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Anderson Varejão deixa o Flamengo após proposta de redução salarial de 70%

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Lance

Anderson Varejão deixa o Flamengo
Divulgação/Flamengo

Anderson Varejão deixa o Flamengo

O pivô Anderson Varejão está de saída do Flamengo. O atleta anunciou, nesta sexta-feira,  que não vai renovar o contrato com o clube,  sob a alegação de que recebeu proposta da diretoria rubro-negra de reduzir os salários em 70% para a próxima temporada. A última partida de Varejão no clube foi a que valeu o título da temporada 2018-19 do NBB, no dia 15 de junho, contra o Franca. Ele também foi campeão da Copa Super 8 e do Campeonato Estadual do Rio, em 2018.

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“Quando voltei ao Brasil, meu pensamento era encerrar a carreira no Flamengo . Ao final da temporada, falei da vontade de ficar na Gávea. Mas a vontade tinha que ser do clube também. Meu salário não era um ‘ salário NBA ‘, estava nos padrões do Brasil, mas uma proposta como essa é mais um ‘convite para sair’. Na semana passada, ofereceram isso. Sem conversa ou negociação, essa semana encerraram o assunto. Faltou respeito, faltou consideração”, lamentou Varejão .

Além dos três títulos, em um ano e meio na Gávea, o pivô ajudou também na conquista da vaga para a Liga das Américas 2020 e recebeu o prêmio de ‘MVP’ do Jogo das Estrelas 2018. A mágoa com a diretoria, no entanto, não apaga a gratidão e o respeito  do jogador pela torcida.

“Foi tudo muito intenso, foi realmente especial. Formamos um time muito bom e com uma amizade forte dentro e fora de quadra, isso foi fundamental para que a gente conquistasse todos esses títulos. Sempre deixei o meu máximo em cada jogo, jogando com intensidade e no meu limite. Essa é a maneira que tenho de retribuir o carinho da torcida, que me abraçou desde o primeiro dia no Rio de Janeiro. Fiquei chateado pela maneira como acaba a minha passagem pelo Flamengo. Faltou respeito. Mas, infelizmente, é assim que as coisas são”.

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Nas redes sociais, Varejão publicou um agradecimento aos torcedores rubro-negros e agradeceu o carinho.

“Só posso dizer ‘Obrigado’, NAÇÃO. Obrigado pela energia, pela parceria, lealdade, apoio, momentos vividos, cobranças e todo o carinho.Foi um enorme prazer vestir o MANTO e uma sensação especial, um sentimento maravilhoso jogar pelo time do meu coração. Fui muito feliz, vivi bons momentos, conquistamos títulos e isso é o que fica, é o que importa”, diz um trecho da postagem.

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Só posso dizer ‘Obrigado’, NAÇÃO. Obrigado pela energia, pela parceria, lealdade, apoio, momentos vividos, cobranças e todo o carinho.Foi um enorme prazer vestir o MANTO e uma sensação especial, um sentimento maravilhoso jogar pelo time do meu coração. Fui muito feliz, vivi bons momentos, conquistamos títulos e isso é o que fica, é o que importa. Quando voltei ao Brasil no ano passado, pensei que o rubro-negro seria o meu último uniforme. Hoje encerro meu ciclo no clube. Nunca escondi de ninguém minha vontade de ficar, mas a vontade não pode ser apenas minha. Estou decepcionado, acho que merecia um pouco mais de respeito e consideração. Enfim, vida que segue. Quero deixar abraços, todo meu carinho e dizer da minha gratidão a todos aqueles com quem convivi, meus companheiros de equipe,funcionários, staff, enfim, a todos que me ajudaram nessa passagem pelo clube. E deixo aqui meu muito obrigado à NAÇÃO.

Uma publicação compartilhada por Anderson Varejão (@andersonvarejao18) em 19 de Jul, 2019 às 10:00 PDT

Sobre futuro, o pivô ainda não tem nada definido. Anderson está focado na preparação para a Copa do Mundo FIBA China 2019, que será disputada entre os dias 31 de agosto e 15 de setembro. A Seleção Brasileira está no Grupo F ao lado de Grécia, Montenegro e Nova Zelândia, com sede em Nanjing, e o grupo se apresenta no dia 25, em Anápolis (GO).

“Agora estou 100% concentrado na Seleção Brasileira , em fazer o meu melhor e ajudar a equipe a fazer uma boa campanha no Mundial. Temos um grupo de qualidade, que mescla experiência e juventude, jogadores com bastante rodagem e jovens com uma boa bagagem também. Temos tempo para uma boa preparação e chegar bem na China”, afirmou Varejão .

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Basquete

Raulzinho confessa estar inseguro com possível retorno da NBA

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O armador Raulzinho, que defende o Philadelphia 76ers na NBA, afirmou, em uma live transmitida pelo Youtube, que está inseguro com o possível retorno dos jogos da liga profissional de basquete dos Estados Unidos, que está parada desde o dia 11 de março

“Para falar a verdade estou com medo, será que vou voltar fora de forma? Não tenho direção, não sei o que o armador que vai disputar posição comigo está fazendo. O cara pode estar treinando em algum lugar e me matar no treino. Ou então, estou fora de forma e já tive lesões no passado (…). Desde os 16 anos, nunca fiquei mais de duas semanas sem pegar em uma bola de basquete e já estou há dois meses praticamente sem treino. Fica essa dúvida na nossa cabeça”, disse o jogador durante conversa com Magic Paula, Marcelinho e Anderson Varejão mediada pelo jornalista Everaldo Marques.

