática esportiva

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Assim como o planeta Terra, a maior parte do corpo humano também é formada por água. A substância conhecida quimicamente pela famosa fórmula H2O é de suma importância para o funcionamento do organismo, tanto para pessoas comuns, como principalmente, para atletas. Em Porto Velho, capital de Rondônia, esse cuidado deve ser redobrado, já que as temperaturas costumam ultrapassar facilmente os 30 graus. Em especial, nesta época do ano, conhecida como verão amazônico, é comum ver dias ensolarados e com temperaturas perto dos 40 graus.

Então, a máxima de se ingerir, no mínimo, dois litros de água por dia, para cada pessoa manter-se hidratada, é válida e ainda precisa ser reforçada. Segundo a nefrologista Tatiara Bueno, essa conta muda conforme cada organismo e região. Para uma pessoa que vive na Região Norte do país, a especialista afirma que o consumo deve ser dobrado: aproximadamente quatro litros de água por dia. Isso por causa do calor intenso, que faz com que o organismo elimine água para manter a temperatura corporal ideal, que gira em torno dos 36º a 37º.

No caso específico dos praticantes de exercícios físicos, as atividades podem acarretar em uma perda de dois litros de água por hora. Os esportistas de caminhadas, por exemplo, devem realizar hidratação com água regularmente. Já os atletas de alto rendimento, que suam com maior intensidade, é necessária a reposição dos chamados eletrólitos, que são os isotônicos.

Quando o músculo é lesionado, há a liberação de algumas substâncias no sangue, que indicam rabdomiólise
Tatiara

– Para os não atletas, também é necessária uma hidratação, para que não haja danos musculares, ou até mesmo dor de cabeça ou confusão mental. Já os atletas de alto rendimento desidratados podem ter lesão muscular, que pode ser só uma distensão ou um edema no músculo. Quando o músculo é lesionado, há a liberação de algumas substâncias no sangue, que são filtradas nos rins, como a mioglobina, o potássio e o fósforo. Isso indica um quadro de rabdomiólise, que é a quebra das células musculares – explica Tatiara.

A nefrologista também conta que a mioglobina passa pelo rim e causa uma lesão no órgão. A alteração na função renal é aguda e tem que ser tratada o quanto antes. Isso pode ocorrer quando o paciente nota que a urina fica mais escura depois de um exercício.

– Muitas vezes, este fato não é diagnosticado, porque não são feitos alguns exames e isso acaba se resolvendo, mas, em alguns casos, o paciente tem que internar e ter o tratamento mais rigoroso, para ajudar o rim a se recuperar da lesão.

A atividade física intensa causa desgaste por impacto e diminui a chegada de potássio no músculo, fazendo com que ele trabalhe de maneira anaeróbica, o que causa morte celular. A desidratação somada à perda de sódio causa as famosas cãibras. Ocorrem, também, as dores de cabeça. Esse terrível incômodo acontece por falta de água no cérebro, porque o sangue é desviado para a pele, com o objetivo de expelir o calor. Isso faz com que o órgão conhecido por ser o maior do corpo humano fique com o aspecto avermelhado.

Tatiara faz ainda um alerta quanto ao uso indiscriminado de anti-inflamatórios. Os remédios, muito utilizados por atletas com quadro rabdomiólise, podem causar uma lesão importante no rim, além de úlcera e disfunção renal, podendo o paciente chegar até a hemodiálise.

Voltando à agua, a falta da substância no corpo de um atleta também pode causar disfunção metabólica, o que leva à exaustão, podendo o atleta não conseguir praticar o exercício desejado.

BENEFÍCIOS DA HIDRATAÇÃO

A hidratação potencializa a capacidade física, mantendo a atividade cognitiva e a capacidade muscular em sua totalidade. Assim, evita-se as temidas dores de cabeça, cãibras, lesões musculares e ainda pode-se aproveitar os exercícios, sentindo aquela velha e boa sensação de bem-estar, causada pela liberação de endorfina, entre outros hormônios.

Jonifferson Mendes (Foto: Jonifferson Mendes/Facebook)Jonifferson Mendes, triatleta de Rondônia (Foto: Jonifferson Mendes/Facebook)

– Faço hidratação com acompanhamento nutricional. No ciclismo, a minha hidratação é maior. Na corrida, recebo o apoio da família ou de amigos e na natação, faço a ingestão de líquidos como isotônicos e água nos intervalos – garante o triatleta rondoniense Jonifferson Mendes, explicando como se hidrata nas competições da modalidade que disputa e ressaltando que ingere de 3,5 a 4 litros de água por dia, normalmente.

Marília Coimbra (Foto: Marilia Coimbra/Facebook)Marilia Coimbra, educadora física em Porto Velho (RO) (Foto: Marilia Coimbra/Facebook)

E são esses quatro litros de água que são essenciais para o bom funcionamento do organismo das pessoas que vivem em Rondônia, segundo a nefrologista Tatiara, que destaca ainda que a boa hidratação também evita doenças como infecção urinária.