Cumprindo o isolamento social em Utah, ele ainda contou que está realizando atividades individualmente em uma igreja mórmon próxima de sua casa. Segundo Raulzinho, como o local está fechado, consegue acesso através do tio de sua namorada, que é bispo. O armador, que disputou duas edições do Jogos Olímpicos (Londres 2012 e Rio 2016), revelou também como vem sendo o acompanhamento da sua atual equipe e a incerteza sobre a continuidade da competição americana: “Acho que eles estão dando todo o suporte possível neste momento. Ninguém sabe exatamente o que vai acontecer. Tive uma conversa com o Elton Brands, manager do nosso time, e ele disse que nosso centro de treinamento pode abrir daqui a uma semana ou uma semana e meia. Mas que não há obrigação alguma por parte dos jogadores que não estão na cidade de irem treinar, pois eles estão preocupados com a saúde dos atletas, dos familiares e torcedores. Não tem nada certo de que a liga vai voltar e que vamos terminar a temporada”.

Impasse sobre retomada da NBA

Raulzinho também disse que entre os atletas há muitas opiniões divergentes quando o assunto é terminar a temporada 2019/2020: “Há muitas opiniões diferentes, há atletas que dizem que não querem voltar a jogar, porque acham muito arriscado e que vão colocar em risco as famílias e muita gente. Há jogadores que já falaram publicamente que querem voltar a jogar, o LeBron, o Chris Paul disseram que querem de alguma maneira voltar e terminar esta temporada. É uma mistura de opiniões. Por mais que a temporada acabe e tenha redução de 25% dos salários de todos, a maioria não está preocupada com isso e não se sente confortável de voltar agora, sem vacina ou remédio. O meu pensamento é esse também”.

Para o ex-ala da seleção brasileira Marcelinho a parte econômica deve ser levada em consideração, mas a saúde é o mais importante: “Acho muito difícil a temporada da NBA voltar, não tem um tempo justo para isso, mas acredito muito na intenção. O esporte hoje é um negócio e movimenta muito dinheiro e emprega muita gente. Então, se a NBA, que sempre tem posturas positivas com relação a tudo, se ela resolver voltar dentro de uma condição melhor, com segurança, acho válido. Não pode ser o negócio à frente de tudo. Este momento está provando que o que mais importa na vida é a saúde”.

Já Magic Paula, campeã mundial em 1994 (Austrália) e medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, é contrária ao retorno da competição: “Basquete é um esporte de contato, não é como tênis, onde fica um lá e outro aqui. Acho que é momento de pensar na vida das pessoas que estão ali. Nós, que estamos dentro do esporte, achamos que todos gostam e assistem esporte, mas não está acima do bem e do mal. Agora é momento de recuar, vamos ver a NBA no ano que vem”.

Conhecendo de perto a NBA, Anderson Varejão, que vestiu a camisa do Cleveland Cavaliers por mais de uma década, acredita no bom senso dos dirigentes: “Acho que a NBA não voltou ainda porque eles não querem colocar ninguém em risco. A NBA está levando do jeito está porque é uma liga muito forte, tem muito dinheiro. Eles podem se dar ao luxo de continuar esperando e trabalhando nos bastidores, fazendo a coisa certa. Caso apareça uma vacina ou alguma coisa que dê a certeza para eles de que nada vai acontecer, eles vão voltar”.

Edição: Fábio Lisboa

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Basquete

Basquete de luto: morre ex-técnico Brito Cunha, ouro nos Jogos de 1964

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O ex-técnico da seleção brasileira  masculina de basquete Renato Brito Cunha – medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão) em 1964 –  faleceu nesta terça-feira (5), aos 94 anos, em São Paulo (SP). A causa da morte não foi divulgada.

Brito Cunha também foi presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) entre 1989 e 1997. No período a frente da entidade, o basquete brasileiro feminino ganhou relevância internacional. Em 1994, a equipe verde e amarela conquistou o título Mundial e dois anos depois foi medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (Estados Unidos). Pelas redes sociais – Twitter e Facebook – a entidade postou uma mensagem lamentando o ocorrido.

“Com pesar, a CBB informa o falecimento de Renato Brito Cunha, ex-presidente da Confederação Brasileira de Basketball entre 1989 e 1997 e também técnico da Seleção Brasileira. Brito nos deixou aos 94 anos. Descanse em paz. Como treinador do Brasil, Renato dirigiu o time que conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio 1964. E também conquistou o ouro com as meninas no Pan de Winnipeg 1967, além de outros títulos nas Américas.”

O ex-presidente do CBB também ainda teve passagens como treinador em clubes como o Flamengo e Fluminense.

Duas perdas em menos de uma semana

O basquete nacional já havia ficado de luto na última quarta-feira (29), quando o ex-jogador Gérson Victalino, de 60 anos, que disputou três  Olimpíadas pelo país (Los Angeles-1984, Seul-1988 e Barcelona-1992), faleceu em decorrência de complicações causadas pela esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa contra a qual lutava desde novembro do ano passado.

O basquete brasileiro perdeu um gigante nesta quarta-feira, 29 de abril. Gerson Victalino O basquete brasileiro perdeu um gigante nesta quarta-feira, 29 de abril. Gerson Victalino

O ex-pivô Gerson integrou a seleção brasileira, ouro no Pan de Indianápolis, em 1997, após derrotar o favorito time norte-americano.  – Arquivo/CBB

Além da experiência em Jogos olímpicos, o ex-pivô entrou para história ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987. Ele fez parte da equipe que venceu a final contra favorita seleção dos Estados Unidos por 120 a 115, em Indianápolis, na casa adversária.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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