– Nunca deixei o meu rendimento cair por falta de líquido. É importante dizer que um período quente como o que estamos vivendo em Porto Velho torna a hidratação ainda mais essencial e benéfica para nós – frisa Jonifferson.

Outra que também é categórica sobre a relevância de hidratar o corpo é a educadora física Marilia Coimbra. A profissional, muito conhecida no mundo fitness de Porto Velho, alerta para a importância da hidratação, antes, durante, e depois das atividades.

– A hidratação é necessária devido ao suor. A atividade física estimula os poros, que se abrem para a perda de água, que é feita pelo organismo para a diminuição da temperatura corporal. É necessária a ingestão de água, ou isotônicos, em todas as fases dos exercícios, mas isso tem que ser em pequenas quantidades e não tudo de uma vez. Inclusive, para aqueles que terminam de praticar atividade física e vão logo tratando de beber uma garrafa de água, digo que isso não é o ideal – alerta a educadora.

Fonte: Eu Atleta

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Espírito Santo enfrenta surto de malária com 112 casos da forma grave da doença

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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte
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Maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Norte

Já foram confirmados 112 casos de malária no Espírito Santo desde julho deste ano até o momento. A maioria (92) foi identificado no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco, segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

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Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária . As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a doença é considerada endêmica.

As duas comunidades afetadas possuem população grande proveniente de Rondônia, por isso, a Vigilância Sanitária acredita que o surto tenha sido causado por um caso importado, apesar de não ter a hipótese comprovada.

O governo do Espírito Santo precisou do apoio do governo federal para montar uma força-tarefa de combate à infecção no município de Vila Pavão. Além de um laboratório que realiza e entrega o resultado do teste para a doença em meia hora, carros de fumacê percorrem os municípios da região, aspergindo inseticida.

O que é malária?


Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano
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Medicamento contra malária poderia evitar os óbitos causados pela doença, que ficam em torno de 445 mil por ano

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

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Os sintomas da malária incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

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Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

*Com informações da Agência Brasil

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Pela primeira vez no ano, caso de botulismo é confirmado no Distrito Federal

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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo
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Bactéria Clostridium botulinum, que produz a toxina responsável pelo botulismo

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta segunda-feira (6) o primeiro caso de botulismo neste ano. Desde janeiro, duas suspeitas estavam sendo investigadas, porém foram descartadas. As situações não foram divulgadas por não apresentarem risco de surto nem de epidemia.

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A pasta não revelou mais detalhes sobre o caso confirmado de botulismo – apenas esclareceu que a família do paciente foi orientada pela Vigilância Epidemiológica e que a Vigilância Sanitária, por sua vez, realizou fiscalização adequada nos locais onde o paciente se alimentou.

O caso foi registrado em abril, mas não se sabe ao certo quando aconteceu a contaminação. Segundo a Secretaria de Saúde, esse é o primeiro caso confirmado entre 2017 e 2018.

O que é botulismo?


Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde
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Lavagem correta dos alimentos é uma maneira de evitar o botulismo, segundo o Ministério da Saúde

Causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum – a mesma utilizada em tratamentos estéticos, como a aplicação de botox -, apesar de ser uma doença neuroparalítica grave, não é contagiosa.

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No entanto, no caso do botox, não há risco de contaminação porque a aplicação da toxina é local e a quantidade concentrada de micro-organismos é menor.

A condição pode ser contraído por meio de alimentos mal conservados ou mal lavados ou por ferimentos abertos que entrem em contato com a bactéria ou a toxina . Todas as formas da doença se caracterizam por manifestações neurológicas e/ou gastrointestinais.

Os sintomas podem variar entre cada indivíduo e, na maioria dos casos, se manifestam por meio da paralisação de músculos. Em alguns casos, quando a toxina entra em contato com músculos vitais, como o diafragma, por exemplo, há uma paralisia que pode levar a pessoa à morte.

A melhor prevenção, de acordo com o Ministério da Saúde, está nos cuidados com o consumo, a distribuição e a comercialização de alimentos.

As orientações incluem evitar a ingestão de alimentos em conserva que estiverem em latas estufadas, vidros embaçados, embalagens danificadas ou com alterações no cheiro e no aspecto.

Além disso, produtos industrializados e conservas caseiras que não ofereçam segurança devem ser fervidos ou cozidos por 15 minutos, antes de serem consumidos. Alimentos também não devem ser conservados a uma temperatura acima de 15ºC.

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Ainda segundo a secretaria, o êxito do tratamento do botulismo depende do diagnóstico precoce da doença e das condições do local onde será realizado. Quanto antes a pessoa contaminada for levada a uma unidade de terapia intensiva (UTI), maiores as chances de recuperação.

*Com informações da Agência Brasil

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